domingo, 18 de maio de 2008

Adeus Zélia


Zélia Gattai morreu ontem. Estou de luto. As letras também estão. Nunca li nada dela. Do seu marido, Jorge Amado, li vários livros, ainda vou ler toda a sua obra. Ela foi uma peça fundamental na literatura amadiana, a meu ver, a melhor do "País do Carnaval".

O primeiro livro de Amado que li foi "Capitães da Areia". Foi em 2004. Era ano de vestibular, meu primeiro e até agora único vestibular. O livro junto com "São Bernardo" de Graciliano Ramos era leitura obrigatória. Li ele três vezes consecutivas. Em cada leitura me emocionava. Sonhava com um mundo melhor. Menos injusto. Mas igual. A vida daquelas crianças abandonadas me enchiam de heroismo. O livro de viés socialista me levou a acreditar na utopia de Marx. Depois li outros livros dele. Todos maravilhosos. Fascinantes.

Zélia morreu. Será cremada semelhante a o seu Amado. As cinzas serão jogadas na casa que viveu com Jorge amores, alegrias, tristezas... Assim é a vida. Assim é o amor. O doce e o amargo se misturam e deixam a existência mais fascinante.

Quando Jorge morreu eu era adolescente. Não tinha gosto pela leitura. E ainda, pela visão religiosa, via os livros de Jorge como livros de macumba. Depois que os li fiquei mais tolerante, aberto à diversidade cultural e religiosa de nosso Brasil. Vou ler agora Zélia. Na faculdade vou procurar livros seus. Quero me apaixonar por ela, assim como me apaixonei pelo seu esposo. Infelizmente depois de sua morte. Mas os ecritores nunca morrem. São eternizados em suas obras.

Adeus Zélia!

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