domingo, 4 de abril de 2010

23 anos



Domingo passado foi meu níver.


23 anos.

Lembro-me de muitas coisas da minha infância. Tenho saudades dos dias que passava no sítio de meu avô. Tenho saudades das brincadeiras na ladeira da rua que eu morei por muito tempo, nos becos, nos quintais, nos pés de fruta. Tempo que se foi, mas que ficou guardado em minha lembrança. Amigos de infância que nunca mais vi; os que vejo a gente ou não se fala mais ou mal se fala.

Mas não quero falar da minha infância. Já escrevi algo aqui no dia das crianças de 2008 (ou foi 2007, nem lembro mais) sobre aquele período tão singelo e maravilhoso de minha vida. Outro dia volto a falar sobre meus dias de pirralho.

Como disse logo acima, domingo passado comecei um novo ano em minha existência. De início pensei, junto com minha irmã (do meio) e umas amigas dela, em ir para o show de Victor e Léo em Jampa, depois iríamos à praia e tal. Deu errado.

No começo da semana, uma amiga me falou sobre a possibilidade de bebermos. Eu disse que era domingo de ramos e não iria fazer isso. Na verdade usei como desculpa a semana santa. Não queria comemorar meu níver. O quer queria era ir para um lugar distante, um pouco vazio e solitário, para (re) pensar, (re) avaliar minha vida. Fazer um retiro sozinho comigo, com Deus e com a natureza (que nada mais é, a meu ver, do que a melhor expressão divina na terra). Isso eu desejava muito. Mas também deu errado.

Na madrugada de domingo eu conversava com algumas pessoas pelo MSN. Uma delas era um amigo dileto e muito especial que conheci no Twitter que mora em Campinas - SP. Temos várias coisas em comum. Uma delas é o desejo de isolamento durante o aniversário.

Sei lá, acho que o dia que completamos um novo ano de vida é o melhor dia para uma auto-análise (tem hífen essa palavra?), para uma... (faltou a palavra).

De toda forma, o que eu queria era sair, era ir para um lugar que não conhecesse ninguém ou se conhecesse fosse pouca gente, para fazer essa reflexão.

O dia todo foi muito agitado. Pela manhã o EJC (que faço parte) ficou responsável pela missa. Em minha casa tinha muitas pessoas (o que eu adoro!) e isso impossibilitou eu tirar um tempinho para fazer uma, ainda que pequena, análise sobre a minha vida. A tarde teve a procissão e a missa em seguida. À noite, para completar, falou energia e ficou sem sinal da OI, rsrs.

Contudo o dia não foi tão, digamos, apagado. A tarde choveu. Fazia tempo que eu não tomava banho de chuva (ultimamente têm caído tantos raios por aqui que qualquer trovão me deixa morrendo de medo) e aproveitei para sair pela rua, pulando, correndo, abrindo os braços e deixando a água vinda do céu escorrer sobre todo o meu corpo... Me senti tão bem. Esse banho de chuva fez do domingo passado um dia mais especial ainda para mim. Eu não pude fazer meu retiro solitário, mas as águas vieram me consolar, semelhante a uma mãe que consola seu filho quando ele pede algo que ela não tem no momento e começa a chorar, e ela vem fazer carinhos na sua criança. Assim foi a chuva para mim naquele domingo, 28 de Março de 2010.


2 comentários:

  1. "Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando"
    Ana Terra - Erico Verissimo
    Feliz aniversário, a propósito!

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