domingo, 30 de dezembro de 2007

Não bebo cerveja


Nesse domingo eu fui ao sítio de uma família que muito estimo.
Nossa relação começou há 4 anos, quando um grupo da minha classe decidiu ir pro sítio de Heriberto. De lá pra cá fui várias vezes.
Desta última, eu, Heriberto, suas duas irmãs e Aldero, um colega que sempre vai comigo, decidimos ir sair sem rumo pelas redondezas. Fomos parar numa vila de uma cidade vizinha. Já estava bem cansado (não deveria está porque eu tava sendo levado no bagajeiro da bicicleta) quando decidimos ir num bar perto do local onde paramos (em todo sítio tem um bar tocando músicas de forró).
Não gosto de cerveja. Acho o gosto ruim. As poucas vezes que tomei nunca fiquei satisfeito. Pois então, fomos ao bar com a intenção de beber algo. Como só tinha cerveja, não bebi. Mas ao lado, numa mesa, tinha um grupo bebendo, em que uma integrante desse grupo tava tomando danoninho. Quando vi meus olhos brilharam. Agora posso beber algo. Não quero cerveja, eu já disse que não gosto, eu disse a eles. Foi então que pedi pra perguntar ao dono do bar se tinha danoninho pra vender. Ele veio e achou que estávamos brincando com essa pergunta. Ficou meio sem graça, até.
Aí disseram que era pra mim. Ele me olhou. Depois saiu. Voltou com dois danoninhos pra mim. Tomei rapidinho.
Quando fomos embora começamos a rir. Rimos à beça. Oxe, que coisa!: ir ao um bar pra beber danoninho? Rsrsrsrsrsrs. Fazer o quê? Não bebo cerveja!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Lindo...





Ai, ai, ai...
Vanessa Da Mata

Composição: Liminha / Vanessa da Mata

Tchunanananã!
Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
Tchunanananã!
Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
Tchunananã!
Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
Tchunanananã!
Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
Tchunanananã!
Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
Tchunanananã!
Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!

Se você quiser
Eu vou te dar um amor
Desses de cinema
Não vai te faltar carinho
Plano ou assunto
Ao longo do dia...

Se você quiser
Eu largo tudo
Vou pr'o mundo com você
Meu bem!
Nessa nossa estrada
Só terá belas praias
E cachoeiras...

Aonde o vento é brisa
Onde não haja quem possa
Com a nossa felicidade
Vamos brindar a vida meu bem
Aonde o vento é brisa
E o céu claro de estrelas
O que a gente precisa
É tomar um banho de chuva
Um banho de chuva...

Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Aaaaaaai!
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Aaaaaaai!
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Aaaaaaai!
Ai, ai, ai, ai, ai, ai
Aaaaaaai!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Então é natal
E o que você fez?
O ano termina
E nasce outra vez

Natal. Esse é o momento do ano mais especial. As pessoas ficam mais gentis. As confraternizações em escolas, clubes, associações, família, amigos... são marcantes nessa época.
As lojas são sempre cheias, todos querem comprar uma roupa nova para si, comprar presentes para as pessoas próximas, vão à Igreja, lembram de Jesus. Pelo menos lembram de Jesus. Muitos associam o Natal mais a Papai Noel do que ao Filho de Papai do Céu.
Natal. Nasceu Jesus, de longe a pessoa mais importante que pisou nesse mundo. Veio trazer esperança ao ser humano, trazer luz na escuridão, paz na guerra, alegria na tristeza, amor no ódio...
Natal...

Como será o Natal das pessoas que estão excluídas da sociedade? Sem roupas, sem presentes, sem uma árvore na sala... Mais do que isso: sem alimentos. Como passar o Natal sem lembrar dos e das que vivem marginais na sociedade?
É um momentos para refletir sobre a postura que temos no mundo, queremos transformá-lo ou conservá-lo do jeito que está? Sei que quase nada posso fazer para os milhões de seres humanos que vivem de forma sub-humana. Vou orar. Pedi a Jesus por elas. É o que posso fazer. Vou fazer. Será que isso vai mudar alguma coisa? Para as muitas que acreditam numa prece vai sim...
É Natal...E o que você fez? O que eu fiz?

domingo, 23 de dezembro de 2007

"Viver é muito bom"

Estava acessando o blog de Ricardo Gondim (uma referência no meio evangélico nacional de honestidade intelectual, capacidade crítica, amor, tolerância...) e vi o texto "Viver é muito bom". Abaixo tem uns trechos:

Viver é tão prazeroso que dá vontade de continuar, continuar. Sofro, como todo mundo, mas as minhas dores, decepções e frustrações ainda não foram fortes o suficiente para me desmotivar. Quando pareço zangado, minha veemência não nasce de amarguras, mas da inquietação espiritual de perceber que as coisas não caminham como deveriam.

Gosto de viver, ninguém se engane. Só não quero camuflar minhas dores “porque um líder religioso não pode expor suas inquietações publicamente”. Faço eco às palavras do Fernando Pessoa: “Arre, estou farto de semi-deuses!”. Quando escancarar os porões de minha alma, não desejo fazer tipo ou posar de “autêntico”. Faço “literatura tempestiva” (considero que sites e blogs como um novo tipo de literatura, a “tempestiva”) sem envernizar o texto, sem lapidar os conceitos e sem temer escrúpulos e censuras ideológicas. Sento diante do computador como terapia; quando escrevo, de certa maneira, lavo a alma, expulso falsos demônios e alvejo antigos dilemas encardidos.

Gosto de viver, só não quero acostumar-me com as desigualdades econômicas. Não aceito que um artista, atleta ou empresário ganhe mais do que uma nação inteira. Se pareço meio irritadiço é porque não acho que uma bolsa feminina custe o salário anual de um trabalhador. Uma xícara de café não pode valer mais do que um dia suado de um camponês. Por favor, não me peçam para continuar com o discurso pequeno burguês dos evangélicos brasileiros de que esses desmantelos fazem parte de um plano misterioso (maravilhoso?) de Deus que condena milhões de crianças a uma sub-existência.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007


Hoje, à noite, estive numa confraternização dos funcionários e suas famílias do SAAE, onde meu pai trabalha. Foi muito legal. Meu pai não foi. Ele não gosta muito dessas coisas, sabe? Minha mãe tava com um pro de saúde. Doida pra ir, contudo não deu. Veja como são as coisas: quem pode ir não vai, quem quer não pode. Isso me lembra as pessoas que tem oportunidade pra estudar, trabalhar, se desenvolver como pessoa e como profissional e não quer saber de nada. Por outro lado, há pessoas que lutam, se esforçam, se esmeram pra conseguir algo, mas não tem chances. São os contrastes da vida. Deixando isso de lado e voltando pra festa: foi muito legal. Eu fui. Minhas irmãs foram. Meus alunos foram. Nossa!, comi bastante! Tirei muitas fotos com minha mana Joelma. Essa acima começando da esqerda: eu, Arthur (esse foi aluno do 2 ano, me deu tanto trabalho!), Angélica (irmã do dito cujo e também minha aluna), Lurdinha, mãe dos dois, Williane (namorada de Arthur e minha aluna) e por último, minha mana Gal. Nossa, a vida é incrível! Um momento singelo pode ser o instante propício pra gente melhorar nossos relacionamentos, ter mais prazer em viver... Amo a vida!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sonhos malucos

A gente sonha cada besteira. Lembro de meus sonhos pueris. Sonhava beijando Xuxa. Outras vezes Angélica. Minhas "Tias" da Escolinha Infantil não ficavam de fora de meus devaneios inconscientes. Até hoje, com 20 anos, sonho coisas que não tem nada a ver, como dizem por aí, sem pé nem cabeça. Pois então, um dia desses, acho que foi no último sábado, num é que eu sonhei com "uma papa"? Não é papa de comer não. É papa de pontífice máximo da Igreja Católica. Só que era uma "papa", uma pontífica máxima da igreja Católica. No meu sonho era uma mulher madura, não velha, bonita e bem liberal. Liberal até demais. Se a Igreja não abre espaço no altar para as mulheres, já imaginou ela sendo liderada por uma? Uma representante de Cristo na terra? Que loucura! No seu pontificado, a Sua Santidade, não tinha nome no meu sonho, era a favor do aborto e do casamento gay. Já imaginou que heresia à Santa Madre? rsrsrsr. No meu sonho era assim. Uma de minhas irmãs disse que era o "Anti-Cristo". Seria melhor dizer a "Anta-Cristo"? Não sei, só sei que sonhei. Tem mais. Sonhei ministrando uma missa em frente a uma multidão. Nesse sonho maluco, o padre que sabe de minha tendência protestante, me oferecia o microfone e eu fazia uma oração. Sei não, visse? A gente sonha cada coisa...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Minha Vida

Esse texto fez parte de uma dinâmica no treinamento do Brasil Alfabetizado em Alagoa Grande. A tarefa era fazer a sua biografia. Ai está a que fiz.

