quarta-feira, 8 de abril de 2009

Minha comunhão depois de vários anos


Domingo, 8 de Abril de 2009. Manhã do domingo de ramos. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição estava cheia. Na semana santa os católicos saem de suas tocas e vão a casa de Deus. A missa celebrada pelo Padre Jardiel foi muito bonita. Fico com um frio na barriga. Estou inquieto. Ansioso. Por quê?

Depois de vários anos. Acredito que foi mais de 8 anos. Eu iria voltar a comugar. E comuguei. Não compreendia bem o que era a comunhão, a hóstia. Não conseguia entender o cuidado de muitas pessoas pelo sacramento da comunhão. Não entendia o porquê as pessoas se emocionavam quando olhavam para o Santíssimo. Mas no retiro de carnaval que fui, na cidade de Remígio, esse ano, minhas dúvidas foram clareadas.

Quando era evangélico a Eucaristia era chamada de Santa Ceia. Lá o pão e o vinho era um memorial da última ceia que Jesus fez com seus discípulos antes de sua paixão. Era apenas uma representação do Corpo e do Sangue de Cristo. Foi Lutero quem primeiro combateu a transubstanciação (a crença de que o pão e o vinho se transformava no Corpo e no Sangue de Cristo). Para ele Jesus estava presente nestes elementos mas os mesmos não se transformavam no seu Corpo e no seu Sangue.

Na Igreja Católica a hóstia é Jesus real, sacramentado. Só consegui aceitar essa doutrina quando uma mulher, com sua simplicidade, palestrou sobre a Eucaristia no retiro. Sua mensagem me tocou profundamente. Naquele instante minha vontade era de comungar. Mas eu tinha que falar com meu padre. Várias vezes marcamos de conversar, mas a falta de tempo impedia isso. Sábado, fui junto com uma amiga almoçar com ele em Guarabira. Eu o perguntei quando a gente iria conversar sobre esse assunto. Ele me falou que tinha exposto meu caso ao Bispo da Diocese e ele tinha me liberado. Fiquei super feliz. No dia seguinte eu comunguei.

Estava esperando muito. Na fila eu tinha a percepção que os olhos das pessoas estavam sobre mim. Mas chegou a hora tão esperada. E comuguei. Comi a carne de Jesus. Me alimentei espiritualmente. Fiquei radiante. Agora sim posso declaram de fato que sou católico.

Infelizmente o pecado me tenta constantemente. Mas a graça de Deus me faz compreender que o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo me redime de toda a mácula do pecado.

Um comentário:

  1. Caro amigo Joel lhe conheço desde o dia da eleição do Papa Bento XVI, lembro como agora na sala de Tv da faculdade em Guarabira, logo percebi que você era um ser humano extraordinário. Várias foram nossas conversas a respeito da fé e você com uma visão protestante segura, mas sempre aberto ao novo, nunca fez de sua verdade a única verdade para os outros, defendia com coerência e gentileza, dizendo que era a verdade que havia aprendido em sua igreja. Vê-lo agora de volta a Igreja Católica, queiramos ou não, com dois mil anos de história me alegra demais, pois se já éramos irmãos os nossos laços se fortificam ainda mais, porque agora nosso pensamento se afinou mais a respeito do Cristo que adoramos e professamos. Que o corpo de Cristo na hóstia santa seja sua força em todos os momentos em que o pecado passar por perto de sua vida. Bem vindo meu irmão em Cristo Jesus!

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