sábado, 25 de setembro de 2010

Vento...



Ah, Vento, como é bom sentir o teu abraço...

Está em contato contigo e com a natureza revigora minhas forças... Exorciza meus demônios... Meus medos esvaecem... Minhas angústias e mágoas são suspensas...

Lá vai uma folha seca. Um dia ela foi verde, bem verde. Cumpriu sua função junta àquela árvore. Terminou seus dias. Teve que desligar-se de sua mãe. Caiu. Mas você, Vento, a levantou do chão, a fez subir novamente, talvez a última vez que está em acima das coisas terrenas, mas agora ela não ficará mais em um só local, verá a enorme quantidade de folhas existentes, bonitas, verdes, amarelas, roxas, mas que um dia terá o mesmo destino seu. Em breve ela deixará de ser folha. Sua decomposição, contudo, junto ao solo, fará nascerem outras folhas. Assim ela não morrerá. Viverá eternamente!

Ah Vento! Leva-me contigo. Preciso ver o que está além dos meus olhos podem ver... Preciso me desprender de meu mundo. Sinto-me saturado. Talvez meus dias, aqui, no mundo que vivo, tenham chegados ao término.

Necessito conhecer outros mundos. Outras pessoas. Talvez, seja preciso eu morrer para que eu possa renascer. Renascer das cinzas, como a Fênix da mitologia.

Leva-me Vento... Leva-me sem direção certa... Leva-me para um lugar em que posso ser eu mesmo, sem máscaras, sem disfarces...

2 comentários:

  1. Lindo texto!

    Se separassemos uns minutinhos do nosso dia para repararmos na simplicidade e função do vento... com toda aquela liberdade que leva longe até os pensamentos: "Leva-me Vento... Leva-me sem direção certa... "

    se tiver um tempinho, dá uma passadinha no nosso blog super beijo

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