Em um belo dia de março, mais precisamente, 28, de 1987, quando o sol nasceu mais alegre, quando o canto dos pássaros estava mais harmônico, quando a natureza mais exuberante, o casal João Pereira Cavalcante e Maria do Carmo Martins estavam prestes a ter uma grande alegria: o meu nascimento.
Acho que dispensa comentar a maneira como fui forjado pelo amor. O lugar não sei. Eles não me disseram. Contudo, por volta das 4 horas da tarde, na cidade de Guarabira, eu vinha a esse mundo influenciar as pessoas e ser por elas influenciado.
Como o passar dos dias, semanas, meses e anos fui crescendo e me dando conta que vivo num mundo cheio de contrastes, desigualdades, injustiças. Que nesse mesmo mundo existe pessoas amigas tanto quanto inimigas.
Nunca na história da minha vida havia sequer sonhado sendo professor. Mas hoje sou. O desejo começou quando ingressei na Escola Normal de Alagoa Grande em 2003. Apesar de não ter concluído o curso, ele me ajudou a pensar sobre a educação. Em 2005, ingresso no curso de História da UEPB. Fui tendo mais contato com textos sobre educação e o desejo por ela foi aumentando.
Em 2007, na mesma Escola que eu havia estudado a segunda fase do ensino fundamental e o ensino médio, entrei como professor, para surpresa de muitos. Não fui um aluno daqueles que se pode dizer exemplar. Hoje vejo o quanto vi meus professores sofrer, e sinto na pele.
Hoje com 20 anos, neste local, tenho a oportunidade de me capacitar, para ajudar aqueles e aquelas, que foram no momento adequado excluídos e excluídas do processo educacional, o que muito me honra.
Espero com isso pode ajudar o nosso país a ser menos injusto, menos corrupto, menos excludente, até porque ser alfabetizado vai além do que simplesmente decodificar letras, saber escrever. Ser alfabetizado num país onde uma minoria domina é saber ler o Brasil e escrever uma nova história para os próximos anos.
Sou sonhador! Quem me conhece sabe disso. Já me compararam (e gostei da comparação) com o “fantástico mundo de Boby”. Mas, como disse um escritor, a vida sem sonhos é com uma noite sem estrelas.

Alagoa Grande, 03 de dezembro de 2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

Vida...

Recebi um recado no Orkut de uma aluna.
É um daqueles que são colados, portanto não foi feito por ela.
Mas, ele me deixou reflexivo.
"Você nasce sem pedir
e morre sem querer!
Aproveite o intervalo!".
Junto com o recado tem a imagem de uma jovem com um girassol na mão.
A vida é mesmo efêmera. Ela acaba num fechar de olhos.
Não gosto de ir a enterros de pessoas jovens porque estão no intróito da vida.
A semana passada durante o treinamento conheci uns caras bacanas. Durantes uma das várias conversas que tivemos, falávamos da morte. Um amigo de Serra Redonda me contava de alguns afogamentos que teve em sua cidade de pessoas jovens. Tudo parecia normal, mas de repente um mergulha depois de comer pirão... Outro havia sindo operado no peito, foi nadar e faltou forças no meio do açude...
A vida é muito, muito curta.
Dizem que não existe verdade absoluta, mas essa é uma.
É importante aproveitar cada instante, cada minuto, cada segundo, porque por mais que possa parecer irrelevante ele é único, singular, aconteceu e não volta mais.
Para que então se preocupar com coisas tão pequenas, sem valor, se a vida está ai pra ser vivida com intensidade???
Por mais que ela possa parecer chata ela é única. Deus nos deu para vivê-la com afinco, dedicação, amor, paixão...
Viva a vida!!!!!!!
Ainda é muito cedo. Tenho muitas coisas pra fazer hoje: lavar minhas roupas, corrigir trabalhos, ajeitar notas de alunos...
E estou morrendo de calor. Parece que são meio-dia e que estou no ar livre. Sobre meu corpo o suor escorre. Bate aquela sensação de sufocamento. O calor está imenso.
O pior é que a tendência é piorar. E pior ainda é que sou cupado por isso, além de toda a humanidade que vive hoje.
O que posso fazer para barrar ou minimizar o aquecimento global? Sei que minha ação isolada não vai fazer nenhum efeito, mas todos já ouviram falar da estória da andorinha que tava tentando apagar um incêndio com a água que conseguia levar no seu bico... Felizmente, muita gente tem se conscientizado sobre a questão. As discussões estão na mídia, conferências, congressos... Temos, contudo, que agir logo para que esse calor que estou sentindo, às 8: 52hs, não aumente ainda mais.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Essa semana foi extenuante pra mim.
Estive até hoje em Alagoa Grande, cidade próxima à minha, num treinamento do Brasil Alfabetizado, programa do governo para a educação de jovens e adultos.
Conheci pessoas maravilhosas. Me diverti bastante. Tive uma professora até quarta-feira que era tudo, mas ela foi embora. Na quinta, a que veio em seu lugar, era tudo e mais um pouco.
Aprendi muito. Bastante.
Amanhã eu posto o texto que fiz sobre minha vida na formação.
Sim, ia me esquecendo: até amanhã, sábado, estarei lá.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007


São 23:11 hs.(no meu estado não tem horário de verão, portanto ainda é quarta-feira) Acabei de terminar de ler um texto sobre "A estrutura de poder na Paraíba". Até 22:30, estava assistindo o "Diálogo Brasil" na NBR (A TV do governo federal, como diz a propaganda), a primeria coisa que prestei atenção foi na falta de Florestan Fernandes Jr., quem tava apresentando era aquele cara da BAND. Será que Florestan foi demitido? Está de férias? O programa discutia a situação do PSDB após a convenção de quarta-feira da semana passada, com o presidente da legenda em SP e dois cientistas políticos. Nem sei porque estou falando nisso. É na verdade só pra deixar algo no meu blog escrito. Seria melhor falar dessa linda flôr. Achei quando digitei a palavra sei lá no Google imagens. É linda, não é? Me dá uma sensação de segurança, de esperança, de amor pela vida. A propósito, a natureza me faz amar mais a vida. Ela revela, segundo a bíblia, a grandeza divina, por isso, sempre fico extasiado quando estou em contato com ela. Não há espaço melhor pra se ter comunhão com o Criador do que a natureza, a fauna, a flora, os rios, o mar, o fogo, as pedras... Todos esses elementos louvam, do seu modo, a Deus. Mas, voltando a imagem acima: ela me faz sentir paz e vislumbrar um mundo melhor, razão pela qual continuo existindo.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A Venezuela tem sido alvo de uma campanha sórdida perpetrada pela grande mídia. É lamentável. As idéias imperialistas, dominadoras, dos Estados Unidos, encontram bastante eco na imprensa nacional. Hugo Chávez, presidente democraticamento reeleito com um grande número de votos, numa eleição que teve observadores internacionais que não encontraram nada de errado nela, é sempre acusado de ser ditador. Acho que a compreensão do que seja uma ditadura não é clara pra esses jornalistas e para deputados do DEM, do PSDB e PPS. O DEM tem uma posição bem interessante. Foi o sustentáculo da ditadura militar, a ARENA. Mudou pra PDS. Mudou de novo pra PFL. E novamente muda agora pra DEM. Eles acusam Chávez de ser ditador, kkkkkkkkkk. Como são hipócritas! Toda a imprensa, a grande imprensa, a imprensa que defendeu a ditadura militar como as Organizações Globo, estão criticando o plebiscito que o povo venezuelano está preste a votar. Ora, como é que uma ditadura faz plebiscito, faz uma consulta popular? Aliás, esse não é o primeiro do governo chavista. O que fica patente é que todos os que criticam Chávez são pessoas ligadas à direita, sempre estiveram na elite, e tem, portanto, que fazer de tudo (como fazem) pra manter o status quo. O povo venezuelano é soberano, livre, está feliz com o governo atual, e tem o direito de ter o governo que achar ser melhor pra sua terra. Nós, em absoluto, temos o direito de intromissão nos destinos de outros países, do contrário, corremos o risco de sermos iguais aos EUA que tanto criticamos. Abaixo está um documento (que recebi por e-mail) de apoio ao povo venezuelano e que esclarece muita coisa melhor, sem dúvida, do que eu.

SOLIDARIEDADE AO POVO VENEZUELANO



A autodeterminação dos povos e o respeito à soberania nacional inspiram as organizações brasileiras abaixo assinadas a se solidarizarem com o plebiscito em curso na Venezuela, convocado com legitimidade pelas autoridades e instituições democraticamente constituídas pelo voto popular, a partir de um amplo processo de debate em todo o país, desde os bairros populares ao poder legislativo.



Repudiamos a notória campanha de propaganda articulada internacionalmente pelo grande capital contra a Venezuela, baseada na mentira e na manipulação, com o objetivo de desestabilizar seu governo e o processo de mudanças progressistas majoritariamente respaldado pelo seu povo. Esta torpe campanha coloca em relevo a necessidade de aprofundarmos a luta pela democratização dos meios de comunicação.



