quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus 2009

Último dia de 2009.
O que dizer?
Não quero fazer uma retrospectiva de minha vida durante o ano que se vai. Contudo, posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que este foi o ano mais importante de minha vida nestes 22 anos de existência terrena.
Não só o mais importante como também o mais feliz.
Tenho muito que agradecer a Deus por todas as amizades construídas e consolidadas, pela conquista profissional com o término do curso de História, pelo meu trabalho, pelo envolvimento na Igreja que, em grande parte, foi à responsável pelas coisas boas que me aconteceram.
Durante este ano aprendi a viver minha fé em Deus sem ser necessário viver asceticamente no mundo.
Os amigos e amigas que fiz, quero levá-los por toda a minha vida. Como me fizeram feliz!
Não tenho muito que dizer. Mas tenho muito que agradecer!
Obrigado a Deus!
Obrigado a minha família!
Obrigado aos meus amigos virtuais!
Obrigado aos meus amigos reais!
Obrigado a Igreja Católica!
Obrigado ao universo que tem sido gentil comigo.
Só consegui namorar ninguém, mas isso é de somenos...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Freud não, Marisa sim

Cão que ladre não morde, diz a sabedoria popular. E isso é verdade. Quem mais fala, quem mais esperneia, no fim brocha. Não sei o motivo que me faz falar tanto dessa coisa chamada amor. Só sei que não consigo deixar de falar. É no Orkut, no Twitter, no MSN, são as minhas músicas preferidas, são os filmes diletos, tudo gira em torno desse sentimento tão doce quanto amargo.
Nos últimos dias, sobretudo agora em dezembro, talvez seja devido o Natal, o amor voltou com força em meus pensamentos, em minhas divagações.
Freud, o pai da Psicanálise, que me ajudou tanto no passado em minhas inquietações e dúvidas, já não consegue explicar como estou como me sinto. Os desejos reprimidos do inconsciente, que ele tanto fala, já liberei, se não realizo as loucuras é porque não vejo, ao meu redor, alguém que seja ideal para isso. O superego já não me domina tanto. O ID tento controlar, senão foge do controle.
Mas tudo isso já está superado em mim. Não procuro mais na ciência algo que possa me explicar. Estou, ultimamente, mais ligado à música. Ah, como a música tem sido companheira leal em minhas horas de solidão, nos meus momentos de desengano, nos instantes de decepção! Tenho, por isso, me socorrido nesta arte tão divina e profana.
Na minha pasta de CD do computador estão muitas músicas de cantores e cantores com estilos variados. Sempre encontro uma canção para cada situação que vivencio.
Nesta fase, uma música interpretada por Marisa Monte fala por mim. Algumas pessoas, em conversa ao vivo ou pena net, quando me perguntam como estou, eu coloco trechos da letra.
O nome é “Ando meio desligado” de Rita Lee.

Ando
Meio desligado
Eu nem sinto
Meus pés no chão
Olho
E não vejo nada
Eu só penso
Se você me quer
Eu nem vejo a hora
De te dizer
Aquilo tudo
Que eu decorei
E depois do beijo
Que eu já sonhei
Você vai sentir mas
Por favor
Não leve à mal
Eu só quero que você me queira
Não leve à mal

Não preciso comentar mais nada. A letra fala por mim. É essa espera que angustia tanto e que me faz andar pelo mundo da lua.

domingo, 6 de dezembro de 2009

o Amor (de novoooo)



Hoje estou naqueles dias...
A tarde de domingo está tão deprê.
Pra começar eu dormir a tarde quase toda. Eu tava com um sono danado. Quinta-feira teve festa em comemoração aos 56 anos de emancipação política de minha cidade. Só cheguei em casa às 4:00 h da manhã da sexta-feira. Então, depois do almoço, fui durmir. Só acordei agora às 16:00 h.
Tava fazendo um sol. Decidi ir caminhar. Fui tomar banho. Quando sai do banheiro o tempo já tinha mudado. Minha única solução foi navegar na net, que também tá paradona.
Entro no Orkut, no Msn, no Twitter, em vários sites. Nada me agrada.
Coloquei as músicas de Cazuza. Ah, Cazuza, se não fosse você minha tarde teria sido uma droga, sem sentido.
Mas as músicas que me agradam são as que falam de amor. Ningém merece. Eu estou sozinho há um bom tempo. Não me lembro nem como é ter alguém, sem ser simplesmente amigo, pra dizer "Eu te amo!" ou "Eu tava com saudades de você!" ou "Penso em você o dia todo, o tempo todo".
Semana passada eu tava ouvindo "Firmamento" de Cidade Negra. Ah, que música linda! Eu tava com alguém na cabeça, mas por não sentir esperança da parte de lá, tou, pouco a pouco, abandonando o sentimento.
"Adoro um amor inventado", você canta Cazuza. Digo que você canta porque você não morreu. Você continua a viver através de sua canções no corações de milhões de pessoas que te admira, que te adora, que são teus fãs!
Preciso inventar um amor.
Preciso deixar de falar no amor e vivê-lo. Mas como? Com quem?
Tou lendo um livro espírita. Não que eu acredite nesta história de reencarnação. Mas algumas idéias são interessantes. A autoria diz que problemas que enfrentamos no presente estão ligados à vidas passadas, às escolhas que fizemos em outras encarnações.
Sobre a dificuldade em relacionamentos, a autora diz que a pessoa pode ter sido monge. Tou começando a ver uma ponta de verdade nisso tudo. Eu tenho uma inclinação religiosa muito forte. Quando rompi com o protestantismo, eu pensei que ia ficar profano. Mas o que aconteceu? Fui pro catolicismo!
A autora diz que tenho que me libertar disso pra poder viver um relacionamento de fato.
Não sei, Cazuza, se você levava a sério essas idéias dos espíritas. Acho que não. Mas, pra inventar um amor, acho que terei que fazer o que os espíritas dizem.
Eu só queria a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida, como você canta em "Todo amor que houver nessa vida".
Mas o "Tempo não pára" e tenho que seguir em frente.
Preciso, como alguém me disse, parar de teorizar muito o amor, o sexo, e passar a praticar e viver tudo isso. É isso que tenho e que vou fazer.
Ainda bem que 2010 tá chegando...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Quando irei realizar os desejos mais loucos que pulsam em mim?
Quero encontrar alguém pra fugir comigo... fazer loucuras... realizar os sonhos mais prazerosos possíveis.
Já busquei nas Igrejas evangélicas que fiz parte, agora na Igreja católica, na faculdade, na escola que trabalho, no Orkut, na sala de bate papo do UOL, no MSN e, mais recentemente, no Twitter...
Será que nasci pra ficar sozinho?
Aff, que sina, hein?
Já pensei em ser padre, mas, acredito que o celibato seria um problema pra mim, apesar de só ter feito sexo com gosto e prazer somente três vezes na vida: com 15 anos, ano passado com 21 e em fevereiro desse ano...
Quando vejo alguém interessante que faz o meu tipo, não me quer... aliás, nem sei se não me quer mesmo, na verdade eu nem coragem tenho de chegar junto, falar meu interesse, tenho medo de levar um fora.
Como é difícil ser alguém como eu...
Ah, Deus, tens, por favor, misericórdia de mim!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Agora é tarde

Chiclete com Banana tem uma música que adoro.
"A fila andou, eu te falei, não deu valor..."
A música se refere a quem a gente gosta, faz de tudo pra conseguir ficar, namorar e tal, valoriza e a pessoa nem ai. Só que a gente não pode ficar a vida inteira esperando alguém que nem esperança dá. Aparece sempre uma pessoa para substituir o amor não correspondido. Depois a pessoa se arrepende e vai atrás da gente, mas já é tarde... A fila andou.
Só que comigo aconteceu um pouco diferente. A fila andou não porque eu não valorizasse a pessoa. A fila andou porque eu não tive coragem de chegar junto e falar meu sentimento.
Ontem à noite, na faculdade, comecei a conversar com uma amiga. Conversa vai conversa vem eu pergunto a ela por alguém de sua cidade que faz Letras na facul. Ela me diz que foi para o Rio de Janeiro. Na hora meu teto caiu. Caramba! Por que não corri atrás antes? Agora é tarde.
O medo de lavar um fora me fez recuar no começo.
Ainda bem que resta o Orkut pra quando eu quiser matar a saudade...

sábado, 24 de outubro de 2009

Amizade



"Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo"

A frase acima é de Antoine de Saint-Exupéry, autor de "O pequeno príncipe".
Eu acabei de fazer um depoimento para um amigo. Eu gosto muito dele. O encontrei na faculdade. Temos interesses acadêmicos comuns. Foi numa calorada, contudo, que a gente se aproximou de verdade. Com o tempo descobri mais afinidades que temos. Nossa amizade foi se consolidando. Eu o amo.

O amor entre amigos é sublime, divino, metafísico.

Durante uma fase na minha vida eu não tinha amigo. Vivia solitário. Meu mundo era reduzido a casa-escola-igreja. Fiquei com meus problemas guardados, trancafiados, escondendo de todo o mundo aquilo que me fazia sofrer, chorar, entrar em desespero quando estava no meu quarto. Neste perído me refugiei na leitura e na religião. Cheguei a pedir a Deus que no outro dia eu não acordasse mais...

Na faculdade pouco a pouco fui me adpatando. No começo era ainda "matuto". Com o tempo o conhecimento me fez me entender melhor. Passei a compreender os conflitos que me dilaceravam. Vi que a religião não me fazia bem do jeito que eu a vivia. Mas, só no quarto ano da faculdade, tive a coragem de romper com a religião que não me sastifazia espiritualmente e que me trancava socialmente.

A partir de então consegui construir laços afetivos fortes, sólidos. Não sou mais sozinho. Sei que existe alguém que posso ligar para desabafar, para chorar, para me alegrar, para sorrir, bagunçar.

Por isso, o meu mundo se tornou menos deserto. Minha sede de amizade foi saciada. E vou fazer de tudo para que isso se perpetue até o fim da minha existência terrena e chegue a eternidade celestial.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acho que tou me apaixonando!


