A gente sonha cada besteira. Lembro de meus sonhos pueris. Sonhava beijando Xuxa. Outras vezes Angélica. Minhas "Tias" da Escolinha Infantil não ficavam de fora de meus devaneios inconscientes. Até hoje, com 20 anos, sonho coisas que não tem nada a ver, como dizem por aí, sem pé nem cabeça. Pois então, um dia desses, acho que foi no último sábado, num é que eu sonhei com "uma papa"? Não é papa de comer não. É papa de pontífice máximo da Igreja Católica. Só que era uma "papa", uma pontífica máxima da igreja Católica. No meu sonho era uma mulher madura, não velha, bonita e bem liberal. Liberal até demais. Se a Igreja não abre espaço no altar para as mulheres, já imaginou ela sendo liderada por uma? Uma representante de Cristo na terra? Que loucura! No seu pontificado, a Sua Santidade, não tinha nome no meu sonho, era a favor do aborto e do casamento gay. Já imaginou que heresia à Santa Madre? rsrsrsr. No meu sonho era assim. Uma de minhas irmãs disse que era o "Anti-Cristo". Seria melhor dizer a "Anta-Cristo"? Não sei, só sei que sonhei. Tem mais. Sonhei ministrando uma missa em frente a uma multidão. Nesse sonho maluco, o padre que sabe de minha tendência protestante, me oferecia o microfone e eu fazia uma oração. Sei não, visse? A gente sonha cada coisa...
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Minha Vida
Esse texto fez parte de uma dinâmica no treinamento do Brasil Alfabetizado em Alagoa Grande. A tarefa era fazer a sua biografia. Ai está a que fiz.
Em um belo dia de março, mais precisamente, 28, de 1987, quando o sol nasceu mais alegre, quando o canto dos pássaros estava mais harmônico, quando a natureza mais exuberante, o casal João Pereira Cavalcante e Maria do Carmo Martins estavam prestes a ter uma grande alegria: o meu nascimento.
Acho que dispensa comentar a maneira como fui forjado pelo amor. O lugar não sei. Eles não me disseram. Contudo, por volta das 4 horas da tarde, na cidade de Guarabira, eu vinha a esse mundo influenciar as pessoas e ser por elas influenciado.
Como o passar dos dias, semanas, meses e anos fui crescendo e me dando conta que vivo num mundo cheio de contrastes, desigualdades, injustiças. Que nesse mesmo mundo existe pessoas amigas tanto quanto inimigas.
Nunca na história da minha vida havia sequer sonhado sendo professor. Mas hoje sou. O desejo começou quando ingressei na Escola Normal de Alagoa Grande em 2003. Apesar de não ter concluído o curso, ele me ajudou a pensar sobre a educação. Em 2005, ingresso no curso de História da UEPB. Fui tendo mais contato com textos sobre educação e o desejo por ela foi aumentando.
Em 2007, na mesma Escola que eu havia estudado a segunda fase do ensino fundamental e o ensino médio, entrei como professor, para surpresa de muitos. Não fui um aluno daqueles que se pode dizer exemplar. Hoje vejo o quanto vi meus professores sofrer, e sinto na pele.
Hoje com 20 anos, neste local, tenho a oportunidade de me capacitar, para ajudar aqueles e aquelas, que foram no momento adequado excluídos e excluídas do processo educacional, o que muito me honra.
Espero com isso pode ajudar o nosso país a ser menos injusto, menos corrupto, menos excludente, até porque ser alfabetizado vai além do que simplesmente decodificar letras, saber escrever. Ser alfabetizado num país onde uma minoria domina é saber ler o Brasil e escrever uma nova história para os próximos anos.
Sou sonhador! Quem me conhece sabe disso. Já me compararam (e gostei da comparação) com o “fantástico mundo de Boby”. Mas, como disse um escritor, a vida sem sonhos é com uma noite sem estrelas.
Alagoa Grande, 03 de dezembro de 2007
Em um belo dia de março, mais precisamente, 28, de 1987, quando o sol nasceu mais alegre, quando o canto dos pássaros estava mais harmônico, quando a natureza mais exuberante, o casal João Pereira Cavalcante e Maria do Carmo Martins estavam prestes a ter uma grande alegria: o meu nascimento.
Acho que dispensa comentar a maneira como fui forjado pelo amor. O lugar não sei. Eles não me disseram. Contudo, por volta das 4 horas da tarde, na cidade de Guarabira, eu vinha a esse mundo influenciar as pessoas e ser por elas influenciado.
Como o passar dos dias, semanas, meses e anos fui crescendo e me dando conta que vivo num mundo cheio de contrastes, desigualdades, injustiças. Que nesse mesmo mundo existe pessoas amigas tanto quanto inimigas.