A classe dominante brasileira, através de seus partidos e da maioria dos órgãos de informação, que só veiculam o pensamento único neoliberal, participa ativamente desta campanha golpista contra o processo revolucionário venezuelano, pois sabe que, no plebiscito do próximo dia 2 de dezembro, trava-se importante batalha, em âmbito mundial, e em particular na América Latina, na luta contra o imperialismo e por um mundo igualitário, sem miséria nem exploração.



A vitória do SIM naquela legítima consulta popular assusta a todos aqueles que querem manter intactos os seus privilégios, à custa da miséria da maioria da população mundial.



Assim sendo, conclamamos o povo, o governo e as instituições brasileiras a se manifestarem pelo respeito à vontade majoritária dos nossos irmãos venezuelanos e à sua determinação de contribuir para a integração soberana da América Latina.



Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2007



PCB - Partido Comunista Brasileiro

PCdoB – Partido Comunista do Brasil

PCR – Partido Comunista Revolucionário

PDT – Partido Democrático Trabalhista

PH – Partido Humanista

PSB – Partido Socialista Brasileiro

PSOL – Partido Socialismo e Liberdade

PT – Partido dos Trabalhadores

Casa da América Latina

Centro Cultural Antonio Carlos de Carvalho

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino

Círculos Bolivarianos Leonel Brizola

Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes

Federação das Associações de Moradores do RJ

Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

"Eu sei, mas não devia"

Vez por outra acesso o site de Ricardo Gondim. É ótimo. Sempre encontro mensagens, poesias maravilhosas, suas ou de autores que ele admira. Achei lindo esse poema de Marina Colasanti. Acostumar-se é foda!, como dizem os mais libertinos. Já imaginou como o mundo seria bem melhor se a gente não se acostumasse com a corrupção? Por exemplo, em nosso país, se fóssemos às ruas a cada escândalo, denúncia, caso de desvio, quebra de decoro... estaríamos do mesmo jeito? Acredito que não. Em absoluto. Mas, não só nos acostumamos, como também renovamos o mandato daqueles que deveriam nos defender, contudo, só defenderam seus interesses. É preciso (re)agir! Gritar! Não se calar! O "Por que não te calas", que o imbecil do Rei da Espanha disse a Chávez não deve, jamais, está presente em nossas vidas! Lá vai o poema:

"Eu sei, mas não devia"

EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.

As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma

domingo, 25 de novembro de 2007

Não tenho medo da morte. Falo da morte em si. Não. De jeito nenhum. Acho que a gente deveria comemorá-la como muitos povos fazem, com festas, banquetes, danças. Ela é única certeza que temos. Ateus, deístas, teístas... todos tem essa certeza. Não tenho medo da morte, mas de uma morte precoce tenho. Morrer jovem... Fico triste sempre que morre uma pessoa na sua juventude, não que as outras não tenham valor, é que os jovens estão no limiar da vida, cheios de sonhos, planos, desejos... Sexta-feira, peguei uma virose brava junto com uma crise de garganta. Pensei que ia morrer. Sério. Cheguei a chorar. Tenho tantos sonhos... Nem 1% chegei a realizar. Meu corpo ardia de febre. Minha garganta doia tanto que mal consegui comer... Meu sono foi uma lástima... Não sonhava coisa com coisa. Cheguei até a delirar, meu pai e minha mãe ouviram tudo... Mas, graças a Deus estou bem melhor. Pronto pra continuar a jornada e lutar por meus sonhos!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007


Nossa!, minhas forças estão fracas. Minha energia sem força. Minha paixão sem desejo. Desde a semana passada que estive na Universidade - Campus III - fazendo campanha para o DCE. Conheci pessoas legais. Espero que a amizade permaneça depois de ter acabado a campanha. Falei nas classes, coisa que ainda não tinha feito. Disseram que meu discurso é bom, rsrsrrs. Talvez seja, talvez seja só um apoio dos amigos.
Ontem foi o zênite de tudo. Dia da eleição. Dia da decisão. Por conseguinte, último dia de campanha. Fiz de tudo que era possível fazer.
Mas a vida não é só de vitórias. O que seria delas se não hovesse as perdas? Não teria nenhum valor. Perdemos e eleição do DCE. Contudo,
o Movimento Levante vai continuar firme.
E no ano que vem tem eleição de novo!!!!!!!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007



Essa foto tirei ontem. Eu amo pedalar. Até um tempo atrás esse era meu único esporte. Nunca gostei de jogar bola, até hoje não gosto de futebol, na época de copa mundial fico agoniado em casa quando meu pai, minha mãe e minhas irmãs ficam assistindo o jogo. Não tem lugar pra ondem ir. Em todo lugar que há um TV tem gente ligado na competição, aff! Todos e todas estão defronte de um televisão, grudados, como um religioso fica diante da divindade, em total reverência. Agora estou na academia... Mas pedalar, ainda é, o melhor esporte pra mim.

A chuva






A chuva cai

Sobre meu telhado.

Sobre a terra

Regando-a.

Para mim

A chuva vai além

Do que simplesmente

Regar ou molhar a terra,

Trazendo alegria ao agricultor

E esperança de uma boa colheita.

A chuva é uma magia!

Leva-me a viajar

Em meu interior.

Faz-me sentir um vazio.

Não aquele da divindade.

Mas de amor!

Amor heros!

Paixão!

A chuva faz-me sentir frio.

Mas este não pode

Definhar com um bom lençol.

Mas com alguém ao meu lado.

Uma alma gêmea

Que compartilhe comigo

O calor existente no corpo

Onde sozinho é impossível

Num dia chuvoso senti-lo




Esse poema foi publicado em meu antigo blog e no site usina das palavras.com

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Sei lá

Um blog pra ser bom deve ser atualizado todos o dias. O meu não é bom dessa forma. Passo dias pra atualizar, postar uma mensagem minha ou mesmo um texto encontrado em algum site. Mas a partir de hoje vou postar todos os dias, mesmo que seja pra falar sobre meu dia, falar bobagens, deixar um oi pra quem ler (são raros mas tem gente que ler meu blog). Não sou um escritor profissional. Sou escritor, porque escritor é quem escreve, ainda que o texto esteja cheio de erros (como os meus geralmente), mesmo que fale besteiras. Não dá pra avaliar meu dia hoje, porque ainda são 11:00 hs. Mas vou falar alguma coisa. Alguma coisa (odeio quando peço uma informação sobre determinado assunto e a pessoa não quer falar, eu peço pra dizer alguma coisa, a pessoa com a maior cara de pau diz: alguma coisa). Dei duas aulas (lecionei, ensinei...) na segunda série do ensino médio. É uma turma, como se diz, carregada. Muitos me provocam. Outros tentam me atemorizar. Um dia desses, na verdade faz um tempinho, eu sai da turma decidido a desistir do magistério. Fiquei o resto do dia doente. Nem fui pra um curso de literatura que tava fazendo. Me desrespeitaram, caçoaram de mim (como sempre fazem - não são todos é claro, mas uma grande parte). Foi um daqueles dias que a gente quer jogar pra sempre na lixeira, sepultar e nunca mais lembrar. Mas não desisiti. E hoje, pelo número reduzido de alunos que foram à aula, foi mais ou menos, ainda tive um problema com dois alunos. Tive que pedir pra saírem da classe. Na 7 série A, outra turma complicada, foi calmo hoje. Da mesma forma que na segunda série, foi um número reduzido. A aula foi sobre os motivos que fizeram com que o governo brasileiro, no fim do século XIX, trouxesse imigrantes europeus pra trabalhar ao invés de usar a mão-de-obra negra que tava livre. Sim, ia me esquecendo: a aula no seugundo ano foi sobre o iluminismo. Acho que tá bom o que falei até aqui. Não registrei a 1 série do médio, porque lá raramente tenho problemas com alunos. Mas isso faz parte da vida do professor. São "os ossos do ofício", como dizem.

sábado, 10 de novembro de 2007

O inferno da mãe de Renan

Li essa matéria no site da revista Época. Achei interessante e posto no meu blog. Nela fica claro o quão a amor de mãe é importante.




Dona Ivanilda, aposentada com um salário mínimo, chora ao falar do filho e toma remédio para dormir

Mariana Sanches


MÃE É MÃE
Ivanilda e sua casa em Murici (de fachada branca). Ela passou a ler jornal para acompanhar as acusações contra o filho
“Tenho 23 netos”, diz Ivanilda Calheiros, enquanto se recosta na cadeira de plástico, os olhos azuis fixos nas galinhas-d’angola que cria no quintal. Ivanilda esqueceu-se de incluir na conta a pequena Maria Catharina, filha de Renan Calheiros com Mônica Veloso. Embora a neta já tenha 3 anos de idade, ela é ainda uma novidade. Ivanilda descobriu sua existência há pouco mais de cinco meses. Na ocasião, a imprensa denunciou que um lobista da empreiteira Mendes Júnior pagava a pensão alimentícia à menina, fruto de uma relação extraconjugal do presidente licenciado do Senado com a jornalista morena e bonita que posou nua para uma revista masculina. Ivanilda não conhece Maria Catharina, estopim da crise política que levou seu filho mais velho a se licenciar do cargo. Nem mesmo fotos viu. “Ouvi falar que ela é linda. Você já viu?”, diz, ávida por informações.