Se ficar assim me olhando
Me querendo, procurando
Não sei não eu vou me apaixonar


Acho que estou me apaixonando.
Eu não queria.
Fazia era tempo que meu coração estava solitário, que meus pensamentos andavam distantes da paixão.
Sentia falta desse sentimento, mas estava feliz desse jeito.
Mas o "amor" bateu a porta de minha casa novamente!
Deixei ele entrar. Ele está na sala. Não convidei para entrar na minha intimidade ainda.
É cedo para qualquer decisão.
Estou deixando as coisas rolarem naturalmente.
Uma mesagem de texto aqui, um depoimento e tal.
Não quero me machucar. Muito menos machucar quem, acredito, corresponde com esse sentumento. Por isso, minha cautela.
O interessante é que quando a gente tá só não aparece ninguém para nos tirar dessa situação. Contudo, é só aparecer uma esperança de um amor que aparece um monte de gente.
Semana passada, na faculdade, soube que alguém se interessou por mim. Por que não se interessou antes de minha nova paixão começar a nascer?

Eu não tava nem pensando
Mas você foi me pegando
E agora importa onde vá

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obama é o cara!



Como fiquei feliz quando, ao ligar a TV no Bom Dia Brasil, soube que Obama é o Nobel da Paz de 2009.
Me emocionei.
Chorei.
Rezei agradecendo a Deus!
Sempre acreditei nele. Antes mesmo das prévias começarem. Foi numa reportagem da revista Veja que li algo, pela primeira vez, sobre ele. Acho que foi em 2006 ou no começo de 2007.
Tenho certeza que um outro mundo está sendo gestado.
Parabéns Obama!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sobre a alma e Deus


Domingo, 04, pela manhã, o grupo de catequista de minha paróquia se reuniu. É praxe todo o primeiro domingo de cada mês esse encontro de formação, reflexão e amizade no grupo.
No último encontro o texto meditativo foi “A paz do coração” extraído da revista “Mundo e Missão” de Maio de 2006. Uma leitura não muito longa, bastante agradável e interessante.
De acordo com o texto o primeiro segredo para se conquistar a paz de coração é acreditar que todo o bem que se possa fazer vem de Deus.
Em outro ponto, um trecho chamou a minha atenção e a do grupo que fiz parte para discuti-lo:
“Imaginemos a superfície de um lago sobre a qual brilhe o sol – estando calma, o sol se reflete quase perfeitamente. Assim, nossa alma, estando serena, Deus se reflete nela, sua imagem se imprime em nós e sua graça age através de nós.”Essas palavras são lindas!
Ah, como anseio ter o reflexo divino em minha alma, em minha vida! É um desejo que todo crente (em Deus) almeja, independente de ser cristão, mulçumano, judeu, umbandista, espírita...
Mas, cometo muitos erros. Na minha jornada, aliás, na jornada de todo aquele (a) que procura se aproximar do sagrado, existem muitas dificuldades, angústias, decepções e, além disso, às vezes, a gente sai do caminho em busca de outros mais fáceis. Mesmo assim, Deus está sempre disposto a perdoar, consolar, levantar a todo (a) que cai. Como diz em outro trecho do artigo:
“A verdadeira batalha consiste em aprender a aceitar os tropeços, as derrotas, as quedas, sem perder a paz, sem desânimo, sem excessiva tristeza.”Ah, Senhor, ajuda-me a refletir a Tua Imagem, o Teu Espírito.
Ensina-me a viver com a alma serena, sem ódio, sem maldade, sem preconceitos.
Derrama a Tua graça infinita sobre mim!
Amém!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Todo O Tempo é Pouco Pra Te Amar

Fazia era tempo que eu tinha escutado essa música.
Hoje, no taxi, quando eu ia a Guarabira, a música que tava tocando era essa:
Todo O Tempo é Pouco Pra Te Amar!!!
Quando a gente gosta de uma pessoa todo o tempo do mundo é muito pequeno para o amor.
Horas seguidas não são suficientes para um casal apaixonado.
Um homem e uma mulher, ou um homem e outro homem ou uma mulher e outra mulher quando se amam o tempo voa!

Toda vez que você vem me ver
Eu não sei o que fazer pra te agradar
O seu toque só me dar prazer
Tá difícil de viver sem te abraçar
Gosto de te ver perto de mim
Nosso amor começa e não tem fim...

É um fogo que me faz arder
Um desejo de querer não mais parar
E quando teu coração bater
Eu já sei que vou viver só pra te amar
Gosto de fazer você feliz
Nosso amor é flor que tem raiz...

Toda vez que você vem me ver
Dá vontade de parar o tempo
Esse instante que não cansa de passar
Quero sempre ter o teu amor
Quanto mais e mais eu quero
E a minha vida inteira é pra te dar
Todo o tempo é pouco pra te amar...


Que pena que no momento não amo ninguém. Amar no sentido que a música fala, é claro!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sacrifício para alunos (as): Execução do Hino Nacional nas escolas do ensino fundamental passa ser obrigatória


Quando eu era piralho e estudava na Escola Joaquina Moura cantava sempre o hino nacional. Depois, quando entrei na segunda fase do ensino fundamental, a gente só cantava o hino nacional na semana da pátria (toda semena não é semana da pátria?). Muitos brasileiro não sabem cantar o hino completo. Vanusa Leão que o dia! Eu fico olhando algumas solenidades pela televisão e vejo muitos políticos e empresários que nem cantam a letra toda. É muito grande. Coitado dos estudantes que agora vão ser obrigados a cantar o hino toda semana.
A lei com a obrigação foi sancionada nesta segunda (21) pelo presidente em exercício, José Alencar, que recebeu alta médica no último sábado (19). A autoria da proposta é do deputado federal Lincoln Portela (PR-MG). Em 2009, a letra do hino, escrita por Joaquim Osório Duque Estrada, completou 100 anos.
Com todo respeito, mas bem que poderia ser feito outro hino com uma letra menor!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Terça-feira.
Acordei bem cedo hoje. Fui para academia, às 5:30h. Malhei. Suei. Despertei meu corpo. Me sinto disposto para o que o dia me reserva.
Tenho que fazer, junto com minha irmã, um artigo sobre uma drag queem e a Teoria Queer. A drag é o símbolo dos estudos Queer, que desestabiliza a visão essencialista da sexualidade. Gosto muito desta Teoria, ela debelou minhas inquietações sexuais. Depois vou postar algo sobre essa Teoria.
Terminei ontem dois outros artigos que vou apresentar em dois eventos. Um é sobre uma Igreja Gay que surgiu no Rio de Janeiro, a Cristã Contemporânea. Esse vou apresentar no dia 23 em Campina Grande. O outro eu falo sobre as benzedeiras de minha cidade. Esse apresentarei no mês que vem em João Pessoa junto com o da drag.
A noite vou ter que ir pra faculdade só para pegar um número de telefone.
Esperoquetudodêcerto.

domingo, 6 de setembro de 2009

Lembranças de um amor virtual


Ontem lembrei de você!
Eu lembro de você todos os dias.
Mas ontem lembrei de uma forma especial, no momento singular, ouvindo duas músicas linda.
Era fim de tarde.
O crepúsculo já no fim.
Eu estava sentado na varanda de minha casa provisória (já que a outra está sendo ampliada e reformada).
De repente começo a ouvir as músicas que estão no meu celular.
Duas delas levou meu pensamento a você.
Gosto de Limão com Mel. A própósito, um dia quando a gente teclava, eu falei pra você de uma música dessa banda, lembra? Era "Metade da Metade". Naquele tempo nosso amor existia.
Mas as duas músicas que estão no meu celular são: "Minha vida sem você" e "Não quero mais".
Olha as letras:

Minha vida sem você

Não quero o fim
Desse amor
Não suporto essa dor
Diz pra mim
Que não é o fim

Só você
Que eu amei
Meu amor te entreguei
Só você é tudo pra mim
Se eu te fiz
Chorar
Sem querer magoar
Te fiz sofrer
Não me deixe assim

Eu não dei valor a tudo
Que eu vivi com você
Fui um bobo te enganei
Só agora eu posso ver

Minha vida sem você
Já não tem sentido algum
Volta vem me traz a paz
Minha vida sem você
Não tem sentido algum

Não dá
Não vale a pena
Minha vida sem você


Pois é! Você me dava sentido. Você ocupava meus pensamentos quando eu ia pra escolar ensinar. Você me fez fazer planos, sonhar os sonhos mais loucos e ao mesmo tempo mais excitantes possíveis. Mas vou te mostra a outra letra.

Não quero mais


Eu não posso mais...
Eu não quero mais...
Viver sem ter você sem ter você
Volta vem me traz,traz a minha paz
Pra esse amor me faz viver
Eu não quero mais...
Eu não posso mais...
Viver sem ter você
Volta vem me traz
Traz a minha paz
Pra esse amor
Me faz viver
Não vou viver assim
Você longe de mim
Eu te amo
Te quero até o fim
Vou buscar esse amor
Sei que nada acabou
Então vem, eu juro sem você
Sofro tão só
Você é pra mim
Como um sonho em enfim
Você é meu sol, sempre a brilhar
Só você não vê
O nosso amor morrer
Abro o coração, vem me amar
Não vou viver assim...


Volta vem me traz,traz a minha paz! É tudo o que eu mais quero. É o que me falta. Nas outras coisas estou bem. No trabalho, não obstante os problemas e não ser o que quero, vou bem. No curso, ah no curso, foi através da História que te vi, te conheci, lá em Salvador, naquele encontro de estudantes, mas só depois, pelo Orkut e Msn, é que nos falamos. Lembrei agora da foto que você mandou pro meu e-mail. Você estava com sua galera, e coincidência ou não, eu passo na hora e saio na foto. Mas como eu estava falando. No curso vou bem. Fim de ano termino. Quero que você esteja no meu baile de formatura. No aspecto religioso vou bem, e muito bem. Me encontrei na Igreja Católica. Hoje me sinto mais completo, mais pleno, mais preenchido em minhas inquietações espirituais. Se naquela época eu fosse católico, as coisas teriam, certamente, tido outro rumo. Com minha família também estou bem. Falta só você. Traz a minha paz, traz o amor que foi embora e nunca mais voltou.
Não sei como está a sua vida. Não sei se você tá namorando. Sei que esse amor se perdeu, restando a ele a lembrança e a saudades, pelo menos de minha parte, não sei se você sente o mesmo.
Lembrei, ao ouvir essas músicas, de nossas conversas malucas, quando a gente imaginva situações que pela distância não dava, naquele momento, para vivenciá-las. Lembrei das vezes que eu te jogava na areia do mar e beijava teu corpo por inteiro, sentindo tua respiração, com os nossos corpos se envolvendo de tal forma que não mais duas pessoas ali, mas uma.
Lembrei das vezes que te tinha em meu colo, por entre as minhas pernas, olhando lá longe o infinitude do mar.
Ah, que saudades de você!
Mas um dia a gente se encontra.
Sei que não vai rolar o que a gente desejava tão intensamente, porque o mundo girou muito e você, talvez, já tenha constituído família.
Mas uma cerveja, ou melhor, um vinho a gente toma juntos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O jogral de Nossa Senhora - Paulo Coelho



Conta uma lenda medieval que, com o Menino Jesus nos braços, Nossa Senhora resolveu descer à Terra e visitar um mosteiro.

Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um postava-se diante da Virgem, procurando homenagear a mãe e o filho. Um declamou belos poemas, outros mostraram suas iluminuras para a bíblia, um terceiro disse o nome de todos os santos. E assim por diante, monge após monge mostrou seu talento e sua dedicação aos dois.

No último lugar da fila havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca havia aprendido os sábios textos da época. Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.

Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.

Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmãos, ele tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo malabarismos – que era a única coisa que sabia fazer.

Foi só neste instante que o Menino Jesus sorriu, e começou a bater palmas no colo de Nossa Senhora. E foi para ele que a Virgem estendeu os braços, deixando que segurasse um pouco a criança.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Minha experiência na Igreja Universal do Reino de Deus


Eu estava no sítio de meus avôs. Era 1999. Naquela época eu sempre costumava passar os fins de semana no sítio. Os banhos de barragem, as subidas nos pés de siriguela, nos pés de manga, nas jaqueiras, nos cajuzeiros, o espaço livre para fazer o que bem entendesse, pra brincar com a cachorrada, pra ficar no chiqueiro dos bodes, eram tantas as coisas para ser fazer no sítio que a cidade, para mim, era de somenos em comparação com aquele espaço rural. Um de meus tios chega da cidade falando da inauguração de uma nova Igreja. Sempre fui, desde criança, interessado na religião dos crentes. Fico curioso e pergunto o nome da Igreja, quando soube que era a Universal fico doido para ir embora. Era domingo, e a inauguração seria a noite. À tarde fui para casa.

A Igreja Universal foi inaugurada no antigo cinema da cidade, bem próximo de minha casa. A propósito, uma grande parte dos templos da IURD é em antigos cinemas. Chego já na parte final da reunião. Estava lotado o local. Depois de uma música, o pastor entrega um envelope para na próxima reunião às pessoas levarem uma oferta de dez reais. Na reunião seguinte volto. Era a "Reunião dos Empresários" destinada a todos que queriam sair da miséria e virar um grande empresário, uma pessoa rica, próspera financeiramente.

Uma liturgia estranha para mim. Na infância eu sempre ia para a Assembléia de Deus, única Igreja evangélica na cidade. Lá o culto era movido a muitos hinos, pregações, aleluias, glórias, línguas estranhas. Na Universal era mais simples. Não havia teclado, violão ou bateria. O pastor cantava sozinho as músicas enquanto a gente acompanhava batendo palmas.

Pouco a pouco fui me adaptando naquela Igreja. Sempre estava presente nas reuniões (lá eles não chamam cultos como nas outras Igrejas evangélicas). Quando dei por mim estava envolvido até o pescoço na Universal.

Eu não tinha dinheiro para dar. Mas o pouco que meu pai me dava eu ofertava na Igreja porque Deus tinha que me abençoar, afinal de contas assim dizia na Bíblia. Fui aprendendo que a fé era para ser demonstrada através do sacrifício. No passado, no tempo de Abraão, as pessoas sacrificavam a Deus com animais. No nosso tempo ninguém mata mais animais, o sacrifício hodierno deve ser feito com dinheiro, nosso bem mais precioso. Através da oferta, do dízimo e do sacrifício em dinheiro Deus nos abençoa, Deus está obrigado a abrir as janelas dos céus e derramar bênçãos sem medidas sobre os que a Ele são fiéis.

Era essa a Teologia que fui aprendendo e vivenciando na minha adolescência ainda precoce.

Os rituais para a purificação da casa, como jogar sal em toda a casa, colocar um galho de arruda consagrado em algum local, ungir com óleo os móveis, a carteira, as paredes, tudo isso para afastar os demônios do lar, me ajudavam.

Depois de um tempo me tornei colaborador da Igreja. Era um voluntário. Ajudava nas reuniões, na limpeza, no trabalho em geral da Igreja. Os primeiros calos de minhas mãos não foram por causa das masturbações, mas porque um dia tive, junto com outros colaboradores e obreiros, de fazer a limpeza no quintal do antigo cinema e cortar um pé enorme de acerola. Com o tempo me tornei obreiro. Era um voluntário mais avançado na Igreja. Eu já podia expulsar os demônios das pessoas e fazer outras coisas a mais.

Quando chegava o tempo da Fogueira Santa de Israel, o tempo do sacrifício maior na Igreja, eu já me envolvia para participar. Uma vez o pastor nos ajudou a fazer esse sacrifício. Comprou material para que a gente fizesse desinfetante e fosse vender para cumprir nosso voto-sacrifício para Deus nos abençoar. Sai pelas ruas da cidade, pelos sítios, até pra cidades vizinhas, vendendo desinfetante para a Fogueira Santa. Só para explicar: a Fogueira Santa de Israel não é uma fogueira feita para queimar dinheiro em algum monte na Terra Santa. Você faz um sacrifício, normalmente o menor é de um salário mínimo, escreve num papel que vem junto do envelope seus pedidos a Deus, e esse papel é levado para queimar em Israel. O dinheiro é revertido para ajudar a obra de Deus na terra. Os testemunhos na Rede Aleluia das pessoas pobres, falidas, sem sorte e que ficaram, após ter participado do Sacrifício, ricas, prósperas e cheias de carros, casas e empresas alimentavam a esperança no meu coração e no dos demais membros da Igreja. Deus faz, basta à gente sacrificar!

Depois de um tempo foi aberto um núcleo da Igreja em Canafístula, distrito de Alagoa Grande. No começo eu ia auxiliar outro obreiro nas reuniões de lá. Depois assumi as reuniões. Isso aconteceu com apensa quartoze anos de idade! Detalhe: a gente ia de bicicleta, a Igreja não bancava passagens para obreiros. Depois fomos a Cuitegi, uma cidade vizinha. A gente pegava carona. Uma vez, estava eu e outro obreiro, por volta das sete e tantas da noite, esperando carona na beira da rodovia em Cuitegi. Um senhor vem todo alegre nos socorrer. Durante o trajeto percebi que não se tratava de carona, mas um táxi; assim que chegamos à cidade descemos rápido, agradecemos à carona e nem olhamos para trás. Foi um dos maiores vexames que passei na minha vida.

2002. As eleições chegaram. A Igreja lançou o pastor Fausto Oliveira como candidato a deputado estadual. Para deputado federal a Igreja apoiou o pastor Philemon Rodrigues, que vinha de Minas Gerais já com três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, mas voltava a Paraíba. Foi que começou a minha desgraça na Universal. Eu sempre fui muito politiqueiro. Inclusive as pessoas já sabiam que eu poderia ser o candidato a vereador da Igreja quando chegasse à idade certa. Mas eu não ia muito com a cara do Philemon. Desde que vi uma reportagem sobre ele na TV Câmara, falando que durante um dia ele mudou de partido quatro vezes, passei a vê-lo como safado. Na mesma época outro pastor era candidato a deputado federal. Esse tinha uma rádio evangélica em João Pessoa e era muito estimado por vários ouvintes na Paraíba, inclusive por mim. Optei por ele. E olha que eu nem votava nessa época, mas já tinha uma posição política firme! O pastor não gostou. Numa tarde de domingo ele reuniu os obreiros, colaboradores e outros membros para que a gente fizesse campanha nas ruas da cidade. E fez questão de citar minha dissidência para Federal. Disse que se fosse para continuar assim era melhor eu sair da Igreja. Na mesma hora fingi que ia ao banheiro, mas mudei de destino e fui direto para casa, para nunca mais voltar. Da mesma forma que tinha entrado num domingo de 1999 naquela Igreja, foi num domingo de agosto de 2002 que sai de lá.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Biscoitos recheados - uma paixão que tenho!


Adoro biscoitos recheados. Essa paixão é desde minha tenra infância. Lembro-me de quando estudava a pré-escola. Na minha lancheira sempre tinha um biscoito recheado. Fui crescendo e o desejo aumentando.

Uma vez quebrei o braço. Eu estava conversando com a galera da vizinhança numa noite, sentado no meio-fio, quando fui me levantar cai sobre o meu braço. Tive que no dia seguinte ir ao Pronto Socorro de Fraturas de Guarabira para engessá-lo. Mas fiquei feliz quando meu pai passou, na volta para casa, em um mercadinho e comprou uns biscoitos recheados só para mim! Que alegria! Não teria que dividir com minhas irmãs os deliciosos biscoitos recheados de morango e de chocolate.

Até os meus dez anos eu morava numa ladeira distante do centro. Sempre que conseguia juntar umas moedinhas descia a ladeira para comprar biscoitos.

Outra vez, já morando no centro e próximo aos mercadinhos, comprei um biscoito recheado. Mas eu tinha a mania de comprar e ir para o meu quarto, escondê-lo e quando não tinha ninguém por perto, comia. Dessa vez não consegui fazer isso. Como solução, resolvi fazer uma caminhada até a Fazenda Experimental da Emepa, sob o sol do meio-dia, para poder comer meu delicioso objeto de desejo sozinho, sem ter que dividir com ninguém. Quando passava pela Rua do Cajá, um cara da Igreja que eu fazia parte (Universal do Reino de Deus) me perguntou, da porta da avó dele, para aonde eu ia naquela hora. Eu respondi que ia caminhar. Ele estranhou. Contudo, o que me deixou surpreso e triste foi sua decisão de ir comigo; eu teria que dividir meu precioso biscoito recheado de chocolate com ele!
Com o biscoito numa sacola plástico preta fomos caminhar. Na metade do caminho eu não agüentei ficar sem cumprir o propósito que me levou a caminhar naquele horário tão inconveniente. Tirei o biscoito da sacola, por educação ofereci um a ele, torcendo por sua recusa. O peste aceitou. Tive que caminhar comendo um biscoito de menos de um real, que deveria ser só meu, com esse cara. Que raiva!
Depois que o biscoito acabou eu disse a ele para voltarmos. Ele achou esquisito porque estávamos na metade do caminho. Foi quando eu falei pra ele que tinha ido caminhar para poder comer aquele biscoito. Ele riu. Voltamos.

