quinta-feira, 29 de abril de 2010

O dia que me senti útil...


...Ontem!

Já me perguntei várias vezes o motivo da minha existência. Aliás, acredito que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já se perguntou a mesma coisa. Por que estou no mundo? Ou qual é a minha missão no mundo?

Não acredito que os seres humanos existem por acaso. Isso não tem nada a ver com idéia de Deus ou com o pensamento criacionista. Mesmo excluindo a visão teológica e colocando o que a ciência concebe como sendo o início de tudo, mesmo assim, continuo crendo que todo homem ou mulher tem um papel nessa imensa teia social.

E por trás de toda essa concepção de uma vida que não é por acaso, ou seja, de uma vida quem um propósito, uma missão, um objetivo, e somente quando descobrindo qual é, nossa existência fica com mais sentido, torna-se mais prazerosa, está à questão da utilidade. O que eu faço, o que eu quero, o que eu desejo é útil? Serve para tornar o mundo melhor ou pior? Faz alguma diferença na vida das pessoas?

Sempre questiono isso. Por isso, tenho vislumbrado uma profissão que me faça enxergar os resultados de uma forma concreta. Com isso, não digo que algumas profissões sejam menos importantes na sociedade. É que como sou muito ansioso, e quem ler esse blog ou conversa comigo, já sabe disso, eu quero ver resultados imediatos. Nem todas as ocupações profissionais possibilitam uma instantaneidade como a carreira médica ou jurídica, por exemplo. Ainda não faço algo que seja assim. Mas, já fiz coisas, e isso me deixa muito feliz, que senti um reconhecimento ou que vi resultado imediatamente. Ontem foi um dia bem especial, por isso.

No ano passado, já na metade do ano, um companheiro da faculdade decidiu implantar, na sua cidade, um vestibular solidário. Topei imediatamente. Mesmo sabendo que eu não iria ganhar nada e que ainda por cima teria que pagar minha passagem, vislumbrei uma oportunidade para conhecer mais pessoas e para colocar em prática alguns conhecimentos do curso de História.

Não fiquei até o fim. O governo do estado abriu um cursinho e muitas pessoas saíram do nosso. Depois confessaram arrependimento, mas eu já tinha saído e ocupado o tempo que era para o cursinho com outra coisa.

Quando saiu o resultado, soube que algumas pessoas tinham passado. Fiquei, obviamente, muito feliz. Mas, ontem recebi, pelo Orkut, um recado que me deixou mais feliz ainda. Uma menina me dizia que sabia que eu não lembrava mais dela [verdade], mas que tinha me visto em um encontro ocorrido no sítio que ela mora e que estive presente [também verdade]. No recado ela dizia ainda que tinha sido aprovado no vestibular de Letras (UEPB). E o que me deixou mais contente ainda, ela me disse que agradecia pelas aulas que eu tinha dado, porque isso ajudou muito na sua aprovação. Minha tarde não poderia ter sido melhor.

À noite fui a Guarabira. Tinha conversado, também pelo Orkut, com um amigo muito especial, mas que tava passando por uns problemas. Eu não sabia o que fazer. A única forma de ajudá-lo seria conversar pessoalmente com ele. Eu estava com duas provas para estudar, uma de Sociologia e outra Antropologia. Mas ir conversar com ele estava em primeiro plano na noite anterior. Ele começou a desabafar. Depois tentei ser um psicanalista (risos). Em seguida eu desabafei um monte de coisa que estava entalada na minha garganta, que perturbava a minha paz, que me fez escrever a postagem anterior. No fim chegamos a algumas conclusões. Tentei apresentar minha solução para um caso semelhante. Só sei que ele saiu muito melhor. Seu semblante já era outro. E ele também me agradeceu. Mais uma vez: missão cumprida (risos).

Por isso, ontem, quarta-feira 28 de Abril de 2010, foi um dia que me senti útil. Foi um dos melhores dias de minha vida, posso dizer. Ter ajudado essa menina a passar no vestibular; ter socorrido esse companheiro, apesar de eu ter me beneficiado também quando me desabafei, e ter visto um resultado imediato; tudo isso me deixou com aquela sensação que minha vida tem um sentido, uma razão de ser, que não é somente em busca de interesses próprios, mas me realizo com o outro, com a alteridade, em ver que posso, ainda que bem limitado, minimizar a dor alheia.