O pagamento da pensão da filha por um lobista foi só a primeira das denúncias contra Renan Calheiros, que ainda enfrenta outras três representações no Senado. Na semana passada, Renan retornou ao Senado, depois de dez dias de licença médica. Desde que começaram as acusações contra o filho, Ivanilda só dorme ao amanhecer. “Eu passo a noite inteira acordada, com a televisão ligada, assistindo à TV Senado e aos canais de notícia”, afirma. Nos últimos dias precisou tomar remédio para que o sono viesse.

O hábito de ler jornais, que nunca teve, virou quase uma obrigação. Ivanilda debruça-se sobre eles com afinco incomum para quem cursou só até a 4a série do ensino fundamental. Nas páginas dos periódicos tenta encontrar explicações para o quebra-cabeça de sua família. Aposentada com salário mínimo, Ivanilda parece não entender por que o filho se tornou vilão nacional de uma hora para outra.

Hospitaleira, manda logo passar um café fresco para a visita. A alagoana nascida em Murici, cidade de 23 mil habitantes a 44 quilômetros de Maceió, aparenta ter mais do que os 73 anos registrados na carteira de identidade. Tem o rosto vincado por rugas, e as costas curvadas acentuam sua estatura baixa, não mais do que 1 metro e meio. O único enfeite é o par de alianças – uma sua e outra do falecido – na mão esquerda. Usa chinelo de dedo e um vestido preto e simples com miúdos corações em branco. Na casa de Ivanilda, é um constante entra-e-sai de crianças, mulheres, homens e velhos segurando copos d’água, nacos de pão ou pratos de arroz e feijão. Ivanilda cumprimenta a todos. São vizinhos que freqüentam a casa há 35 anos, desde que a família Calheiros se mudou para lá.

Na casa de Ivanilda, não há forro no teto. Apesar disso, é a maior e a mais bonita na rua de moradias pobres, que parecem se apoiar umas às outras para não cair. Foi construída aos poucos, sendo ampliada conforme a família aumentava. Foram dez filhos com o marido, Olavo Calheiros, dos quais oito são vivos. Aos 21 anos, deu à luz em casa o primogênito Renan, nascido de parto normal sem sobressaltos. A partir daí, passaria a cozinhar panelas e panelas de arroz, feijão e carne todos os dias para alimentar a s prole. Quatro se tornariam políticos, três com mandato no Congresso Nacional. Quando a comida era servida, Ivanilda deixava os filhos e o marido na sala de jantar e ia comer na cozinha, junto com as empregadas. Era o costume da família tradicional nordestina.

Enquanto se ocupava da casa, o marido providenciava o sustento negociando bois e mercadorias na mercearia que tinha em uma das usinas de cana-de-açúcar da região. Mas a vocação de Olavo era a política, afirma Ivanilda. “Os filhos acabaram sofrendo a influência do pai”, diz. Olavo Calheiros foi vereador e prefeito de Murici. De acordo com a vizinhança, o pai de Renan chamava todo mundo de primo e recebia qualquer um em casa para tomar café. Era o goleiro do time de futebol da cidade. Troféus esportivos locais ocupam toda a parede da sala de Ivanilda. “Meu pai era um homem tão honrado que comprava boi só com a palavra”, diz Remi Calheiros, filho do casal e ex-prefeito de Murici. Embora fosse exímio comerciante e político talentoso, Olavo não enriqueceu. Deixou à mulher e aos oito filhos apenas a casa de Murici e uma fazenda de 716 hectares, capaz de sustentá-los sem luxo. Já Renan teve mais sucesso: do Fusca verde, seu único patrimônio em 1978, cujas prestações eram pagas pelo pai, passou a declarar em bens, no Imposto de Renda em 2006, R$ 1,7 milhão.


RETORNO
Renan chega a seu gabinete no Senado, depois de dez dias de licença médica. Inspirado no pai, ele virou político
A profusão de notícias sobre as supostas falcatruas de seu filho não a convence. “É coisa de gente que tem inveja daquela cadeira que ele ocupa, do cargo importante que tem”, diz, com orgulho, referindo-se à presidência do Senado. Para ela, coração de mãe não se engana, e seu filho é inocente. Vizinhos, parentes e amigos antigos se revezam, à mesa da sala da casa de Murici, para defender Renan. “Se eu fosse senador daria para minha mãe uma casa muito maior do que esta”, diz um jovem que acompanha a discussão. Um senhor desdentado e aparentemente alcoolizado pede a palavra e diz que, pela lógica, Renan não pode ser culpado. Pelo menos 20 pessoas circulam pela casa em duas horas. Aliados e adversários concordam que o escândalo não afetou a popularidade de Renan. O carisma do falecido pai e a bondade da mãe foram fundamentais para que ele mantivesse uma boa imagem em Murici.

Para Ivanilda, Renan vive hoje um “calvário público, uma injustiça”: “Sempre foi um homem bom, ajudou muito Alagoas”. Quando se pede a Ivanilda que cite alguma emenda relevante do senador Renan Calheiros, ela se cala. Passa alguns minutos sem falar nada. “Não sei, não”, diz, sem graça. Cutuca o filho com o braço. “Fala alguma aí, Remi”, diz a ele. Remi também responde que não se lembra. “São muitas”, afirma. Embora não citem exemplos, Renan é responsável por diversas emendas, entre elas algumas para a liberação de recursos para a construção do Canal do Sertão. A obra é investigada por desvio de verba.

Renan costumava aparecer ao menos uma vez por mês para comer o arroz com feijão da casa de Murici. Depois das denúncias não voltou mais à cidade natal. A última vez que a mãe o viu foi em setembro, no apartamento de Renan, em um prédio na orla de Maceió. “Era aniversário dele, mas não teve festa”, diz. Renan manda dinheiro para a mãe regularmente. Somente em 2006, ele declarou em seu Imposto de Renda ter dado a ela R$ 60 mil, entre pagamentos do arrendamento de sua parte nas terras da herança do pai e doações. As somas foram entregues pelo próprio Renan em cheques e dinheiro vivo, para pagamento de despesas. Ivanilda diz que o dinheiro e os cheques eram dele mesmo e, desconfiada, afirma não se lembrar quanto costuma receber mensalmente do filho. Renan liga para a mãe quase todos os dias, geralmente no fim da tarde. Nunca falou sobre o escândalo político que protagoniza. Ele apenas pergunta se ela tomou seus remédios para hipertensão e pede que fique calma. “Eu falo para ele não se preocupar, porque é inocente e vai conseguir provar isso”, diz Ivanilda. “Aí ele me responde: ‘Muito obrigado, mamãe’”.

Ivanilda se emociona diversas vezes. Nesses momentos é sempre acudida por alguém da casa que lhe pergunta se ela já tomou o remédio da pressão. Para Ivanilda, Renan não perderá o mandato nem renunciará. “Mas a senhora perdoaria um filho corrupto, dona Ivanilda?” Ela responde com um bordão: “Mãe é mãe. Ainda que tenha feito alguma coisa errada, ele vai continuar sendo o mesmo Renan de sempre”.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80023-6009-495,00.html

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Mick


Dizem que o cão é o melhor amigo do homem. A relação que existe entre eles é de longa data, foi o cão o primeiro animal a ser domesticado pelo ser humano. Mas, se a tese da melhor amizade fosse depender de minha relação com Mike, o meu cachorro, o cão seria o maior inimigo do homem. Oh cachorrinho ruim, visse? Só vem pra perto de mim com segundas intenções quando estou comendo. Já me mordeu tantas vezes. Já tive tanta vontade de vê-lo morto, de dá um surra bem dada nele... Já em relação a minha irmã a situção é diametralmente oposta. Os dois se completam. Paracem que são almas gêmeas. Se eu chegar perto de algo pertencente à ela, ele avança em cima de mim. Pra tirar a foto acima foi um aperreio. Ele quase me mordia. A cara dele, enquanto eu forço um sorriso hipócrita, é de zombaria, como quem diz "aff Joel, eu não gosto de tu, tu não gosta de mim, pra que tirar essa foto que tu vai botar no blog e no orkut e o povo vai pensar que sou teu amigo. Vou fazer cara feia, visse? vou dá lingua pra máquina".