Decidi declarar minha paixão por biscoitos recheados porque acabei de comer dois. Não tomei café hoje. Estou de regime. Mas de nove horas não suportei a fome e pedi a uma colega de trabalho para comprar um. Como ela trouxe dois, e depois de devorar o primeiro continuei com vontade de comer mais, o segundo teve o mesmo destino. Eu que não vou ficar sofrendo de fome para ficar mais magro. Acho que deve ser pecado fazer isso. Muita gente no mundo morre de fome por falta de dinheiro para comprar comida e eu com dinheiro fico morrendo de fome por vaidade? De jeito nenhum. É claro que depois vou olhar me olhar no espelho e tentar comparar meu corpo com o corpo dos caras das revistas, dos sites, da televisão e chorar porque não como eles.
Sou, entretanto, feito à imagem e semelhança de Deus, segundo a Bíblia, e isso me conforta.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Um mito quebrado: Lésbicas completam 70 anos de união na Flórida

Um dos mitos que os homossexuais possuem é o da sua promiscuidade. Assim sendo, uma relação afetiva estável, como acontece com os heterossexuais, é impensável devido a fragilidade dos laços afetivos homossexuais, que tendem mais a uma vida de devassidão.
Esse mito não é real por dois motivos. O primeiro é referente aos relacionamentos heterossexuais. Não precisa ser estudioso do assunto para ver que o casamento, no século XXI, baseado na família nuclear, está falido. Todo mundo lembra o caso de amor eterno de Ronaldinho e Adriana Cicarelli. As emissoras de televisão só falavam nisso à época. Um certo dia, menos de três meses depois do luxuoso "casamento" em um castelo na cidade de Chantilly, nos arredores de Paris, antes de ir para faculdade vejo a notícia: Ronaldinho e Cicarelli se divorciam. Tomei um choque. Mas o fim do "amor eterno" dos dois não é um caso isolado. As pesquisas mostram o número exorbitante de casais que se divorciam pouco tempo depois de casados. Além disso, a traição, antes característica do homem, está cada vez disseminada na mulher. A internet possibilitou e muito encontros extra-conjugais de mulheres casadas com homens solteiros ou casados ou mesmo com outras mulheres solteiras ou casadas. Segundo o conceito da sociedade ocidental de casamento e fidelidade, isso não seria prostituição, devassidão? Acredito que sim.
O segundo motivo. Existem muitos homossexuais virgens! Encontrar homens e mulheres que fogem à heteronomartividade presente na sociedade que nunca tiveram uma relação sexual é muito comum. Nem todos homossexuais tem uma vida sexual ativa. Conheço uns que transaram menos de três vezes na vida ou que nunca transaram, apesar dos mais de 18 anos! Ademais, as relações homoafetivas são tão instáveis quanto as hetero. Toda e qualquer relação que envolva pessoa, seja profissional, religiosa, familiar, de amizade ou sexual está sujeita a situações de amor, prazer, ódio e fúria; pode durar três meses ou trinta anos.
Recentemente um casal na minha cidade, Alagoinha, completou cinquenta anos de matrimônio. Um caso raro em nossos dias. Mas essa é uma característica apenas dos hetero? Em absoluto. Um casal de lésbica na Flórida completou 70 anos de união! Até agora não tinha tomado conhecimento de nenhum relacionamento com essa duração. Veja a matéria abaixo.

Lésbicas completam 70 anos de união na Flórida


Caroline Leto e Venera Magazzu farão uma festa em agosto para celebrar o casamento

No próximo dia 17 de agosto, Caroline Leto, 96, e Venera Magazzu, 97, que moram na Flórida, Estados Unidos, completam 70 anos juntas. As informações são do site Pinknews.co.uk.

Em entrevista ao jornal “South Florida Sun-Sentinel”, o casal contou como manteve seu relacionamento secreto por muitos anos.

"Você simplesmente não podia contar a ninguém que éramos apaixonadas", disse Leto. "Dizíamos às pessoas que éramos amigas, e alguns pensavam que éramos irmãs".

O casal se conheceu em 1939 numa festa, e mudou-se um ano depois para Nova York, contando apenas aos familiares mais próximos e um punhado de amigos sobre seu relacionamento.

Elas se registraram numa parceria doméstica em Nova York em 1996, e posteriormente transferiram-se para a Flórida onde se sentiram aptas a participarem da comunidade LGBT.

Uma festa está sendo planejada na Sinagoga Etz Chaim na data do aniversário da união.

http://dykerama.uol.com.br/src/?mI=5&cID=23&iID=2624&nome=L%E9sbicas_completam_70_anos_de_uni%E3o_na_Fl%F3rida

O que dizer?!
Parabéns casal. Que muitos anos de relacionamento de vocês duas sejam comemorados pela frente!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Meu(s) dia(s)

Meus dias, ultimamente, são desesperadores.
Estou em outra casa. A minha está em reforma/ampliação e vai demorar um pouco para a conclusão.
Na minha casa eu já me sentia estranho. Na que estou agora me sinto um extraterrestre.
Estou preocupado com a minha monografia. Até hoje não terminei. Comecei a escrever mas parei. Tive que reler os livros, já que não tinha fichado os pontos relevantes para minha pesquisa.
Além disso, tou escrevendo dois textos para apresentá-los em dois colóquios sobre gênero e sexualidade. Adoro estudar essas coisas. Mechem comigo. Falam sobre mim. Hoje me entendo melhor depois de várias leituras a respeito.
Diferente da monografia, minhas pesquisas sobre sexualidade andam mais rápido. Mas, depois que eu terminar esses dois artigos, vou parar um pouco e me dedicar mais a minha monografia sobre rezas e benzeções.
Pois é. Quero dá um rumo a minha vida. Ela ainda está incompleta. Falta algo. Falta alguém. Talvez isso contribua, também, para meus dias de desespero.

sábado, 18 de julho de 2009

Evangelho alienante!

recebi por e-mail

Mônica Bergamo


bergamo@folhasp. com.br

PASTORA CAROLINE

"Deus deu dinheiro pro Real Madrid contratar o Kaká"

"Enquanto papai tá fazendo gol, a gente vai aqui pisar na cabeça do Diabo, né? Em nome de Jesus." Foi assim que a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em Cristo, recebeu no palco de um culto, nos Estados Unidos, o filho do craque Kaká, Luca, e a mulher do jogador, a "pastora Carol, de Milão".



Caroline Celico se tornou pastora da Renascer recentemente. E, no dia 21 de junho, na Flórida, deu seu testemunho a um grupo de jovens do PA (Projeto Amar) da igreja. Os vídeos da pregação estão no YouTube [www.youtube. com/watch? v=f-hCMe- lOmA].



No púlpito, microfone na mão, Carol explica a relação de Deus com a ida de Kaká para a Espanha. "Como pode no meio da crise alguém ter dinheiro? O dinheiro do mundo tem que tá em algum lugar. E Deus colocou esse dinheiro na mão de quem? Do Real Madrid, pra contratar o Kaká. Foi uma grande bênção."



Caroline assume que ainda se atrapalha com o vocabulário futebolístico e diz que o que motiva o casal "é que nós vamos estar podendo abrir uma igreja lá". "O Senhor estava nos querendo lá em Madri", diz Caroline.
Depois de quase quatro anos de casamento com Kaká, a nova pastora falou sobre a opção do casal por manter a virgindade antes da união. "Eu pensei: "Meu Deus, quando eu falar pra ele [que queria casar virgem], ele vai me largar, né?" Ele ficou emocionado e falou: "Esse é o sinal que eu tinha pedido pro Senhor. Eu pedi que, se você fosse a pessoa certa, você ia querer fazer essa aliança de se santificar, de esperar até o casamento"."



Com roupa discreta e maquiagem caprichada, Caroline explica ainda que, quando teve o seu "encontro com o Senhor", aos 15 anos, ficou impressionada com a beleza dos jovens da igreja. "Eu entrei na Lins [templo da Renascer na avenida Lins de Vasconcelos, em SP] e vi pela primeira vez jovens lindos numa igreja. Normalmente, não é assim. A gente é diferente mesmo. Vocês derrubam o inferno só com a beleza. Amém?"

"Enquanto papai tá fazendo gol, a gente vai aqui pisar na cabeça do Diabo, né?"
BISPA SÔNIA HERNANDES


"Eu entrei na Lins [templo da Renascer na avenida Lins de Vasconcelos, em SP] e vi pela primeira vez jovens lindos numa igreja. A gente é diferente mesmo. Vocês derrubam o inferno só com a beleza"
CAROLINE CELICO

terça-feira, 14 de julho de 2009

Chuva e sol

Chove. Faz sol. Chove faz sol. Os dias aqui estão se comportando desse jeito. Chove. Faz sol.
Lavei meu tênis domingo. Até hoje não secou. Chove. Faz sol.
Acho (não tenho certeza) que hoje deve fazer um solzinho, pra secar meu tênis e minhas roupas que estão penduradas no varal.
Agora o tempo parece que já está mudando. Ave Maria.
Mas é assim mesmo. Não tenho o poder sobre a natureza (de prejudicar tenho, mas esse não quero usar), ele é da esfera divina.
Aqui, em Alagoinha, as chuvas causaram uns desastres. Mas, pensando bem, não foi a chuva. A falta de infra-estrutura nas casas e na ruas que causaram o desastre. A chuva só fez trazer à luz o que estava oculto.
Mas eu gosto da chuva. Não gosto de trabalhar quando está caindo a chuva. Mas, quando estou em casa, ouvindo uma música ou assistindo um filme, a chuva ajuda a tornar o momento mais poético.
Gosto da chuva, também, quando estou apaixonado. Ah, como é bom imaginar um beijo molhado com a pessoa amada!
Enquanto escrevo, os pássaros cantam. Uma melodia sublime chega aos meus ouvidos. Sem nenhum outro ruído. É um momento raro onde trabalho. Raro e divino.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Casa temporária

As mudanças sempre geram desconforto. Mas tem umas que geram mais desconforto do que o normal. Mudar de casa, por exemplo. Quando a gente muda definitivamente, tudo bem, pouco a pouco a gente se acostuma. Mas quando a gente muda de casa temporariamente, meu Deus!

