terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um amigo, duas reações





E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

Minha segunda-feira termina vendo um vídeo do Youtube enviado por um amigo muito especial no meu Orkut. Foi um dia abençoado. Cheio. Feliz.

Eu tinha acabado a pouco tempo de teclar, pelo MSN, com esse amigou que enviou o vídeo. Ele é do tipo que me fez bem quando a gente se encontra, quando ligo pro celular dele, quando a gente conversa pela Net. Nesse fim de segunda-feira, ele foi uma peça fundamental para meu estado de espírito.

Eu estava lendo O Aleph, o livro mais recente de Paulo Coelho. Volta e meia, interrompo a leitura para tomar café, água, comer pão, falar ao celular, ir ao banheiro, marcar um encontro com uma pessoa que fazia tempo eu desejava. De onze e pouco da noite, entro no MSN. Eu queria muito conversar com um colega. Desde domingo à noite, todas as vezes que fico on line, é pra tentar teclar com ele. Mas ele nunca está. Nessa noite sinto que ele vai está. Tenho a conversa toda projetada em minha mente. Não é nada demais. Queria só dizer como tenho passado desde sexta-feira. Mas assim que fico disponível não tenho coragem de iniciar uma conversa. Nem ele pretende falar comigo.

Puxo uma conversa com esse amigo já mencionado. Eu emprestei O Alquimista, um livro que já li algumas vezes e que pretendo ler outras. Fiquei com medo dele não gostar da leitura. Domingo à tarde, ele me disse que tava lendo algumas páginas por dia, uma vez que tinha dois livros para ler também. Contudo, agora a noite, ele me disse ter terminado o livro e ter adorado também. Nossa, como isso me deixou feliz.

Começamos a conversar sobre o livro. Minha alegria aumenta. Eu já estava meio sensibilizado com a leitura de O Aleph e com o encontro que tenho marcado para ocorrer esses dias vindouros, mas fico mais radiante ainda. Entrei no MSN para conversar com um colega, esse era meu objetivo, mas não consigo. Converso com esse amigo que eu nem esperava encontrar online e ele termina “substituindo” o desejo não alcançado.

Escrevo tudo isso no meu Twitter. Fico off-line. Saio da rede social mais balada do momento. Quando vou fechar meu Orkut, vejo o vídeo que ele me mandou. É da música "N" de Nando Reis. Desconhecia a canção. Espero o vídeo carregar e volto a ler O Aleph.

Depois começo a ver e ouvir o vídeo. Gosto nos primeiros instantes.

A letra, as imagens, contudo, me faz lembrar do relacionamento há poucos dias terminado. A imagem da minha ex Outra Parte vem à tona em cada estrofe da canção. Penso nela como se eu estivesse nos dias seguintes depois que a gente ficou pela primeira vez.

Confesso que ainda gosto dela. Hoje estamos amigos. Sou feliz com isso. Contudo, essa música abriu uma fenda que eu pensava está fechada. Reacendeu, ainda que em pequena proporção, um sentimento que já não alimentava mais.

Veja como são as coisas. No começo, esse amigou me deixou radiante de felicidade. Depois, mesmo sabendo que o propósito do vídeo é uma forma de demonstrar nossa amizade e a saudade que sentimos mutuamente, já que o refrão diz “espero que o tempo passe, espero que a semana acabe para que possa te ver de novo...”, o efeito produzido em mim foi outro.

Não vou deitar triste. Deito feliz. Só que ao encostar a cabeça estarei pensando “E agora como eu posso te esquecer? Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?”

2 comentários:

  1. "O passado é um fio, você puxa e ele vem à tona..." Esta minha frase é bem real, sempre me deparo com pequenos instantes de retorno ao morto, como dizemos em história, kkk... Quem sabe, Joel, quem sabe, um dia desses, o amor se encontra com o amor de verdade e não com a paixão.....
    Deixo para nós mais uma frase minha:
    "O amor é muitas vezes um encontro desencontrado!"

    Pax, velho amigo, pax!

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  2. "O amor é muitas vezes um encontro desencontrado!"


    disse tudo!!!

    te adoro!

    beijos!

    ResponderExcluir

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