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Há algumas coisas que me fazem lembrar de um passado distante mas que revive em minha memória. Quando sinto o cheiro de alguns perfumes, de flores, de barro molhado lembro de momentos que vivi durante a minha infância. Bate um saudosismo intenso em mim. Dá vontade de entrar na máquina do tempo e ficar lá pra sempre... Vivendo a inocência... Vivendo sem preocupação, ou melhor com a única preocupação e obrigação de estudar e passar nas provas.
Tem músicas que me levam a reviver instantes esquecidos, porém alegres que experimentei.
Agora, tem música que me levam a reviver um tempo que nunca vivi, nunca experimentei, nem era nascido quando era sucesso nas rádios.
Essa primeira me leva aos tempos rebeldes, onde os jovens queriam mudar o mundo, queria a liberdade, tinha um alvo. Tenho saudades de um tempo que não vivi quando eu a escuto








Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones


Era um garoto,
que como eu amava
os Beatles e Rolling Stones
Girava o mundo
sempre a cantar
as coisas lindas da América
Não era belo mais mesmo assim havia mil garotas a fim
Cantava \"Help\" and \"Ticket
to Ride\", oh \"Lady Jane\" and \"Yesterday\"
Cantava \"viva à liberdade\", mas uma carta sem esperar
Da sua guitarra o separou, fora um chamado da América
Stop com Rolling Stones,
Stop com Beatles songs
Chamado foi ao Vietnã,
lutar com vietcongs

Tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá
Tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá

Era um garoto,
que como eu amava os Beatles e Rolling Stones
Girava o mundo, mas acabou fazendo a guerra do Vietnã
Cabelos longos não usa mais, nem toca a sua guitarra e sim
Um instrumento que sempre dá a mesma nota ratatatá
Não tem amigos, nem mais garotas, só gente morta
caída ao chão
Ao seu país não voltará
pois esta morto no Vietnã...
Stop com Rolling Stones,
Stop com Beatles songs
No peito um coração não há, mas duas medalhas sim

Tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá
Tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá, tatá-ratatá
Ratatatá-tatá
Ratatatá-tatá
Ratatatá-tatá


Essa última me leva a Copacabana dos anos 70, lugar que nunca fui e que nem era nascido. Me dá vontade de amar, de viver um instante louco de paixão com a namorada que não tenho. Faz passar pela minha mente uma cena de amor na areia, como diz a música, dois corpos que se amam se envolvendo intensamente diante da imensidão do mar
.





Quatro Semanas De Amor


Foi um sonho de verão, numa praia
Quatro semanas de amor
Em noites de luar
Sob a luz das estrelas, eu e você

O seu nome eu escrevi, na areia
A onda do mar apagou
Em cada pôr-do-sol, a saudade incendeia
Meu coração

Te amo, não esqueça
O sonho não acabou
Eu vou ficar te esperando
Não quero dizer adeus...

Sem você eu vou ficar, tão sozinho
Quando o inverno chegar
Mas quando o sol nascer, vai ser tão lindo...
Eu e você



Por que será que essas músicas e outras me levam a reviver um tempo não vivido?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Como a vida é interessante. Às vezes, como todo mundo, pelo menos com quem é “normal”, a vida parece ser uma caretice, algo que não vale a pena, que só faz o cara sofrer (por amor, por emprego, por solidão...). A vida... Eu já pensei amiúde que seria melhor não ter nascido. Outras vezes cheguei a pensar que seria melhor partir dessa vida para sempre. A vida... Ela tão doce quanto amarga... Mas tem momentos que eu quero eternizar para sempre em minha memória, momentos que se fosse possível viver de novo eu faria de tudo para isso.
São os momentos especiais. E muito especiais. Esse fim de semana estive em João Pessoa, na UFPB, participando do COREHI, foi um momento que ficará perene em minha memória. Quinta-feira, 1 de novembro, fui para um passeio com meus colegas de trabalho, foi outro instante que a vida, dificilmente, apagará. Nesse último brinquei, pulei inúmeras vezes na piscina do balneário, dancei dentro da água, cantei, pensei no amor ausente, quis chorar... A vida... Como eu te amo! Como eu te odeio! Como és fascinante! Como és horripilante!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007



Dia de finados. Dia dos mortos. O simplesmente dia de acender velas. Quando era criança adorava quando chegava esse dia. Às vezes, ia com uns colegas, mesmo sem precisar, vender velas só pelo prazer de andar nas ruas nesse dia. À noite, eu e minha família, íamos até ao cemitério acender velas pelos nossos que já estavam e estão no além. Como era bom poder pegar uma velinha, riscar um fósforo e acendê-la e depositar no recinto de quem durante a vida nesse planeta, chamado terra, havíamos amado. Parecia que eu ia pra uma festa, colocava uma das minhas melhores roupas, perfume, e ia pra o “Campo Santo”. Nossa!, todos que iam durante a noite estavam bem vestidos. Quando passava pelos vários caminhos que tinha e tem o Cemitério, o cheiro de velas exalava, a fumaça cobria o céu, e tudo aquilo me deixava feliz. Tinha que ter cuidado para quando passar por uma cova/catacumba não ter a calça queimada pelo fogo das velas que traziam luz a aquele espaço comumente associado às trevas. Depois me tornei evangélico e deixei tudo isso como lembrança de um passado, até certo ponto, feliz.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007




As mulheres estão a cada dia conquistando espaços notáveis na sociedade.
Já foram excluídas do poder, das decisões relevantes, seu espaço era restringido ao lar, sua função gerar filhos.
Ainda bem que as coisas mudaram muito e continuam a mudar.
A vitória de Cristina Kirchner, ontem, para presidente da Argentina me deixou feliz! É mais um mulher que a América tem como governante. Já temos uma no Chile. Podemos ter mais uma no próximo ano se Hillary Clinton vencer nos EUA.
No ano passado votei numa mulher, Heloísa Helena, para presidente. Ta na hora de termos uma mulher no comando do país. Quem sabe em 2010!

sábado, 27 de outubro de 2007

Pela Lei do Recall

Hoje fui à convenção do meu partido (PHS).
Não foi muito prestigiada porque a divulgação foi pouca, mesmo assim, um bom número de filiados, simpatizantes e de pessoas, sobretudo jovens, estiveram presentes. A realidade de minha cidade é gritante. Não faltam verbas para o município. Vem, e muita. O que falta é alguém capaz de administrar para o bem público, para a população, sobretudo a parcela mais carente, gerir a coisa pública como pertencente a todos e não a um grupo ínfimo que se apropria do que é do povo. Mas, felizmente, a situação começa a mudar. E a convenção feita demonstra isso.
Essa falta de interesse, por parte dos políticos, pela população, me fez lembrar da Lei do Recall, presente no Canadá, Suécia, e etc. e que seria ideal para o Brasil. Trata-se de um dispositivo que permite ao eleitor cassar o mandato do político corrupto, mentiroso, omisso, inepto ou indesejável, antes de concluir o mandato. Foi aplicado pela primeira vez na Califórnia. Segundo Teresa Cruvinel, para o povo vencer, a política tradicional tem de perder.
Em inglês, Recall significa chamar de novo, ou de volta, aplicado na indústria automobilística, quando uma montadora descobre uma falha no automóvel e decide chamar o proprietário de volta para fazer, gratuitamente, os reparos necessários.
Através de um plebiscito, portanto, a população decidiria se determinado político ficaria ou não no poder. Dessa forma, acredito, a corrupção seria diminuida, porque a população teria poder sobre o governante/legislador.
Seria ótimo poder cassar o mandato do prefeito que atrasasse salários, que não fizesse nenhuma obra, que deixasse a cidade feia, sem um atendimento básico de saúde e educação, que não comprovasse onde foram parar todas as verbas que vem para o município (tudo isso ocorre em minha cidade). Ou mesmo cassar o vereador/deputado/senador que nas votações olham primeiro para seus interesses em detrimento da população.
Há um movimento no país que luta para o Recall faça parte da nossa legislação. Sou, de corpo e alma, favorável. Precisamos mostrar a nossos governantes que eles estão no poder porque nós votamos e para nos representar e governar para o bem comum.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CORAÇÃO PARTIDO...




As decepções amorosas fazem parte da nossa existência. Talvez não fosse nem bem falar em decepções, mas em ilusões. Essas existem quer sejamos enganados ou não; aquelas, partem do pressuposto que eu gostava/amava alguém e fui ludibriado, portanto fui correspondido (ou achava que estava sendo).
Ilusões! Como se diz: quem nunca por uma passou que atire a primeira pedra...
Gostei muito de uma garota por mais de um ano. Nesse período, não obstante ter sido terrível (eu não era correspondido), eu aprendi muitas coisas. Aprendi (e passei pela experiência) que a dor da paixão, do amor, que tanto já foi versejada pelos poetas e descrita pelos romancistas, é real. Bem real. Tão real quanto uma dor de cabeça, uma dor no pé, no dente (essa perturba muito), na barriga... É como se um dardo inflamado fosse lançado em seu coração e o veneno penetrasse rapidamente, te deixando paralisado, a única vontade que se tem é de chorar, esbravejar, pensar que tudo não existe.
Um coração partido...
O bom que é você fica mais sensível perante a dor alheia, sabe entender o motivo de algumas pessoas cometerem loucuras por amor, até chegar ao ponto de tirar a própria vida. Que graça tem a vida se não é possível vivê-la ao lado de quem se ama?
Um devaneio amoroso é agridoce. É azedo porque a pessoa que ama não é correspondida. É doce porque mesmo sem ser correspondido o AMOR FAZ SEMPRE BEM A QUEM O TEM.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007