Minha casa real está sendo reformada. Finalmente! Já era pra ter sido reformada há tempo... mas, vou me valer das palavras de Salomão, tudo tem o seu tempo determinado. Chegou o tempo da reforma. Tempo da ampliação.

Mas dá um trabalho da mulesta. Tive que embrulhar todos os meus livros. Pense num trabalho. Tô com medo de que na casa nova temporária tenha ratos. Ave Maria!, tenho um livro que não está no mercado há anos, uma relíquia, não posso perder de jeito nenhum.

E minhas roupas, perfumes, cordões, tênis e etc! Até hoje não encontro nenhuma peça sem um busca grande antes.

E pra durmir? No primeiro dia dormi no chão.

Não assisto mais a Record News, Tv Cultura. Chega dá uma tristeza no peito.

Estou no terceiro dia nesta casa temporária. Provalvemente a reforma e ampliação da outra deva levar uns três meses. Será que vou sair vivo?

sábado, 4 de julho de 2009

Meu São Pedro em Belém - PB

Eu não saia de casa. Ou melhor, saia, mas sempre para lugares institucionais: igreja, faculdade, escola. Raramente ia à praia.
Pois então, neste ano, depois de uma guinada em minha existência no fim do ano passado, tenho saido sempre: vou sempre às festas, na minha cidade e na região.
Em Belém, uma cidade nem tão próxima nem tão distante de Alagoinha, a festa tradicional é a de São Pedro.
Uma amiga tinha me chamado a semana passada, mas disse que não iria. Quinta-feira, contudo, no primeiro dia da festa, um amigo me chamou. Ele insistiu tanto que terminei cedendo. Eu estava cansado pra caramba. Minha postagem anterior comprova isso.
Fiquei animado, apesar do fraqueza física.
Fomos.
No meio do caminho, quando estávamos perto de Pirpirituba, uma cidade anterior a Belém, a besta passa dentro de um buraco. Tivemos um susto. Mas, o motorista continou porque não tinha, aparentemente, acontecido nada com o veículo. Só aparentemente.
Mais a frente ele pára. Verifica a besta. A corrente que liga os pneus tinha torado.
Ficamos um bom tempo no meio da rodovia, bastante escura, debaixo da chuva, esperando algum milagre.
Como o milagre não apareceu, tivemos que empurrar a besta até o posto de gasolina adiante. Esperamos um bom tempo. Nada. Apareceu outra besta. Pegamos ela e fomos até Belém.
Assim que chegamos me perdi da turma. Vi um amigo da faculdade, enquanto falava com ele a galera se dispersou muito rápido. Fiqui sozinho. Fui me aproximando da multidão excitada devido o início do show de Saia Rodada. Pouco a pouco, com uma chuva sobre mim, fui chegando perto do palco. Pensei que lá encontraria minha turma, já que todos eram fãs da banda. Mas não vi ninguém.
Fiquei dançando um pouco. Bebi uma cerveja pra animar. De repente encontro um colega da faculdade. Fico próximo a ele. Conversamos. Paqueramos as pessoas que estavma na festa, mas nenhuma presente era de nosso agrado.
Depois saio. Vou procurar minha gente. Acho duas pessoas. Que alívio!
Passando um bom tempo, deu um aperto na bexiga. Fiquei doido pra urinar. Vou pra um local atrás de um ginásio, bem próximo da concentração. Fui assaltado. A primeira vez que fui assaltado em toda a minha vida. Roubaram uns trocados. Fiquei com medo, mas me deixaram em paz. Obrigado Senhor!
Volto pra festa. Já ia três e tanto da madruga. Estava só o caco em pé. Não encontramos um lugar para ficar mais à vontade.
Quatro e tanto da madruga: decidimos ir embora. Cadê transporte? Tivemos que esperar a festa acabar, de cinco e pouco da manhã. Pegamos um carro até Guarabira. De lá pegamos um carro até Alagoinha. No meio do caminho, o motorista liga no Acorda Paraíba, um programa que passa no Sistema Correio, logo cedo. O debate me excita. Ligo pro rádio. Expresso minha opinião. A galera no táxi agita. O locutor pensa que minha cidade está em festa.
Chego em casa. Tiro minha roupa. Deito na cama. Não dá pra durmir muito. De sete horas levanto pra ir trabalhar. Fico meio zonzo no trabalho. Volto de onze e meia. Almoço. Depois vou dormir. Desligo o celular. Não quero ser atrapalhado.
De seis e pouco da noite me levanto. Ainda um pouco cansado, mas já revigorado da noite anterior. Isso foi ontem.
Vou lembrar por um bom tempo esse São Pedro. Que pena que não fiquei com ninguém.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cansado do trabalho e na Índia, os gays podem ficar mais à vontade.

Cheguei do trabalho agora a pouco. Do meu outro trabalho. Tenho dois. Um eu gosto. O outro odeio. O que gosto é um cargo comissionado. O outro que odeio é um cargo concursado.
Mas, como posso gostar de um cargo inteiramente político, portanto sem segurança, e odiar o que é meu por direito, enfim, com total segurança e (daqui a dois anos) efetividade?
É simples. Odeio ser auxiliar de serviços gerais. Adoro ser tesoureiro do instituto de previdência de minha cidade.
Odeio ter que fazer limpeza. Adoro assinar cheques.
Assim que cheguei em casa, fui esquentar minha comida. Era quase duas e meia. A hora do almoço já tinha passado há tempo (de dez e meia da manhã, muitas vezes, a comida já tá pronta). Depois que comi, acompanhado de dois copos de vinho (desses baratos), vim pro computador.
No meu Yahoo, tem um grupo voltado para jovens e adolescentes gays, bissexuais, transexuais, simpatizante e Cia, chamado E-jovem. O grupo de discussão e bem legal. Recebo sempre e-mails com notícias interessantes e debates instigantes. Um dos vários e-mails de hoje foi enviado pelo Deco Ribeiro, fundador e ex-presidente do E-jovem. Assunto: Tribunal na Índia derruba lei que proíbe sexo entre homossexuais. Não sabia que a homossexualidade, na Índia, era ilegal.
Segundo o texto, que é da BBC Brasil, a lei era do tempo que aquele país pertencia à Inglaterra. Uma lei de 148 anos! Relações sexuais entre gays eram passíveis de multa ou uma punição de até dez anos de cadeia.
Obviamente, a galera gay indiana comemorou muito. Os grupos conservadores não gostaram nada. Mas os grupos conservadores são de pessoas hipócritas, que não tem prazer na cama e nem deixam os que têm terem. Preferem ver um país sendo destruído com milhares de pessoas inocentes mortas, do que verem um casal do mesmo sexo sendo feliz.
É um avanço pra comunidade GLBT (ah, esqueci, não é mais GLBT e sim LGBT, mas dá no mesmo, né?). Ainda assim, em muitos outros países a homossexualidade é considerada um crime grave, sendo a pena de morte, a punição para os que a praticam.
Termino essas divagações, cansado. Acho que vou dormir. Perai, não posso dormir agora. Lembrei que tenho que fazer um pagamento na caixa lotérica de um livro que comprei no Estante Virtual, um site que reúne centenas de sebos de todo o Brasil e que vende livros bons e raros por um preço bem acessível.
Tô indo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

FORA Sarney!


Sarney, presidente do Senado, é o símbolo do atraso no Brasil.
É preciso que ele seja tirado do cargo que ocupa. Mesmo que muita coisa não venha a mudar, assim como aconteceu com Renan, Jader Barbalho (todos do PMDB) e outros, será importante o seu FORA. Esse movimento está sendo organizado por internatautas:
No Twitter
https://twitter.com/forasarney
No site:
www.forasarney.com.br
Vamos participar!

Sempre frio



Manhã de segunda-feira, dia São Pedro, dia do aniversário de minha irmã mais velha.
Acordo cedo. Quando o celular me desperta fico um pouco mais na cama. É tão bom está enroladinho.
Saio da cama. O frio me invade. Que vontade de retornar ao meu ninho.
Escovo meus dentes. Tomo café com bolachas. Vou para a academia. Abro a porta de minha casa, mas não vejo ninguém. Hoje, dia de um santo, não deve abrir a academia.
Volto. Vou me deitar novamente. É melhor não, pensei. Ligo o computador. Abro sites. Atualizo meu Twitter. Olho meu orkut, vejo e parabenizo os aniversariantes do dia. Entro no meu blog. Estou acabando de postar essa mensagem.
O frio, contudo, não me deixa. Sobe pelos meus pés, penetrando todo o meu corpo.
Penso em outros frios. A solidão é um frio, a falta do calor humano.
A desesperança é outro frio, a falta de perspectivas futuras.
Depressão, ansiedade, angústia e etc, são frios que abafam a vida humana, tampa o sol, tira a paz.
O frio vai, pouco a pouco, desaparecendo em mim. Um calor, ainda que pequeno, começa a surgir em mim. Daqui a pouco não vou está mais com frio, com esse tipo de frio que a natureza coloca.
Penso nas pessoas que tem os outros frios. Podem está na maior temperatura do ano, ainda assim vão sentir o frio da existência, este mais difícil de ser dissipado.

sábado, 27 de junho de 2009

Hoje eu tinha decidido não sair de casa, agora a noite.
Tinha, mas vou sair agora.
Na hora em que eu colocava os informes da quadrilha "Senhora do Destino" que passara em frente de casa, no Twitter, uma amiga me convidou para bebermos umas cervejas. Vamos na "Panela de Barro", uma churascaria local que virou o melhor ponto de encontro de minha cidade.
Amanhã vou a Mari, prestigiar a posse do meu ex-vigário, Padre Jardiel, naquela paróquia.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Alagoinha parada.