Posso até parecer exibido ao colocar isso no blog. Mas quem ler esse diário sabe que coloco todos os acontecimentos e experiências relevantes de minha vida aqui. E esses dois fatos ocorridos ontem deixaram marcas preciosas dentro de mim.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Meu estado

Acordei. Como sempre corro para escovar os dentes e tomar banho. Assim que entro no banheiro, não sei o que deu em mim, termino soltando a minha escova de dente e ela cai no vaso sanitário. Esse acontecimento não foi inusitado pelo que ocorreu com minha escova, mas porque ele é emblemático de meu estado psicológico dos últimos dias.

Pode até aparecer leseira, mas o meu descuido com a escova de dente representa o nível de preocupação, estresse e ansiedade que tem me perturbado desde mais ou menos três semanas. Estou a ponto de explodir. Mas me seguro muito. Ser controlado, às vezes, pode parecer um defeito pelo excesso de cuidado que isso pode acarretar, mas nesse sentido tem sido positivo meu controle emocional.

Hoje pela manhã tive prova na faculdade. Como terminei cedo fiquei conversando um pouco com colegas, mas sem razão aparente eu tava começando a me estressar. Vim pra casa. Comecei a ler um livro, deu sono. Fui deitar. Quando acordei minha mente tava com toda. Comecei a pensar em algumas coisas que tem ocorrido na minha vida. A partir disso, comecei a não me sentir bem.

Mandei uma mensagem de texto para um amigo falando sobre como eu tava. Depois fiz uma oração. Cheguei ao trabalho, dei uma boa-tarde meio seco a minha companheira da tarde. Depois chegou um amigo comum. Começamos a conversar. Ele já tinha me alertado para esse excesso de ansiedade que tenho, mas nada mudou desde nossa última conversa no domingo de páscoa. Pelo contrário, talvez, o que tínhamos conversado me deixou mais preocupado ainda, porque ele discorreu sobre as patologias que são conseqüências da ansiedade e do estresse.

Sabe, tenho me perguntado como Pitty, será que devo enlouquecer ou devo apenas sorrir? Sorrir, até tenho feito isso, sorrir pra não chorar. Quanto à primeira alternativa, sei lá, acho que já sou louco por vida. Só não quero perder a consciência do meu eu. Mas acho isso pouco provável. Muita gente passa e já passou por isso que tou enfrentando e nem por isso o mundo acabou.

Penso que tudo isso está relacionado ao meu desejo de independência ainda não realizado. Terminar a faculdade (terminei a de história, mas ainda não consegui um emprego fixo, e comecei o curso de Direito), conseguir um emprego, comprar uma casa (ou um apartamento, já que quero residir em uma cidade grande), morar, sei lá, só ou com a pessoa que amo (se ela quiser, claro!). Isso são anseios que tenho projetado no meu futuro. Por isso, tenho vivido, em alguns instantes (ou mesmo na maioria dos instantes de minha vida) no futuro que nunca chega.

Tenho que parar. Mas como? Estive pensando em me danar pra algum lugar bem carente ou trabalhar em algum serviço voluntário pra ver se deixo de sofrer esse sofrimento desnecessário, mas que tem me tirado a serenidade. Por enquanto tenho controlado minhas emoções, espero não chegar ao ponto de descarregar em alguém. Vou voltar a caminhar. Pronto. Achei a solução. Retomar meu contato com a natureza e sentir a tranqüilidade, a paz e o alívio que no meio de muita gente é difícil de ter.

domingo, 18 de abril de 2010

Te amo...

Eu te amo!


Não me canso de te falar, não me canso de dizer quando alguns me perguntam.


Odeio Roupa Nova. Odeio mesmo. Essa aversão toda não é devido às musicas. Pelo contrário, as letras das canções são belíssimas. Minha rejeição toda é do tempo que eu era evangélico, bastante conservador (eu era assim mesmo, você que me conhece do ano passado pra cá, acredite!), quando minhas irmãs colocavam os CDs da banda bem alto no som de casa. Ah, que raiva me dava! Eu doido para escutar as músicas da Igreja e minhas manas com Roupa Nova. Que pecado, eu pensava! (risos)


Mas tem uma música da banda que, mesmo sem querer querendo, eu gosto! Um trecho dela me veio à mente neste fim de tarde de domingo.