Ah!, se eu pudesse ter o controle do tempo. Como seria bom. Tudo seria diferente. O poder sobre o meu passado, sobretudo. O presente eu tenho controle, todos tem. O futuro depende do que faço do meu presente. Já o passado... Ele está lá para sempre. O que eu fiz não será jamais apagado. Posso ser perdoado pelo mal que fiz a alguém, mas ele não será, como nesse computador quando erro, em absoluto, deletado. E o que já me fizeram? Nossa!, seria ótimo se eu pudesse esquecer! Se eu pudesse jogar no mar do esquecimento o desrespeito, a dúvida, o rancor, o mal que tiveram e fizeram contra mim. Como seria bom ter o domínio sobre o passado. Mas se nem os historiadores que o estudam tem, quanto mais alguém que quer mudá-lo... Ah!, se eu pudesse deletar um dia sequer, ou melhor uma manhã, reduzindo mais, das 8:00 às 11:00 horas da manhã de quarta-feira dessa semana, eu ficaria feliz da vida. Foi uma daquelas experiências que o cara não deseja nem para nosso inimigo. Mas... faz parte da vida... faz parte do meu aprendizado para meu crescimento enquanto ser humano. Mesmo assim, se eu pudesse, seria melhor mudá-lo. Como um simples mortal me resta, tão somente, procurar aprender com meus erros do passado, não repeti-los no presente e buscar um futuro melhor. Com o que fizeram contra mim... queria apagar pra sempre da memória, mas como não é possível tenho que tirar lições também... Tenho que lembrar que o ser humano é falho mesmo... Que todos erram... Que eu também erro. Mas, ainda sim, quem dera ter o poder sobre o tempo...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Dia do Professor

São 13: 30. Já vasculhei vários sites de notícias. Pouca coisa encontrei sobre o dia do professor. Uma notícia chamou minha atenção no G1, "MEC: 70% dos formados rejeitam carreira de professor". Por que será?!
No site da SEC PB: "Secretaria começa discutir Plano de Educação para 2008". Fico sabendo, inclusive, que o Governador em exercício José Lacerda Neto, foi professor em sua cidade natal, de história (como eu).
No site do MEC:"Governo federal quer melhoras na carreira do professor".
Parece que os governos estadual e federal estão preocupados com a carreira de mestre e com a educação! Oxalá que saia do papel. Estou cansado de discursos de palarmentares, executivos, empresários, jornalistas, dizendo que a educação é o caminho pra o Brasil sair do atraso. Virou lugar-comum. Por isso, tornou-se vão!
Mas fui a outros sites. No da CUT não encontrei nada sobre esse dia. No da UOL só tinha tinha informação para assinantes, acho que partindo do pressuposto de que os professores ganham o suficiente para assiná-lo. Fui no da CNTE, encontrei notícias sobre o PDE mas nem um parabéns por esse dia. Passei ainda pelo IG e outros sites. Nada ou quase anda, o que dá no mesmo. Recorri ao Google. Num site enconttrei informação sobre a história dessa data. Lá vai:

"Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

http://www.portaldafamilia.org/datas/professor/diaprof.shtml

Eu não sabia disso. Agora sei a história do dia do professor. Nesse mesmo site encontrei uma mensagem que já tinha visto no quadro-negro da classe. Na oportunidade discuti ela com meus alunos e minhas alunas. Mesmo assim não fui compreendido. Mas vale a pena colocá-la aqui.


"O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO

Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".

É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!"

Sou professor a pouco tempo. Passo por tudo o que fiz meus mestres passar no meu tempo de aluno da educação básica. Tou gostanto. Mas, às vezes, vem uma crise de indentidade: " vale apena ensinar?" Uma pergunta que vez por outra vem em minha mente. Mesmo assim sou feliz por ensinar história na 6 (7 ano) e 7(8 ano) e na primeira e segunda série do ensino médio.
Agradeço a todos os meus professores, do ensino infantil a universidade!

domingo, 14 de outubro de 2007

Recentemente li “A cidade das feras” de Isabel Allende ,4ª Edição, Tradução de Mario Pontes, Bertrand Brasil, 2002. Foi o primeiro que li da sobrinha do presidente Salvador Allende, derrubado e assassinado em 1973 por Pinochet. Não vou resumir o livro, no google pode-se achar. Quero colocar uma fala interessante de um xamã, nele fica demonstrado sua visão a respeito dos homens brancos.

-Os nahab são hoje como os mortos, a alma lhes fugiu do peito – disse Walimai. – Os nahab não sabem de nada, não sabem pescar um peixe com uma lança, nem acertar um dardo em um macaco, nem tampouco subir em uma árvore. Não andam, como nós, vestidos de ar e luz, mas de roupas hediondas. Não se banham no rio, não conhecem as regras de decência ou cortesia, não dividem sua casa, sua comida, seus filhos e suas mulheres. Tem os ossos moles e basta uma pequena paulada para lhes partir o crânio. Matam animais e não os comem, largando-os no chão para que apodreçam. Por onde passam deixam um rastro de lixo e veneno, inclusive na água. Os nahab são tão loucos que pretendem levar as pedras do chão, a areia dos rios, as árvores da floresta. Alguns querem a terra. Dizemos que não podem carregar a selva nas costas, como uma anta morta, mas não nos escutam. Falam de seus deuses mas não querem ouvir falar dos nossos. São insaciáveis como os jacarés. [...] p 154.

Acredito que essa fala fictícia leva-nos a pensar sobre o nosso modo de viver e como nos comportamos em relação ao outro, ao diferente, a alteridade. Li algumas coisas sobre cultura, mas observei que não existe cultura superior a outra. Não há povo superior a outro, mais avançado, o que existe são povos que buscam alternativas diversas para atender suas necessidades. Por que dizer que somos civilizados se o planeta está sendo destruído por nossa causa? Em nome do progresso, da civilização, derrubamos matas, poluimos rios e lagos, fazemos guerras e armas de destruição em massa... Os povos que vivem como há milhares de anos nos possibilita (re)pensar nossa existência nesse mundo cada vez mais ruim de viver, a cada dia mais aquecido, onde a misériia e a fome recrudescem.

sábado, 13 de outubro de 2007

Uma poema para Deus

Com Deus sempre estarei
Voando nas alturas
Mesmo sem forças não cairei
Pois Ele me levará
Em Suas Asas seguras.

Com Deus sempre vencerei
Mesmo com a perda
Porque Ele me fez
Mais que vencedor.

Com Deus a tristeza
Não tirará a beleza
Nem o desânimo a beleza
Da alegria que virá.

Com Deus a dor
Não passará de um prova
Se realmente O amo
Como Ele me amou.

Com Deus a noite
Não cessará a esperança
Que virá
Com um novo amanhecer.

Com Deus meus sonhos
Serão alcançados
Porque Ele me dará
Forças para lutar por eles.

Com Deus a solidão
Não me deixará angustiado
Muito pelo contrário
Será uma oportunidade
De ter experiências com Ele!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007


Al Gore é o novo Nobel da Paz. Seu documentário "Uma Verdade Inconveniente" sobre o aquecimento global, além de ter recebido o Oscar de melhor documentário, é reponsavel por sua escolha. Ninguém pode fechar os olhos para o que acontece com o nosso planeta. As queimadas, devastações, poluição do ar, tudo causado pelo ser humano tem gestado um clima desequilibrado. A natureza está sofrendo, gemendo, clamando por socorros! E nós o que temos feito? Acelerado sua destruição, esquecendo-se de que estamos sendo destruídos também. O ex-vice-presidente americano é uma voz importante nessa discussão, por isso achei importante sua escolha para o prêmio Nobel da Paz.

Lembranças de criança

12 de outubro. Dia das crianças. Foi-se o tempo em que a criança não era ouvida, o espaço para era reservado excluía presenciar conversas de adultos, dá opiniões. Foi-se o tempo em as crianças brincavam de roda na ruas, iam pra casa dos vizinhos quando os pais viajavam, sonhavam com os personagens dos desenhos animados, se apaixonavam pela apresentadora de programa infantil (eu gostei de Xuxa).

Vivenciei, por morar em uma cidade interiorana, o tempo áureo da infância, como alguns gostam de falar. Lembro-me das brincadeiras de esconde-esconde, de toca, de pai da rua, lembro que eu ia pra casa de uma senhora vizinha bem cedo para acabar meu sono lá. As quedas que levei na ladeira onde morava. Os cortes no dedo, na mão, pelo uso da faca para descascar uma laranja ou uma cana-de-açúcar para chupar, tenho ainda hoje as cicatrizes. Lembro que subia nos pés de laranjas no terreno vizinho, e em cima ficava chamando palavrões para o vento ficar forte, quando ele recrudescia rogava a ave-maria para acalma-lo.

Não tinha briquedos. Meu pai era o único que trabalhava e não tinha condições para presentear a mim e a minhas irmãs. Quando ele comprava um pra mim em pouco tempo já estava quabrado.