Hoje, Alagoinha, minha cidade querida está parada.
Não aconteceu nada de grave. Os funcionários não estão com as atividades paralisadas, como acontecia até o ano passado.
Ocorre que a prefeita deu ponto facultativo. Terminou na madrugada de hoje a festa de São João. Depois de muito tempo a prefeitura resgata essa comemoração tão popular em nosso Nordeste.
Ano que vem a festa será melhor ainda.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mas só chove, chove...
Lá fora. Ouço os pingos. Eu em casa. Na frente do computador.
Criei agora a pouco meu Twitter. É a nova mania do momento. Até no Irã virou o meio de divulgar as notícias que o governo autoritário censura.
http://twitter.com/joelmcavalcante meu endereço
Quero sair. Tomar banho na chuva fria que cai. Mas tenho medo. Depois que tantos raios caíram em Alagoinha, tomar banho de chuva, outrora um dos meus prazeres diletos, virou um monstro.
Discuti em casa com meu pai hoje. Normal. Em todas as famílias isso acontece. Por que a minha fugiria a regra?
Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro e fizesse parar de chover nos primeiros erros...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Solteiro

Às vezes, nos meus momentos de crise, penso que não nasci para um relacionamento passional com outra pessoa. Paquero. Encontro informações a respeito. Adiciono no Orkut, Msn, mas nada dá certo.

Um dia desses alguém me chamou a atenção. Não sabia o nome. Desconhecia a cidade. Queria ter o endereço do Orkut. Fui atrás desses dados e de outros. Encontrei todos. Lembro de que fiquei feliz da vida quando tinha as informações de que precisava. A minha alegira foi tanta que minha vontade era pular, cantar. Alguém até me disse que eu tivesse cuidado para não me decepcionar. Eu respondi que eu podia até me decepcionar, mas naquele momento eu estava feliz e isso é o que importava. Depois de tudo vi que a coisa não iria rolar. Esse não foi o primeiro caso.

Ontem eu conversava com umas pessoas. Eu dizia que não tinha nascido para essa vida. Minha missão no mundo, talvez, seja outra. Alguns já me falaram a propósito. Mas, penso, que não devo abraçar algo radical (no sentido de ter que renunciar muitos desejos) porque, ainda, não me dei bem com alguém. Contudo, já vislumbro outro horizonte para mim.

Disseram-me que eu não tinha encontrado a pessoa certa. Existe a pessoa certa? Existe aquele alguém que nasceu e foi destinado pela divindade para você? Sei lá. De qualquer forma continuo solteiro.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Um filme polêmico: Do começo ao fim

A homossexualidade sempre foi assunto delicado pela sociedade heteronormativa. Nos últimos anos, gays, lésbicas, bissexuais e cia, ganharam uma visibilidade muito grande. Em alguns estados e municípios deste país têm seus direitos reconhecidos por lei. Isso depois de muita luta por parte da comunidade LGBTT através de seus movimentos sociais. Muitos pesquisadores, de todas as áreas do conhecimento humano, sobretudo a de Humanas, têm dedicado sua vida a pesquisas e estudos sobre a sexualidade humana, visando destruir preconceitos existentes na sociedade. Mesmo assim a homofobia é muito forte. Os discursos de religiosos conservadores, mormente de líderes protestantes, é muito violento. Além da homossexualidade ser rejeitada por muitos, imagine o incesto!
Um filme, ainda sem data para seu lançamento, deve provocar polêmica não só por tratar de um relacionamento homossexual. Dirigido por Aluisio Abranches, "Do começo ao fim" é um longa que vai mostrar a história de dois irmãos que nutrem um amor mais que fraternal um pelo outro. No Youtube o trailer já foi visto milhares de vezes, provocando um debate entre os que possuem um canal no site. Um video já foi excluído do Youtube, mas outros foram colocados no lugar. Depois que cai na internet... Quem quiser é só conferir em http://www.youtube.com/watch?v=3DVa2DKSnU0

sábado, 9 de maio de 2009

Sem saco pra estudar


Hoje não fui ao curso de espanhol. O pior é que eu tinha prova. Mas, durante a semana que se finda, meu tempo não permitiu que eu estudasse o conteúdo. Ou será que foi porque eu não administrei bem meu tempo? De toda forma eu não estou com saco para estudar conteúdos formais, seja da faculdade ou do curso de espanhol. Quero mesmo é poder ler e estudar o que me dá prazer, o que me faz sonhar, aquilo que me ajuda no conhecimento de mim mesmo.

Ontem na faculdade, durante a aula de Construção da História Regional, eu estava inquieto, queria a todo tempo sair da sala. Não só eu, diga-se de passagem, quase todos colegas de turma também. Têm coisa que a gente se pergunta pra quê estuda. O conhecimento válido é aquele que vai servir no nosso dia-a-dia, ou que vai nos fazer repensar a existência, ou ainda aquele que nos possibilita viajar, sair da rotina e entra no mundo de outros personagens, como a literatura.

O curso de espanhol me é útil. Quando me matriculei, apesar de à época preferir mais inglês, fiz pela possibilidade e facilidade de estudar, viajar e trabalhar em algum país da América Latina, sobretudo algum membro do MERCOSUL. A disciplina de ontem, no curso de História, também é importante. Ela possibilita uma olhar crítico sobre nossa região e do seu conceito, abarcando os vários discursos forjados pelas elites nordestinas, mas que não viabiliza um novo nordeste. Só que tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, como diz Chico Buarque de Holanda, aí estudar se torna um porre.

sábado, 25 de abril de 2009

Paixão


São 22:43. Cheguei agora a pouco da praça central. Conversava com uns amigos(a). Falávamos sobre política local e religião. Antes tinha conversado com uma garota. Foi minha aluna durante um bimestre no ano passado. Mas não tive tempo de conhecê-la como a conheço hoje. Eu acabara de chegar de Alagoa Grande (fui para um louvor do EJC). Ao largo da Igreja muitas pessoas estavam aglomeradas, proseando. Assim que cheguei ela veio falar comigo. Percebi tristeza no seu semblante. Olho mais adiante e vejo o motivo. O cara que ela estava afim conversava, distante de todo mundo, com outra menina. Logo ela me confessa ter recebido uma notícia que a deixou daquele jeito. Imagino qual tenha sido. Eu já fiquei triste e até chorei, lhe disse, com uma notícia do tipo.

É incrível como a paixão tem o poder de nos deixar efusivos tão quanto cabisbaixos. Quando estamos apaixonados e sentimos uma ponta de esperança no(a) outro(a)tudo parece ter mais sentido. O sentimento expande-se para as outras áreas de nossas vidas. A existência torna-se mais excitante. Nossa sensibilidade aumenta. Uma música nos faz bem. Uma flor prende nossa atenção. Acordamos e agradecemos a Deus por mais um dia de vida. Mas quando a esperança no outro(a) se esvai... O vinho se transforma em água. As coisas perdem o sentido e vida transforma-se num caos. Ficamos irritados. Tristes. Depressivos. A paixão tem dois lados. Essa minha amiga experimentou o primeiro. Gostou. Agora estava vivenciando o segundo e doloroso lado. Eu já vivi os dois. Já estive no céu e no inferno por causa da paixão.

O pior é que o cara enganou ela. Quando sofremos por uma paixão não correspondida a dor é menor se comparada a de uma pessoa que foi alimentada com esperanças. Nunca alimentei expectativas em ninguém se eu não fosse corresponder. Errei com uma pessoa que me envolvi pela internet, acabando o relacionamento pouco antes de nos encotrarmos, mas nunca lhe enganei. Meus sentimentos eram reais, não obstante, o amor ser virtual. Até dia desses eu estava ficando com alguém. Mas deixei desde o primeiro instante que não queria namorar. Por isso pedi para que ela não se apaixonasse por mim. Eu sabia que se isso chegasse a acontecer eu seria motivo, objeto de sofrimento. Se ela se apaixonou por mim, o que acho que aconteceu, não foi porque eu lhe dei esperanças futuras. Sei o quanto é péssimo não ser correspondido.

Vou rezar por ela. Ela é adolescente ainda e nesta fase até um abraço pode ser entendido como um gesto a mais que amizade. É carente. E também sou mas já consigo viver melhor com essa carência afetiva. Torço para que ela encontre alguém que seja leal com seus sentimentos. E espero também ser leal com uma pessoa que realmente desperte minha atenção. Muitas pessoas já despertaram, sem dúvidas. Mas a timidez me impede de me aproximar. Ou será o medo de não ser correspondido? Talvez os dois.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ele


Ele estava alí. Quieto. Abosorto em seus pensamentos. Um pouco distante algumas pessoas o observava. Achavam estranho um garoto tão bonito e tão solitário. Contrastes da vida. A sua beleza atraiam as pessoas para si, mas ele não sentia-se atraído por nenhuma. Queria ser aceito em sua subjetividade e não por sua exterioridade. Muitas vezes questionou o motivo de sua existência. Por que tinha nascido assim? Não seria mais fácil ser igual a todo mundo? Por que,Deus, o fez desse jeito? Eram tantas questões que invandiam sua psiquê. Eram tantas as perguntas sem respostas.

O sol estava quase se pondo. Por um momento ele interrompeu suas interrogações. Quis contemplar o espetáculo da natureza. Enquanto olhava o horizonte, a natureza, as nuvens douradas, os pássaros voando, sentia a presença do sagrado, esquecia seus problemas. Uma sensação de plenitude invadia sua alma. Estava fora do mundo. Queria eternizar aquele instante.

De repente ouve um movimento. Tem alguém pisando na grama em que ele está sentado. Olha para trás. Vê uma criança. Ela vinha pegar um brinquedo que tinha esquecido. Por um momento ele perdeu a concentração diante do show que estava assistindo. Mas sua atenção se volta para o ocaso. O sol que desaparece é o mesmo que surgirá amanhã, pensa. A noite vem surgindo. Olha o relógio. Levanta-se. Percebe que as pessoas que estavam um pouco atrás já tinham ido embora. Quem dera seus conflitos fossem também...

Vai para sua casa. Até lá não sente muito a vontade. Sua família nunca vai lhe entender, pensa. Passa por seus pais. Eles estão falando sobre alguma coisa que foi comprada durante o dia. Entra no seu quarto. Liga o PC. Encontra no mundo virtual o que mundo real lhe nega. É aceito, tem amigos (a), namora... Por que só na internet encontra aquilo que lhe é negado no dia-a-dia? Certamente muitos do que nela navegam são como ele.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sem net é phoda


As necessidades humanas são inventadas. Nem todas. Mas a maioria das necessidades que o ser humano têm no século XXI foram criadas.

Temos necessidades essenciais. Sem ela a existência é impossível. Comer, beber, dormir, vestir, relacionar-se...