Tou um pouco solitário, sabe? Você não está aqui perto de mim. A gente conversou até não sei que horas da madrugada de hoje, pelo MSN, mas isso é muito pouco. A gente se viu essa semana, mais isso é pouco. Sabe, agora me lembrei da conversa que tivemos. Você me disse que queria que eu morasse do teu lado, para acabar com o frio que tava fazendo na madruga. Eu te disse que não quero morar do teu lado, mas quero morar sob o mesmo teto, dormir na mesma cama, sob o mesmo cobertor, acordar todo dia bem juntinho a ti. É isso que quero! Todos os meus planos, todos sem exceção, eu incluo você.


A música que eu falava é “Volta pra mim”. Obviamente, a letra não se parece conosco. E eu peço a Deus todos os dias para que nunca eu chegue a cantá-la toda pensando em você. Nós não brigamos. Nós não estamos ruins na relação. Pelo contrário. A cada dia meu amor por você aumenta mais e mais. E você me diz a mesma coisa, né amor? Veio a mente o sms que você me mandou recentemente: “eu te amo mais do que ontem e menos que amanhã”. Que lindo achei!


Somente o refrão de “Volta pra mim” me interessa. Apenas o refrão eu canto pensando em você, pensando no teu sorriso, nos teus lábios, no teu rosto, no teu corpo, nas palavras que você me diz, nos nossos planos... Nossa, amor, eu quando estou perto de você emudeço! Só te olhar me basta! Só está sentado juntinho a você é suficiente para me fazer o cara mais feliz do mundo! Você me completa!


Por isso, queria poder ir à imprensa do mundo todo, divulgar em todos os portais, blogs e redes socais da internet, queria anunciar nas praças, escolas, igrejas (sobretudo nas igrejas, porque o nosso amor contém algo de sagrado, concorda?)... que:

Eu te amo e vou gritar


Prá todo mundo ouvir


Ter você é meu


Desejo de viver


Sou menino e teu amor


É que me faz crescer


E me entrego, corpo e alma


Prá você...


Já me disseram que nosso amor é muito adolescente. Que seja mesmo. O amor adulto é tão careta, tão sem novidades, tão formal. Sou menino, o teu menino, e é o teu amor, o nosso amor que me faz crescer, que me faz sonhar mais e mais com dias melhores, com um futuro mais cheio de realizações para mim, para você, para nossa família, para nossos amigos (as), para o mundo inteiro!

Eu te amo! Nunca se esqueça disso! Te amo mais do que ontem e menos que amanhã!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Coisa boa e outras coisas...

Leram meu blog... 

Pela primeiva vez na vida, um leitor do meu blog, disse que tava na hora para eu atualizar as postagens. Isso é um bom sinal, ou seja, significa que alguém ler as leseiras, as coisas do meu coração, o estado emocional, o meu cotidiano, nesse diário virtual.
E pra falar em diário em diário virtual, sábado passado, após o encontro da RCC na minha paróquia, me encontrei com um amigo na praça da Matriz. Ele já tinha falado sobre meu blog e tal. Criticou novamente. Disse que eu não deveria colocar minha vida nesse blog, porque tinha coisas mais interessantes para se falar na internet. Eu respondi dizendo que meu blog não é de fofocas políticas ou coisa do tipo, mas faço dele realmente um diário virtual, ou melhor, um caderno íntimo, onde exponho meus pensamentos, minhas angústias, meus afetos de modo geral. Se alguém vai ler ou não isso pouco me importa.
Mas, hoje, ao receber a resposta de um e-mail de um amigo da facul, vi a cobrança dele. Fiquei feliz! Uma alma viva ler o que coloco aqui.

Enquanto isso na Argentina...

Um juiz argentino anulou o casamento de um casal de homossexuais que ocorreu em dezembro no sul do país e que foi o primeiro casamento gay do país. Ele  amparou em artigo do Código Civil da Argentina, que não contempla o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Declarou inexistente  o casamento entre Alex Freyre e José María di Bello na província de Terra do Fogo por um decreto da governadora dessa região, Fabiana Ríos.
Coisa triste isso!
O Estado deve reconhecer um direito para uma situação que existe de fato, a saber, a união de pessoas homoafetivas que vivem juntas, que constituem família.
O Brasil está muito atrasado a esse respeito.
Já no Uruguai a união civil entre casais homossexuais é legalizada. Foi a primeira lei nacional deste tipo aprovada em um país da América Latina.

