domingo, 27 de julho de 2008

Preciso Fugir...


Fugir.
Pra onde?
Não sei!
Só sei que quero fugir.
Quero romper esses muros que estão a minha frente.
Mas eles não me protegem? Sim. Também.
Só que me sufocam muito mais do que me defendem, me roubam de mim, me fazem ser o que não sou.
Sou estrangeiro em meu próprio círculo social.
Sofro até, em alguns instantes, xenofobia.
Como é ruim ser assim.
Como é péssimo não ser compreendido.
Como é horrível não ser o que você é.
Como é desagradável você acreditar numa coisa e não poder falar porque vai ser punido simbolicamente por isso.
Quero fugir.
Pra onde?
Ainda não sei.
Só sei que aqui não posso ficar.
Vejo pessoas ao meu redor que se submetem a regras sociais que as sufocam, as transforma em outras, aparentam ser o que não são.
Muita gente é assim.
A maioria, eu digo.
Gente que não faz o que pode lhe fazer feliz porquê tem medo de quebrar a falsa segurança que os muros lhe dá.
Me cansei de ouvir confissões assim.
Ser o que é tem um preço a ser pago.
Muitos morrerram.
Outros foram exilados.
Presos...
Por que é tão difícil aceitar o outro como ele é?
Ás vezes, é mais difícil ainda a gente se aceitar como a gente é.
Quero fugir.
Pra onde?
Tô descobrindo.
Tô me descobrindo.
Aqui não dá pra ficar.
Assim não posso ficar.
Vem comigo?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

leseiras




Nossa!, mas um dia de minha vida se foi. 23 de Julho de 2008. Nada de mais aconteceu. Fiz o trabalho que tenho feito há alguns dias/meses. A única coisa de mais que aconteceu foi eu ter perdido o ônibus. Terminei tarde de varrer as salas da escola. Corri muito. Mas quando cheguei no ponto que espero ele, já tinha ido. Corri ainda mais, consegui pegá-lo já na saída pra minha cidade.


Senti tonturas. Pensei logo que pode ser por causa de meus óculos, um mês vencido. Agora mesmo, ainda estou tonto, sonolento, cansado. Mas, só vou durmir, espero, depois de A Favorita. Ontem já não assisti. Hoje não quero perder de jeito nenhum.


Quero ter um assunto para falar, mas não tenho nenhum. Quero ser um escritor famoso, lido e relido por muita gente, mas me falta talento pra isso. Queria expressar o que sinto em minha alma, com o brilhantismo dos grandes escritores que transformam coisas tão banais em poesia, romance, conto.


Tô conversando pelo msn com um cara, amigo, mas às vezes chato. Tá mandando eu procurar uma pessoa com urgência, uma pessoa que sumiu da vida dele de repente, coisa de amor.


Vou parar por aqui. Não tenho coisa importante para escrever.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um pequeno olhar sobre as Eleições e a Democracia


Faltam mais de dois meses para as eleições.
A campanha dos candidatos a prefeito(a) e a vereador(a) está nas ruas com todo fôlego.
Os animos, mas do que nunca, estão exaltados.
Em minha cidade, Alagoinha, ameaças, agressões verbais, acusações levianas, já foram feitas por um dos grupos que disputam as eleições.
O momento eleitoral é o mais especial da sociedade Ocidental.
É o instante de louvor à democracia, nascida há muito tempo na Grécia, cheia de defeitos ainda, mas foi até hoje o melhor regime político inventado pelos homens.
O direito de escolher o governante, o legislador, é um bem precioso que deve ser preservado a todo custo.
Durante milênios reis, faraóis, imperadores, nobres, sacerdotes, governaram, legislaram, de forma tirânica, unilateral, absoluta, sobre a população.
A liberdade de expressão e de pensamento inexistiam.
Ser contrário a qualquer decisão significava morte.
O exemplo que está mais vivo na História é o da Bastilha, local onde ficavam presos os opositores ao Rei da França, antes da Revolução Francesa no século XVIII.
Ainda assim, no século XX, tivemos regimes ditatoriais, inclusive em nosso país.
A Ditadura Militar assombra muita gente ainda hoje.
Durante aqueles anos sombrios muitas pessoas foram assassinadas, torturadas, exiladas, perseguidas, por serem contra ao regime.
Por isso a Democracia deve ser preservada a todo custo.
Apesar de muitos ladrões estarem na vida pública, a possibilidade de tirá-los é real, e muitas experiências já aconteceram no Brasil.
Acredito que quando todos tomarem consciência plena de sua cidadania, de seus direitos e deveres, e saberem reivindicar, a Democracia estará efetivamente instalada sobre nós.
Enfim, as eleições se aproximam.
Fiquemos atentos as propostas dos candidatos(as).
Votemos no(na) melhor candidato(a).
Louvemos e reverenciemos a Democracia, o melhor sistema político que a hunanidade inventou.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Uma música que não sai de minha mente

Apesar De Você
Chico Buarque

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

(Coro) Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você

(Coro3)Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

(Coro4)Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá…….

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Frio


Estou com frio. Consequência natural do período que vivo. Frio físico. Toda noite tem sido assim. Logo no entardecer sinto meu corpo resfria-se. Gosto disso. É bom pra ler. É melhor ainda pra ouvir aquela música dileta. (Re)pensar a existência, os hábitos, o cotidiano tão vulgar.

Além desse frio (quem me dera este fosse o único) sinto outro. Mas difícil de ser afastado. Não gosto nada disso. É o frio da alma. Consequência de um período seguido de várias desilusões. Não dá pra (re)pensar nada. A vontade que tenho é não ter vontade. É me esconder num local em que ninguém me conheça, me veja, me note.

Muitos sentem este último tipo de frio. Por quê?

Sei lá.

Queria entender!!!!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O passado que perturba


[...]O homem feliz é o que não tem passado. O maior dos castigos, para o qual só há pior no inferno, é a gente recordar. Lembrança que vem de repente e ataca como uma pontada debaixo das costelas, ali onde se diz que fica o coração. Alguém pode ter tudo, mocidade, dinheiro no bolso, um bom cavalo debaixo das pernas, o mundo todo ao seu dispor. Mas não pode usufruir nada disso, por quê? Porque tem as lembranças perturbando. O passado te persegue, como um cão perverso nos teus calcanhares. Não há dia claro, nem céu azul, nem esperança de futuro, que resistia ao assalto das lembranças."

Extraído do Livro "Memorial de Maria Moura" de Rachel de Queiróz, p 191, 14ª Edição, José Olympio Editora.

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