quinta-feira, 3 de março de 2011

Amor em cores



Hoje escutado Toda forma de amor de Lulu Santos comecei a refletir sobre esse sentimento e sua manifestação diversa. Não quero falar sobre o amor ágape, o amor que arrebata, amor que é divino. Em outra oportunidade tecerei alguns comentários sobre ele. Mas ressalto o amor heros, amor que aprendi na escola dominical da igreja evangélica que eu participava, que é o sentido entre um homem e uma mulher, sentimento que envolve erotismo, atração física.

Naquele tempo eu não acreditava na possibilidade de duas pessoas do mesmo sexo poder viver uma relação envolvida pelo amor. O discurso que eu ouvia era de que Deus fez o amor  para ser vivido entre um homem e uma mulher, portanto qualquer sentimento que fugisse a essa norma era considerado abominação e pecado. Afinal, como canta Toinho de Aripibú se Deus tivesse feito homem pra casar com outro não seria Adão e Eva tinha feito Adão e Ivo.

Ainda evangélico vi dois filmes que foram essenciais para a guinada na minha visão sobre o amor. Todas as cores do amor é um filme que retrata o amor manifestado das mais diversas formas entre as pessoas sejam elas hetero, homo ou bissexuais. O segredo de Brokeback Mountain que conta a história de amor entre dois jovens vaqueiros na região oeste dos Estados Unidos. Uma fascinante narrativa romântica e dramática. Essa semana no Facebook, um amigo virtual escreveu que tinha acabado de chorar ao ver o filme.

Na literatura também elenco dois livros surpreendentes. O Terceiro Travesseiro de Nelson Luis de Carvalho Durante que narra a aventura de dois amigos, que na adolescência descobrem-se apaixonados e têm de enfrentar os pais, as famílias, os colegas de escola e toda a sociedade para poderem viver seu amor plenamente, sem hipocrisia ou culpa. O curioso caso do quatro é outro livro que fala sobre a descoberta do amor por outra pessoa do mesmo sexo, só que envolve também uma outra pessoa do sexo diferente, ou seja, a história é um triangulo amoroso entre dois homens e uma mulher. Ambos os livros ressaltam a bissexualidade de um dos personagens. Ambos os livros também estão disponíveis para baixar em vários sites.

Acho dispensável falar sobre o amor heterossexual. A quantidade de livros, filmes, novelas e músicas existentes a respeito é imensa. Todos os dias as pessoas se deparam com artistas, poetas, estudiosos que representam, cantam e falam desse tipo de amor. Já em relação ao o amor que não ousa dizer o nome a escassez literária, cinematográfica e científica é grande Fernando Pessoa uma vez disse que o amor é que é essencial, o sexo é só acidente, pode ser igual, ou diferente.


Experiências de amigos, de pessoas próximas e próprias me fizeram repensar meus conceitos pré-concebidos e idéias sobre o sentimento que arde sem se ver. Como tudo na vida é diverso, plural, múltiplo, e o amor faz parte da vida, ele não pode ser uniforme, de uma cor apenas. A esse respeito Fernanda Brum e Emerson Pinheiro, ambos cantores e pastores, cantam As cores do amor:




Se eu pudesse descobrir
Todas as cores do amor
Saber se é branco como a paz
Ou azul da cor do mar.
Se eu pudesse descobrir
Os segredos do amor
Seria como desvendar
Mistérios deste teu olhar.
O amor não é cor
Ele é simples demais
Como a brisa ele vem
No frescor da manhã
Mas foi no teu olhar então
Que eu pude perceber
Que as cores do amor
Vejo em você.
Não há mistérios
No amor que há em você
Porque as cores do amor
Vejo em você
Não há mistérios, nem segredos
No amor que agora

 No mais, tô indo embora...


2 comentários:

  1. Ghandi fala que felicidade é quando o que você pensa, o que você fala e o que você faz estão em plena sintonia.

    Se for assim, você está bem próximo de saber se isso é verdade.

    Mais uma vez, parabéns pelo blog.

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  2. Acho que tô perto Wellington!

    abraços amigo!

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