Meu sonho era ser artista de cinema e namorar uma atriz famosa. Ser cantor também. Ir pra o outro lado da tela de televisão.

Nas brincadeiras passava pelos quintais dos vizinhos sem nenhum receio. Respeitava os mais velhos, pela experiência e pelo saber que detinha. Ninguém ousava chamar palavras feias com o pai ou com a mãe. Qualquer travessura feita, era punido com um boa “pisa”. Às vezes, eu mesmo ia buscar o instrumento que minha mãe usava para me bater, geralmente era com a espada de são Jorge.

Tenho saudades daquele tempo... Eu era feliz e não sabia...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

E a morte?




Recentemente fui a um enterro de uma pessoa por mim estimada.

Era fim do dia. Uma hora propícia para ir a um sepultamento, pensei. Para pensar na morte, essa certeza absoluta que tenho, que temos. E ao mesmo tempo pensar na vida.

Se eu só existo em relação ao outro, a vida só existe em relação à morte. Por isso, não há momento melhor para (re)pensar no viver do que quando alguém deixa, nesse mundo, de existir.

De vez em quando penso na morte. Conversando com um amigo que tentara suicídio (graças a Deus não deu certo) eu lhe disse que não vale a pena tirar a própria vida para fugir dos problemas. A pessoa morre, a família e os amigos choram, outros vão comentar o motivo de fulano (a) tirar a sua vida, mas depois todos esquecem. Só em raros momentos a memória do morto vem à tona dos que o conhecia. Todos vão continuar vivendo normalmente. Valeu a pena? E além-túmulo?

Nem quero discutir isso. É melhor tentar passar por todos os problemas, mesmo que as lágrimas rolem sem cessar, mesmo que as feridas estejam purulentas, mesmo que o fel seja o único sabor a sentir, mesmo que os amigos que restaram são o travesseiro e o cobertor. É sempre melhor viver! Além disso, Deus está bem próximo dos aflitos, oprimidos, desesperados.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Há momentos na vida que tudo que era verde morre. Os sonhos ficam sem significado. A esperança definha. Nada parece ter mais valor. Deseja-se até a morte. Se a vida está tão estéril qual o motivo de continuar nela? Se quando olha-se para o lado a paisagem está amorfa, a terra rachada, nenhum sinal de alegria, não há motivo para viver assim. É melhor largar tudo. Morrer. Partir para uma outra vida no além-túmulo ou para o aniquilamento total. É o momento de seca na existência. Quando vivencia ele parece que nada de bom mais existe. Esquece, por exemplo, das alegrias que já foram presenciadas, dos momentos que se queriam tornar eternos. Não, a vida tem seu momento onde a temperatura está tão alta que rouba as forças, os sonhos, a esperança, a alegria...Mas tudo passa, tudo passará, como diz a música. Então vem a chuva, trazendo de novo a alegria, renascendo a esperança, renovando os sonhos. Como a vida é interessante. Aí, a seca fica como um pesadelo de uma noite turbulenta, mas que logo passou. Amo a vida!

sábado, 6 de outubro de 2007

Minhas convicções não estão da mesma forma que há dois anos. O tempo, o estudo, as leituras, os debates, as músicas, os amigos, me fizeram (re)pensar a minha vida e com ela meus ideais e pensamentos. O que era, até bem pouco tempo, uma certeza absoluta, tornou-se tão relativa quanto a questão do belo. Mas assim é a vida. Só não muda de idéia quem não tem idéia para mudar, disse alguém. Mudei. Mudarei. Serei moldado pelo tempo, pelo convívio social, pelo desejo de mudar uma dada realidade que não me interessa mais. Como a água de um rio que sempre vai, corre, não volta mais, assim sou. Líquido. A solidez é temporária. A liquidez é perene.

sábado, 29 de setembro de 2007

Prisão





Estou preso a um regime

Que me coage a ser alguém

Diferente do que sou.

Sou humano, sem dúvida!

Mas isso basta para saber

Quem sou eu?!

Tenho sonhos, sentimentos, desejos...

Tudo isso me forma ou deforma!

Se existir é ser eu não existo!



PS: Esse poema foi publicado no meu outro blog em 14 de Abril desse ano. Está ainda no site Usina das Palavras. Fiz ele durante uma aula na faculdade. Não estava me sentindo bem quando ele veio em minha mente.

No coração de quem faz a guerra nascerá uma flor amarela...





História

Os girassóis são plantas originárias das Américas, domesticadas por volta do ano 1000 a.C.. Francisco Pizarro encontrou diversos objetos incas e imagens moldadas em ouro da planta que fazem referência aos girassóis como seu deus do Sol.

O mito grego

Segundo a mitologia grega, certa moça, chamada Clytia, apaixonou-se pelo deus do Sol Apolo e sem poder fazer nada, observava-o cruzar o céu. Após nove dias, ela foi transformada em um girassol.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Girassol

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Algo sobre as decepções

Não, isso não podeira ter acontecido! Por que Senhor?! Eu não mereço isso!
Por que fui enganado(a)? Eu nasci pra sofrer! Nunca vou ter sorte, nada vai dá certo pra mim!
Reações de frases como essas e outras são comuns quando sofremos decepções. Não há nada pior do que ser desapontado com a busca que tornou-se inútil, a espera que foi vã, o amor que ficou tolo.
Decepções!
Afinal, por que temos de passar por elas?
Na escola da vida, os que são aprovados nela, podem ter certeza que nenhuma outra prova será difícil, complicada, (im)possível. Em absoluto!
Pelo contrário os que passaram por ela e não sucumbiram, sairão mais fortes, vigorosos, cheio de fé e coragem para viver e lutar por seus sonhos.
Na vida as decepções são com a seca que chega quando a plantação está linda, prometendo uma boa colheita, frutos maravilhosos. Então tudo se perde... Mas o agricultor não vai deixar de plantar por isso. No próximo ano ela semeia, rega, cuida e colhe os frutos e tem a certeza que as alegrias são maiores do que os choros no ano ruim.

sábado, 22 de setembro de 2007

Desespero


O que é desespero?
Uma busca incessante pelo ausente. Por aquilo que nos faz bem, mas está distante. Essa distância, não é necessariamente geográfica, mas, às vezes a pior que tem, aquela que o objeto de desejo (pessoa, fruta, chocolate, dinheiro...) está próximo, contudo inacessível. Quando é alguém que amamos é mais dilacerante. As feridas enchem o corpo, a alma, o espírito. Durante a noite bate uma solidão profunda, um desespero que seria melhor morrer para não senti-lo. Desesperado, desesperada, homem e mulher, rico e pobre, homo ou hetero, feio(a) e bonito(a)... passam. Todos...
Por isso, a espera da resposta gera uma morbidez.
Sinto-me, em alguns instantes, assim... Desesperado! Uma dor que arde sem se ver, mas diferente do poema de Camões, não é bem vinda.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Vazio

Um sensação de vazio, de falta, penetra meu interior. É como se um buraco do tamanho do de ozônio existisse em mim. A religião me preenche, às vezes. Mas só se eu ficar ligado nela. Viver para ela. E agora???

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Outra(s) noite(s)

A noite. Gosto dela. E muito. Já disse neste espaço. Mas há várias noites. Uma multiplicidade delas. Para os amantes ela é tudo. Para os poetas fonte de inspiração. Para outros momento de reflexão. Para uns, contudo, ela é uma tragédia. Um instante em que tudo perde o brilho, a esperança, a paz. Noite: sinônimo de trevas. São pessoas que tem medo dela. Que ficam desesperados quando estão passando por ela. Todos, mesmo os seus admiradores, tem uma(as) noite(es) dessa(s). Agora existe uma peculiaridade nela: mesmo num dia de maior sol, pode-se experimentá-la. Ela não segue o ritmo normal do tempo. Pelo contrário, é uma intransigente. Mas... mesmo assim ela acaba...



O sol sempre nasce. E com diz o povo: NASCE PARA TODOS. Essa é uma grande esperança, saber que, ainda que a noite esteja tirando a energia, o prazer de viver, os sonhos... Tudo renasce ao amanhecer!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O que é loucura?


Essa estória tirei do livro " Veronika Decide Morrer" de Paulo Coelho.




"Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, colocou uma porção mágica no poço onde todos os habitantes bebiam. Quem tomasse aquela água, ficaria louco.

Na manhã seguinte, a população interia bebeu, e todos enloqueceram, menos o rei - que tinha um poço só para si e sua família, onde o feiticeiro não conseguia entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população, baixando uma série de medidas de segurança e saúde pública: mas os policiais e inspetores haviam bebido a água envenenada, e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não respeitá-las de jeito nenhum.

Quando os habitantes do reino tomaram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera, e agora estava escrevendo coisas sem sentido. Aos gritos, foram até o castelo e exigiram que renunciasse.

Deseperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha o impediu, dizendo: 'vamos agora até a fonte, e beberemos também. Assim, ficaremos iguais a eles'.

E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura, e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os súditos se arrependeram: agora que estava mostrando tanta sabedoria, por que não deixá-lo governando o país?