Mas, sobretudo depois das Revoluções Industriais, necessidades novas foram forjadas.
Geladeira, fogão a gás, TV, rádio, revistas, celular, internet... Foram e são tantos os objetos que o homem inventou, antes desnecessários porque tínhamos outras necessidades, hoje indispensáveis a nós, meros mortais.

Hoje não vivo sem internet. Conheci essa tecnologia há 5 anos, em 2005. De lá pra cá fomos nos conhecendo e nos apaixonando. Os sites me encantavam. Descubri o e-mail. Cheguei a criar vários. As salas de bate papo, uauuuu. Orkut. Em 2006, uma amiga me enviou um convite. No começo não sabia direito. Depois... Tenho quatro Orkut, três perfis verdadeiros e um fake. Msn. Como é bom teclar com outra pessoa de outra cidade, de outro estado. Gente que eu sequer sonhava existir. Gente que só raramente na vida eu via. Myspace. Tou aprendendo ainda. Faço parte de outras redes socias também. Blog. Tenho três, esse e mais dois; um é do fake que tenho.

Tudo isso faz parte do meu cotidiano. Está privado da net é como não se alimentar. Mas na semana santa tinha que fazer um jejum. Fiz de quê? Nem precisa dizer.
Ontem fui acessar. Tava sem conexão. Que droga, pensei. Só hoje volto para ela.
Dois deputados morreram, soube agora pela manhã, quando acessei o G1. Vi no blog de Eginaldes os comentários a respeito do ônibus novo que chegou na prefeitura. Tinha vários recados no Orkut. Um monte de e-mail, a maioria deletei; como eu ia lê-los todos?

Agora, 09:04, a lembrança traz um trecho de uma música de Ana Carolina (a deusa). "A vida tão simples é boa..." Será mesmo? "Quase sempre"...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Minha comunhão depois de vários anos


Domingo, 8 de Abril de 2009. Manhã do domingo de ramos. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição estava cheia. Na semana santa os católicos saem de suas tocas e vão a casa de Deus. A missa celebrada pelo Padre Jardiel foi muito bonita. Fico com um frio na barriga. Estou inquieto. Ansioso. Por quê?

Depois de vários anos. Acredito que foi mais de 8 anos. Eu iria voltar a comugar. E comuguei. Não compreendia bem o que era a comunhão, a hóstia. Não conseguia entender o cuidado de muitas pessoas pelo sacramento da comunhão. Não entendia o porquê as pessoas se emocionavam quando olhavam para o Santíssimo. Mas no retiro de carnaval que fui, na cidade de Remígio, esse ano, minhas dúvidas foram clareadas.

Quando era evangélico a Eucaristia era chamada de Santa Ceia. Lá o pão e o vinho era um memorial da última ceia que Jesus fez com seus discípulos antes de sua paixão. Era apenas uma representação do Corpo e do Sangue de Cristo. Foi Lutero quem primeiro combateu a transubstanciação (a crença de que o pão e o vinho se transformava no Corpo e no Sangue de Cristo). Para ele Jesus estava presente nestes elementos mas os mesmos não se transformavam no seu Corpo e no seu Sangue.

Na Igreja Católica a hóstia é Jesus real, sacramentado. Só consegui aceitar essa doutrina quando uma mulher, com sua simplicidade, palestrou sobre a Eucaristia no retiro. Sua mensagem me tocou profundamente. Naquele instante minha vontade era de comungar. Mas eu tinha que falar com meu padre. Várias vezes marcamos de conversar, mas a falta de tempo impedia isso. Sábado, fui junto com uma amiga almoçar com ele em Guarabira. Eu o perguntei quando a gente iria conversar sobre esse assunto. Ele me falou que tinha exposto meu caso ao Bispo da Diocese e ele tinha me liberado. Fiquei super feliz. No dia seguinte eu comunguei.

Estava esperando muito. Na fila eu tinha a percepção que os olhos das pessoas estavam sobre mim. Mas chegou a hora tão esperada. E comuguei. Comi a carne de Jesus. Me alimentei espiritualmente. Fiquei radiante. Agora sim posso declaram de fato que sou católico.

Infelizmente o pecado me tenta constantemente. Mas a graça de Deus me faz compreender que o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo me redime de toda a mácula do pecado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Limites



Pecado é ultrapassar os limites.
Mas, às vezes, pra alcançar nossos objetivos, realizar nossos sonhos, satisfazer nossos desejos, o limite deve ser ultrapassado.

O pecado existe quando a gente prejudica o outro, o meio em que vivemos, a natureza.
Só os que ultrapassam os limites vencem na vida.
Só os que ultrapassam os limites ficam na história.
Só os que ultrapassam os limites são dignos de honra.
O medo, durante a travessia, tenta nos fazer parar, voltar atrás, mas quando ser ver o que está por trás dos limites, nenhum obstáculo é impossível de superar.
E assim se realiza os sonhos: combustível da existência!

segunda-feira, 30 de março de 2009

As maçãs que comi, as uvas que chupei, as pessoas que conheço

Ontem a noite. Saio da missa. Vou com uma amiga "lanchar" (mas não comi nada porque meu intestino não tava nada bem). Depois vou a praça. Fico conversando com colegas. Vejo uma briga ali, logo na nossa frente. Acaba a briga. Voltam a brigar. Eu vou, de forma inconsequente, ver bem de perto. Sigo atrás dos caras envolvidos. Eu só não. Todos que estavam na praça da Matriz também vão. Por que os seres humanos que buscam tanto a paz gostam de ver tragédia? Mas acaba a briga. Voltamos a conversar. Depois de um tempo, já cansado do dia (reunião, enterro) volto pra casa. Tô com fome. Pego uma maçã pra comer e umas uvas pra chupar.

Me chamou a atenção a maçã. E as uvas também. A maçã estava linda, vermelha, aparentemente saborosa. Quando dei minha primeira mordida, naquela que imaginei ser uma suculenta maçã, me decepcionei. Dentro ela estava toda machucada. Quem visse por fora ficara surpreso com o lado externo que discrepava com o seu lado interno.

As uvas corresponderam minhas expectativas. Lindas por fora. Saborosas, suculentas e doces por dentro. O lado externo estava em perfeita sintonia com o lado interno. Diferente da maçã que comi, as uvas que chupei eram transparentes; mostravam por fora o que eram por dentro.

Penso nas pessoas. Maçãs. Uvas. Conheço umas maçãs que por fora demonstram uma coisa bem diferente do que são por dentro. E conheço umas uvas que são transparentes, o seu exterior expressa o que vem do seu interior. Algumas por serem falsas de natureza. Outras, a sociedade as obriga a vestir uma máscara. Neste ultimo caso é mais complicado ser o que é. No outro caso, depende do caráter das pessoas.

Alguns tipos de maçãs sempre prejudicam a gente. Outras são prejudicadas por um meio social hostil a elas. É preciso diferenciar os dois tipos de pessoas para não ser injusto com quem já é tão injustiçado ou para beneficiar quem já é tão ilicitamente beneficiado. Viva as UVAS!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Apaixone-se

Apaixone-se!
Apaixone-se definitivamente pelo seu sonho; o sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu!
Apaixone-se pelo seu talento, mesmo que seu senso crítico insista para você escolher realizar outras coisas...
Apaixone-se mais pela viagem do que pela chegada ao seu destino!
Apaixone-se pelo seu corpo - mesmo que ele esteja fora de forma, pois de "qualquer forma" ele é a única casa que você possui.
Desapaixone-se de seus medos... Eles minam sua alegria de viver.
Apaixone-se pelas suas memórias mais deliciosas; ninguém pode tirá-las de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor.
Apaixone-se por aquelas besteiras saudáveis que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse; eles ajudam a sobreviver.
Apaixone-se pelo sol; ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer.
Apaixone-se por alguém; não espere alguém se apaixonar antes por você, só por garantia e segurança.
Apaixone-se pelo seu projeto de vida; acredite, não dá certo fazer isto a dois.
Apaixone-se pela dança da vida que está sempre em movimento dentro da gente, mas que, por defesa nós teimamos em algemar.
Apaixone-se mais pelo significado das coisas que você conquistar do que pelo seu valor material.
Apaixone-se por suas ideias, mesmo que tenham dito que elas não serviam pra nada.
Apaixone-se por seus pontos fortes, mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro.
Apaixone-se pela ideia de ser verdadeiramente feliz!
Felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores.
Apaixone-se pela música que você pode ser para alguém...
Apaixone-se por ser humano!
Apaixone-se definitivamente por você!
Apaixone-se rápido!
O poder de decisão só pertence a você!


[Autor desconhecido. Encontrei no site http://www.bilibio.com.br/mensagem.exibir.php?codmsg=853]

segunda-feira, 16 de março de 2009

Viver é diferente de sobreviver

VIVER É DIFERENTE DE SOBREVIVER (recebi por e-mail)