E as pulseiras do sexo?

Só se fala nisso agora. Todo mundo quer proibir as pulseiras do sexo. Coisa absurda, dizem os moralista. Acho tudo isso uma leseira. O que o governo, a escola, a família e a sociedade deveria fazer é falar abertamente da sexualidade com os adolescentes.
O principal assunto numa roda de colegas entre 10 (ou até menos) até 17 (quando ocorre o término da educação básica) de idade é o sexo. Sexo em todas as suas nuances.
Nada mais excita tanto garotos e garotas do que esse conteúdo. Também, até eu, com 23 anos, fico assim, imagina um cara ou uma mina na puberdade...

domingo, 4 de abril de 2010

23 anos



Domingo passado foi meu níver.


23 anos.

Lembro-me de muitas coisas da minha infância. Tenho saudades dos dias que passava no sítio de meu avô. Tenho saudades das brincadeiras na ladeira da rua que eu morei por muito tempo, nos becos, nos quintais, nos pés de fruta. Tempo que se foi, mas que ficou guardado em minha lembrança. Amigos de infância que nunca mais vi; os que vejo a gente ou não se fala mais ou mal se fala.

Mas não quero falar da minha infância. Já escrevi algo aqui no dia das crianças de 2008 (ou foi 2007, nem lembro mais) sobre aquele período tão singelo e maravilhoso de minha vida. Outro dia volto a falar sobre meus dias de pirralho.

Como disse logo acima, domingo passado comecei um novo ano em minha existência. De início pensei, junto com minha irmã (do meio) e umas amigas dela, em ir para o show de Victor e Léo em Jampa, depois iríamos à praia e tal. Deu errado.

No começo da semana, uma amiga me falou sobre a possibilidade de bebermos. Eu disse que era domingo de ramos e não iria fazer isso. Na verdade usei como desculpa a semana santa. Não queria comemorar meu níver. O quer queria era ir para um lugar distante, um pouco vazio e solitário, para (re) pensar, (re) avaliar minha vida. Fazer um retiro sozinho comigo, com Deus e com a natureza (que nada mais é, a meu ver, do que a melhor expressão divina na terra). Isso eu desejava muito. Mas também deu errado.

Na madrugada de domingo eu conversava com algumas pessoas pelo MSN. Uma delas era um amigo dileto e muito especial que conheci no Twitter que mora em Campinas - SP. Temos várias coisas em comum. Uma delas é o desejo de isolamento durante o aniversário.

Sei lá, acho que o dia que completamos um novo ano de vida é o melhor dia para uma auto-análise (tem hífen essa palavra?), para uma... (faltou a palavra).

De toda forma, o que eu queria era sair, era ir para um lugar que não conhecesse ninguém ou se conhecesse fosse pouca gente, para fazer essa reflexão.

O dia todo foi muito agitado. Pela manhã o EJC (que faço parte) ficou responsável pela missa. Em minha casa tinha muitas pessoas (o que eu adoro!) e isso impossibilitou eu tirar um tempinho para fazer uma, ainda que pequena, análise sobre a minha vida. A tarde teve a procissão e a missa em seguida. À noite, para completar, falou energia e ficou sem sinal da OI, rsrs.

Contudo o dia não foi tão, digamos, apagado. A tarde choveu. Fazia tempo que eu não tomava banho de chuva (ultimamente têm caído tantos raios por aqui que qualquer trovão me deixa morrendo de medo) e aproveitei para sair pela rua, pulando, correndo, abrindo os braços e deixando a água vinda do céu escorrer sobre todo o meu corpo... Me senti tão bem. Esse banho de chuva fez do domingo passado um dia mais especial ainda para mim. Eu não pude fazer meu retiro solitário, mas as águas vieram me consolar, semelhante a uma mãe que consola seu filho quando ele pede algo que ela não tem no momento e começa a chorar, e ela vem fazer carinhos na sua criança. Assim foi a chuva para mim naquele domingo, 28 de Março de 2010.


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