O país continuou em calma, embora seus habitantes se comportaram de maneira muito diferente de seus vizinhos. E vo rei pôde governar até o final de seus dias."




sábado, 15 de setembro de 2007

Política

Acredito que o futuro está tanto nas mãos de Deus quanto na nossa. Ele ajuda, fortalece, ampara, mas não vai fazer além daquilo que quero, desejo, almejo. Conheço pessoas que dizem não planejar nada porque Deus já tem um plano para elas. Muitas, até, não ligam para os estudos pois nada vai acontecer em suas vidas além do que o Soberano quiser. Como se o Criador fizesse do homem e da mulher marionetes. Gosto de política. Quem me conhece sabe disso. Sou evangélico também. Estou cansado de ouvir que as coisas só vão mudar se Deus assim querer. Adotam um postura passiva diante de tudo que se passa na sociedade. Afinal de contas, é Deus quem determina as coisas. Já fui, muitas vezes, criticado por me envolver nos problemas da sociedade e na política. Me disseram que devo somente orar. E mais nada. Não vou somente orar. Vou me envolver e lutar por um Brasil menos injusto, por um mundo melhor, para que minha cidade volte a sorrir. É o que tenho feito. Hoje fui a uma reunião do grupo político a que estou ligado. Saí mais convencido da minha obrigação como cidadão e eleitor, de que tenho de arregaçar as mangas para mudar minha cidade. No ano que vem temos eleições municipais. O momento de dizer um basta a tanta hipocrisia, promessas falsas, salários atrasados, falta de atendimento na saúde, boas escolas, ruas pavimentadas, saneamento básico... Tenho certeza que Deus vai me ajudar a lutar por isso.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Amar é um deserto e seus temores...

Estava teclando com uma amiga virtual. Falávamos sobre amor(es). Temos muita coisa em comum. Ambos já amamos amiúde ( sem ser correspondidos). Ela me dizia que no momento estava só, sem paixão, sem amor. Estou, graças a Deus, bem nessa área. Finalmente estou sendo correspondido depois de tanto tempo (pelo menos acho que sim). Conversa vai conversa vem, ela me disse que preferia ficar só porque, assim sendo, não correria riscos. Minha cara, disse-lhe, quem não corre risco não aproveita as coisas boas da vida. Viver é um risco contínuo. Até os economistas, investidores da bolsa correm, imagina eu um mero mortal?! Sem risco a vida fica uma monotonia, uma morbidez, amorfa. São eles que nos fazem, após a(s) conquista(s), celebrar a vitória com fervor. E no amor não seria diferente. Amar é arriscar. Arriscar o tempo, a carreia profissional, o amor da família, os amigos, os valores, a decepção, a dor, a alegria... Tudo está em risco quando amamos. Se estamos bem nessa área vamos bem em todas as outras, tudo fica lindo... Se vamos mal... Mas vale a pena correr o risco no amor. Falando nisso, estou escutando "Oceano" de Djavan, bem a propósito.

sábado, 8 de setembro de 2007

escolha(s)

O ser humano é, antes de tudo, alguém que escolhe. De todas as caracteríticas que são inerentes a homens e mulheres é a capacidade de escolha, de decidir, a principal. Todos os dias estamos diante de escolhas, ainda na cama, " será que me levanto agora ou vou dormir mais um pouco?". É a primeira das que vamos tomar durante o dia. Mas essa é uma banal. Todo mundo é obrigado a fazê-la. Agora, tem umas que são difíceis. E como! Alguns preferem não escolher. Ledo engano. Não escolher já é uma escolha. A escolha de não escolher. Por que agir assim? Por que deixar que os outros decidam por nós? Talvez, seja, porque escolher é sempre um desafio, em alguns casos uma incógnita. E se não der certo? Será que vai ser melhor pra mim isso? E quando elas estão ligadas com o prazer... Aí, entra a religião, a sociedade, a família. Sempre é melhor ir de acordo com o que os outros pensam, pois não entraremos em conflito, não vamos desagradar os que estão ao nosso redor. Todavia, assim, a vida pode se tornar uma chatice, uma rotina insuportável que pode levar a depressão... Só porque preferimos não escolher. O que escolher então? Sabe-se lá. O que é bom pra um, é ruim pra outro. As boas escolhas, para quem está preocupado com o(o) outro(s), são as que além de nos fazer bem não prejudica o próximo.

PS: leiam o poema "Ou isto ou aquilo" de Cecília Meireles.


sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Independência

Dia da independência. Temos o que comemorar? 185 anos de liberdade. Mas o que é liberdade? Para quem foi a liberdade com o rompimento com Portugal? Será que o povo estava interessado e envolvido nos debates sobre o tema há 185? Ontem, no curso, estavámos discutindo um texto da eminente historiadora Emília Viotte. Ótimo. Mostra tudo que estava por trás do discurso das elites da época. Além disso, os limites das idéias liberais no Brasil. Que liberdade queriam se a escravidão continuava? O nosso país, hoje, ainda não está totalmente liberto. As elites ainda mandam em nosso pais. Não temos mais a escravidão como algo instituído, mas o salário mínimo é de miséria. Há enormes filas nos hospitais públicos, pessoas morrem nelas em busca do atendimento que não vem. As escolas da rede oficial estão sucateadas, professores mal remunerados, sem equipamentos didáticos, computadores, alunos desestimulados porque não vem perspectiva em estudar. Milhares de desempregados, e o governo sem um política eficiente dá Bolsa Família, perpetuando a miséria. Olha que sou a favor do governo Lula, mas não posso deixar de me omitir nisso. É claro que esse programa atende as necessidades imediatas dos que nada tem para comer. Mas, e depois? Dói vê a prostituição infantil no Brasil, mormente em meu amado Nordeste. E a corrupção? Nem se fala. Taí Renan Calheiros como símbolo. E a falta de moradia? A reforma agrária? A propósito, os sem terra são vistos como bandidos, enquanto os latifundiários são os desenvolvimentistas da nação. Que país é esse? Que independência é essa que comemoramos?

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

São 10h e 51 minutos. Diferente de segunda-feira, o meu dia de aula hoje foi, digamos assim, péssimo. Dei aula na 2 série do ensino médio, mas a classe é do tipo que não colabora. Na 7a ou 8ano, tive problemas com alunos. Infelizmente tive que suspender dois alunos. Não é porque sou mal. Alertei amiúde eles e todos da classe. Sem ser, contudo, atendido. Nossa!, isso me faz pensar se o que eu faço é o melhor pra mim mesmo. Será que como professor estou ajudando a tornar a sociedade melhor? Pelo menos nas aulas procuro discutir preconceitos e tentar criar novos conceitos para um mundo sem homofobia, racismo, discriminação de qualquer tipo. São 10h e 58 minutos.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Solidão

O que você faz quando está sozinho? É uma pergunta numa comunidade do Orkut dedicada a todos que gostam, às vezes, de está só. A solidão é necessária ao ser humano. Ela nos faz (re)pensar a nossa vida, (re)ver idéias, conceitos, ensina a nos conhecer melhor. Há pessoas que conhecem bem o outro mas não se conhece. Vem em minha mente a frase do filósofo: "Conhece-te a ti mesmo". Nada mais oportuno para isso do que a solidão. O que faço quando estou só? Penso nos amores não correspondidos, nos que me dão esperanças, no meu futuro que é tão incerto quanto o amanhã. Penso onde errei e onde posso acertar. Agradeço a Deus e a vida pelas oportunidades ímpares que me foram dadas até hoje. É assim (uns de) meus momentos de solidão.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Hoje na escola

São 10 horas e 51 minutos.
Acabei de chegar da Escola. Demos início a semana da pátria. Apesar de muita contradição que há sobre a independência do nosso país, não custa nada comemorá-la, desde que estejamos atentos a discutir os problemas brasileiros e procurar meios para nos livrar deles. Procurar-mos a independência econômica também, mais justiça social, diminuir as desigualdades existentes.
As aulas hoje foram boas. Os alunos não deram muito trabalho. Numa das séries, 7 b ou 8 ano, discutir sobre os partidos políticos e sua importância para o Brasil, levando em conta os dois que haviam no Império, Liberal e Conservador, e o grande número que há hoje, PSDB, PT, PHS, PSOL, PMDB, PV...
Gosto de ensinar, enfim. Dá prazer. Não obstante...
São 10 horas e 59 minutos.

domingo, 2 de setembro de 2007

Sinto um vazio imenso em mim. Falta algo. Não sei o que é. Mas falta.
Hoje acordei um pouco tarde. Fui dormir, ontem, depois de ler um bom trecho do livro "Veronika decide morrer" de Paulo Coelho. Um livro interessante. Fala da loucura. Afinal de contas, o que é loucura? Quem são os loucos? Será que alguém porque decidiu sair da rotina pode ser considerado lunático? A personagem principal, Veronika, por não ousar sair do lugar comum, fez uma tentativa de suicídio. Não morreu. Nem sei, na verdade, pois ainda não terminei de lê-lo. Mas o livro é ótimo.

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