É triste ver tanta gente lutar para sobreviver.
E não estou falando apenas daqueles que ganham salário mínimo, mas de executivos que vivem angustiados com tantas pressões, de empresários que fogem de suas famílias, pois não aprenderam a amar, de pessoas de todos os níveis sociais que estão sempre assustadas perante a vida.
São pessoas que não vivem.
Apenas sobrevivem, como se estivessem numa crise asmática permanente:
aquela eterna falta de ar e, de vez em quando, o alívio rápido e passageiro.
Logo depois sentem de novo o sufoco insuportável.
Essas pessoas não vivem, sobrevivem.
E apenas sobreviver é trabalhar em algo sem sentido só para manter o salário; é fazer joguinhos de poder para manter o emprego; é sair com alguém que não se ama somente para aplacar a solidão; é ter relações sexuais só para manter o casamento; é não conseguir desgrudar os olhos da TV, com medo de escutar a voz da consciência; é ter de tomar
alguns drinques para conseguir voltar para casa.
A sociedade nos pressiona diariamente para nos transformar em máquinas.
Todos os dias, pela manhã, uma multidão liga seu corpo como se fosse mais uma máquina e sai pela porta para uma repetição infinita de ações rotineiras sem nenhuma relação com sua vocação e seu talento.
E muita gente chama a isso livre-arbítrio.
Depois vão a massagens, saunas, fazem um monte de ginástica em busca de um pouco de energia extra para, no dia seguinte, voltar a fazer o mesmo trabalho que não tem nenhuma relação com sua alma.
Muitos estados de depressão são, na realidade, frutos de uma terrível sensação de inutilidade.
Esse olhar vago do deprimido é muitas vezes o olhar de quem poderia ter aproveitado as oportunidades da vida, mas não soube valorizar o que era realmente importante.
Se, por acaso, você se identificou com a descrição acima, está na hora de mudar.
Aproveite o início de semana e mude!
O filósofo espanhol Julián Marías escreveu que a infelicidade humana está em não preferir o que preferimos.
Quando uma pessoa não prefere o que prefere, acaba se traindo.
As escolhas de nossa vida têm sempre de privilegiar a nossa essência.
Nossa vocação não tem nada a ver com ações sem afeto.
O ser humano nasceu para realizar a sua vocação divina.
No entanto, quantas vezes acabamos nos dedicando exclusivamente à sobrevivência!
Sobreviver e viver são experiências completamente distintas.
Viver é ser dono do próprio destino.
É saber escrever o roteiro da própria vida. É ser participante do jogo da existência, e não mero espectador.
É viver as emoções, é ter os próprios pensamentos e viver os seus sonhos.
Sobreviver é administrar o tempo para que o dia acabe o mais rápido possível.
É conseguir ter dinheiro até o próximo pagamento.
É respirar de alívio porque chegou o final do expediente.
É ir resignado de casa para o trabalho e do trabalho para casa.
É adiar o máximo possível as mudanças para não ter de arriscar nada...
Chega de migalhas da vida!
Chega de viver como um fugitivo, olhando para os lados, com medo de tudo e de todos!
O ser humano merece mais do que simplesmente completar seus dias.
Merece a plenitude da vida.
"Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles.
Estão onde devem estar. Agora, construa os alicerces."

(Roberto Shinyashiki)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Noooooossa, que tempão que eu não atualizava este blog.
Falei que ia pra um retiro de carnaval, o primeiro depois que me tornei católico, mas não disse como foi.
Sem dúvidas, superou minhas expectativas. Eu, na semana que antecedeu o evento, pensei que ia me arrepender de participar deste retiro. Como será que vou ficar lá? Com quem vou conversar? Como vou fazer parte dos rituais?
Mas o retiro foi oooooooooooootimo. As coisas ocorreram na maior naturalidade. Até pareceu que eu já estava naquele meio há muito tempo.
Fiz amizades. Reforcei outras. Sai de lá melhor do que entrei.
A cada dia me sinto mais feliz em minha nova orientação religiosa.
Paz!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vou pra um retiro católico carismático



Domingo, 15 de Fevereiro de 2009. Faltam poucos dias para o carnaval. Faltam poucos dias para que o país, de fato, comece a funcionar. Dizem que as coisas só andam depois do carnaval, né? Pois então!
Vou passar o carnaval no meu primeiro retiro católico carismático. Nos outros anos havia passado em retiros evangélicos. Fico meio encabulado de ir para um espaço diferente, o qual eu por quase nove anos execrei. Pois é, estou católico. Quem diria! Há cinco anos, isso era impensável. Eu fui muito radical quando evangélico – na minha fase área no mundo protestante. Queria ser missionário na África, fundar um igreja grande no Brasil, ser bispo, ser um pregador pentecostal. Minha mente flutuava em paisagens que eu queria está, em personagens que eu queria ser.
Desde outubro passado que tenho ido à igreja Católica. Na primeira vez, eu tinha bebido a tarde na casa de uma amiga, e a noite, finalmente, tomei coragem de fazer o que há tempo estava com vontade: assistir uma missa. Lembro que no passeio que fiz no começo do ano passado à Baia da Traição, quase que ia numa igreja que vi na praça da cidade, era sábado, pensei que estava fechada por isso não fui.
Quando cheguei na Igreja muita gente ficou espantada por minha presença lá. Uns vieram me abraçar, me saudar. Há quase dez anos que não ia a uma missa. Não tinha motivo pra ir, passei a maior parte desses anos todos como evangélico, afinal de contas. Nos dias que se seguiram, as pessoas curiosas queriam saber o porquê de eu ter ido à missa, se eu tava virando católico, se eu conhecendo “a verdade” iria pra mentira, pro engano.
Hoje me sinto católico. Estou feliz. Me sinto muito bem. Ainda não comunguei. É cedo, penso. As rezas, os rituais, estou aprendendo pouco a pouco. Freqüento os encontros da RCC, não quero ser membro, todavia. Por enquanto só participante. Vou pra esse retiro na cidade de Remígio, no próximo sábado. Como disse acima, me sinto ainda encabulado, constrangido, por ir a um lugar que ainda estou cambiante, por participar de um evento que tanto critiquei, que tanto fui avesso. Mas as pessoas mudam o tempo todo. Eu mudei. Estou, como disse, feliz com essa mudança. Fiz a escolha certa ao trocar a religião evangélica pela católica? O tempo dirá. Aliás, não troquei. Voltei a casa que um dia, na adolescência, sai.
Minha visão espiritual de hoje, contudo, não é fechada. Estou aberto a outras religiosidades. Estou ecumênico. Acredito que Deus se manifesta de diversas formas aos homens e mulheres. A mim, se revelou através do cristianismo, única religião que me satisfaz espiritualmente.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A lenda pessoal

Não acredito que estejamos no mundo por acaso. Nunca acreditei. Nem vou acreditar.

Vivemos para nada. Nossa existência resume-se a estudar, trabalhar, fazer sexo, se divertir, namorar... Tudo isso faz parte. Mas existe algo por trás de tudo isso. Existe algo que torna a vida humana com sentido. Que torna o trabalho, o sexo, o estudo, a família, a diversão... muito mais do que uma obrigação social-biológica-cultural. Tudo isso faz parte de um projeto maior.

É a lenda pessoal.

Alguns a chama de vocação, missão, destino. Seja qual for o nomenclatura, nós temos um caminho a seguir nesta jornada terrena. Tudo só faz sentido quando a gente cumpre, luta, corre atrás de nossa lenda pessoal.

"O que é a lenda pessoal? É a sua benção, o caminho que Deus escolheu para você aqui na Terra. Sempre que um homem faz aquilo que lhe dá entusiasmo, está seguindo sua Lenda". Vi num texto de Paulo Coelho.

A felicidade não consiste de riquezas, fama, sucesso, vitórias. Quantos as possuem mas vivem infelizes, deprimidos, angustiados. De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?, nos alerta o texto bíblico.

A felicidade só é possível quando a gente vive a lenda pessoal, quando a gente cumpre aquilo que o universo espera de nós.

sábado, 24 de janeiro de 2009

O preço dos sonhos!

Essa mensagem li agora a pouco no blog de Paulo Coelho no G1.

DO PREÇO

Sonhar não é tão simples como parece. Pelo contrário, pode ser uma atividade perigosa. Quando sonhamos, colocamos em marcha energias poderosas, e já não podemos esconder de nós mesmos o verdadeiro sentido de nossa vida. Quando sonhamos, também fazemos uma escolha do preço a pagar.

Seguir um sonho tem um preço. Pode nos exigir que abandonemos nossos hábitos, pode nos obrigar a passar dificuldades, pode nos levar a decepções, etc.

Mas, por mais alto que seja este preço, nunca é tão alto como o que é pago por quem não viveu sua Lenda Pessoal. Porque estes um dia vão olhar para trás, ver tudo o que fizeram, e irão escutar o próprio coração dizer: ” desperdicei minha vida”.

Acreditem, esta é uma das piores frases que alguém pode ouvir.

Dias parados

Meus dias tem sido parados.
Sinto falta de algo (de alguém) que me empurre para novos ambientes.
A rotina é foda. Quando todos os dias parecem se repetir, a gente perde o desejo, o tesão da vida. Tudo se torna um marasmo.
Ave Maria! Ontem eu tava teclando com um amigo sobre isso mesmo. Ele me lembra muito minha personalidade há três anos. Muito parado, queto, sem sair de casa. O pior é que hoje me sinto assim. Não que eu tenha voltado a ser o Joel de antes. Contudo, falta oportunidade para relaxar e gozar, né Marta?
Meu desejo é sair. Uma ou duas semanas. Conhecer pessoas novas. Ter experiências excitantes. Curtir um pouco minha juventudade.
Até os livros tô achando chatos. Não tenho os livros que quero ler. Os que tenho não mais despertam minha atenção. Comecei e ler pra minha monografia, mas tive que diminuir o ritmo por causa do trabalho.
Fico sem rumo. Sem sentir o que faz a gente ser a gente.
Ah!, quem se atreve a despertar os meus desejos?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Abraço

Minha sorte de hoje no Orkut:

"O melhor presente que você pode dar é um abraço: ele é tamanho único, e ninguém vai se importar se você quiser devolvê-lo"

Adoro abraçar. Adoro ser abraço. Tenho uma amiga, uma grande amiga, que todas às vezes que nos abraçamos o mundo pára. É tão gostoso abraçá-la. Nossa! Faltam palavras pra descrever a sensação que mutuamente experimentamos.
Quis falar esse caso da minha vida, depois de ter visto no meu Orkut essa frase, que está como minha sorte para esta sexta-feira.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009

Bom, finalmente chegou 2009. Eu sei que tô atrasado pra postar um comentário sobre esse ano novo, jã são 5 dias passados, contudo, já diz a sabedoria popular "antes tarde do que nunca".
Planos para 2009? Claro que tenho. Todo mundo têm. A gente vive de planejar, de determinar metas.
Neste ano, pretendo, vou terminar a faculdade. A dificuldade é só fazer a monografia, minha pesquisa, entretanto, já está feita; é só redigir o texto.
Fui convidado para assumir um cargo burocrático no novo governo daqui. Finalmente minha linda Alagoinha começa a vislumbrar um futuro melhor. Eu não esperava esse cargo. Muita gente cobiçava ele. Espero corresponder a confiança que minha prefeita depositou em mim.
Um novo vestibular? Talvez. Talvez não, com certeza vou fazer, se Deus quiser. Ano passado eu já pensava em fazer. Mas este ano é propício para este projeto. Direito. Acho que vou fazer pra Direito. Pensei em Pedagogia, assim eu ia me dedicar mais a leituras na área de Educação.
Fiz a inscrição num curso de extensão em Mídias da Educação; vou fazê-lo virtualmente, apenas com dois encontros presenciais.
E no amor? Nenhum plano. Nenhuma paquera. Não tenho tempo pra pensar nisso.
Bem vindo 2009!

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