quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um dia frio...




Nunca senti tanto frio como tenho sentido ultimamente em minha cidade. Tenho lembranças de períodos chuvosos por aqui. Mas de uma temperatura tão baixa acho que nunca experimentei como agora. Tem batido uma saudade do calor. Saudade de quando eu ficava em casa sem camisa, com shorts curto, quase pelado. Agora sempre estou de calça em casa. Às vezes, uso até meias nos pés.


Mesmo com saudade do calor eu gosto desse tempo. Sinto-me fragilizado. Fico mais sentimental. Sinto ausência de alguém que pudesse ver uma comédia romântica comigo na sala da minha casa, comendo pipoca ou bebendo algo que pudesse esquentar.


De repente vem a minha mente a música Ritmo da Chuva. Lembro de uma vizinha, quando eu era criança, que escutava essa canção sempre. Nesse dia frio e dia chuvoso aqui em Alagoinha ela veio como uma oração. Comecei a cantar e a colocar trechos dela no Twitter.


A cada gota que cai eu vejo meu amor. Um amor que ainda não existe. Que talvez nem tenha nascido. Mesmo assim eu vislumbro um sentimento correspondido na dança da chuva.


Falo com um amigo de uma paquera que descobri recentemente. Mas a idade é um fator que complica qualquer relação passional que possa nascer, pelo menos no momento presente. A resposta dele é que o amor não tem idade e nem sexo. Não precisa dizer que concordo com essa afirmação. Tá na minha cara e na minha vida.


A chuva continua cair. O frio intensifica-se. Penso que seria legal ter essa paquera aqui comigo, nos meus braços, no meu colo. Estou com uma vontade danada de mandar um sms ou ligar para ela. Mas estou no meu trabalho.


Por incrível que pareça a mulher que trabalha comigo começa a cantar Ritmo da Chuva. Ela nem imagina o que escrevo. Mas dizem, e eu acredito, que existe uma linguagem universal que todas as pessoas entendem. Em dia frio e chuvoso, acredito, ela se manifesta melhor. É a linguagem do amor. Por isso, ela canta essa música mesmo sem saber que passei a manhã todinha ouvindo-a e que estou com ela no pensamento e nas minhas emoções.

Chuva traz o meu benzinho, pois preciso de carinho...

Um dia frio. Um bom lugar para ler um livro. Um bom clima para amar.

2 comentários:

  1. "A cada gota que cai eu vejo meu amor. Um amor que ainda não existe. Que talvez nem tenha nascido. Mesmo assim eu vislumbro um sentimento correspondido na dança da chuva".

    A alma poética, mesmo em linguagem intimista não perde a sua essência. Devaneie, meu querido, viaje para as terras D´além d´alma! Amo-te!

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