Nunca na história da minha vida havia sequer sonhado sendo professor. Mas hoje sou. O desejo começou quando ingressei na Escola Normal de Alagoa Grande em 2003. Apesar de não ter concluído o curso, ele me ajudou a pensar sobre a educação. Em 2005, ingresso no curso de História da UEPB. Fui tendo mais contato com textos sobre educação e o desejo por ela foi aumentando.
Em 2007, na mesma Escola que eu havia estudado a segunda fase do ensino fundamental e o ensino médio, entrei como professor, para surpresa de muitos. Não fui um aluno daqueles que se pode dizer exemplar. Hoje vejo o quanto vi meus professores sofrer, e sinto na pele.
Hoje com 20 anos, neste local, tenho a oportunidade de me capacitar, para ajudar aqueles e aquelas, que foram no momento adequado excluídos e excluídas do processo educacional, o que muito me honra.
Espero com isso pode ajudar o nosso país a ser menos injusto, menos corrupto, menos excludente, até porque ser alfabetizado vai além do que simplesmente decodificar letras, saber escrever. Ser alfabetizado num país onde uma minoria domina é saber ler o Brasil e escrever uma nova história para os próximos anos.
Sou sonhador! Quem me conhece sabe disso. Já me compararam (e gostei da comparação) com o “fantástico mundo de Boby”. Mas, como disse um escritor, a vida sem sonhos é com uma noite sem estrelas.
Alagoa Grande, 03 de dezembro de 2007
domingo, 9 de dezembro de 2007
Vida...
Recebi um recado no Orkut de uma aluna.
É um daqueles que são colados, portanto não foi feito por ela.
Mas, ele me deixou reflexivo.
"Você nasce sem pedir
e morre sem querer!
Aproveite o intervalo!".
Junto com o recado tem a imagem de uma jovem com um girassol na mão.
A vida é mesmo efêmera. Ela acaba num fechar de olhos.
Não gosto de ir a enterros de pessoas jovens porque estão no intróito da vida.
A semana passada durante o treinamento conheci uns caras bacanas. Durantes uma das várias conversas que tivemos, falávamos da morte. Um amigo de Serra Redonda me contava de alguns afogamentos que teve em sua cidade de pessoas jovens. Tudo parecia normal, mas de repente um mergulha depois de comer pirão... Outro havia sindo operado no peito, foi nadar e faltou forças no meio do açude...
A vida é muito, muito curta.
Dizem que não existe verdade absoluta, mas essa é uma.
É importante aproveitar cada instante, cada minuto, cada segundo, porque por mais que possa parecer irrelevante ele é único, singular, aconteceu e não volta mais.
Para que então se preocupar com coisas tão pequenas, sem valor, se a vida está ai pra ser vivida com intensidade???
Por mais que ela possa parecer chata ela é única. Deus nos deu para vivê-la com afinco, dedicação, amor, paixão...
Viva a vida!!!!!!!
É um daqueles que são colados, portanto não foi feito por ela.
Mas, ele me deixou reflexivo.
"Você nasce sem pedir
e morre sem querer!
Aproveite o intervalo!".
Junto com o recado tem a imagem de uma jovem com um girassol na mão.
A vida é mesmo efêmera. Ela acaba num fechar de olhos.
Não gosto de ir a enterros de pessoas jovens porque estão no intróito da vida.
A semana passada durante o treinamento conheci uns caras bacanas. Durantes uma das várias conversas que tivemos, falávamos da morte. Um amigo de Serra Redonda me contava de alguns afogamentos que teve em sua cidade de pessoas jovens. Tudo parecia normal, mas de repente um mergulha depois de comer pirão... Outro havia sindo operado no peito, foi nadar e faltou forças no meio do açude...
A vida é muito, muito curta.
Dizem que não existe verdade absoluta, mas essa é uma.
É importante aproveitar cada instante, cada minuto, cada segundo, porque por mais que possa parecer irrelevante ele é único, singular, aconteceu e não volta mais.
Para que então se preocupar com coisas tão pequenas, sem valor, se a vida está ai pra ser vivida com intensidade???
Por mais que ela possa parecer chata ela é única. Deus nos deu para vivê-la com afinco, dedicação, amor, paixão...
Viva a vida!!!!!!!
Ainda é muito cedo. Tenho muitas coisas pra fazer hoje: lavar minhas roupas, corrigir trabalhos, ajeitar notas de alunos...
E estou morrendo de calor. Parece que são meio-dia e que estou no ar livre. Sobre meu corpo o suor escorre. Bate aquela sensação de sufocamento. O calor está imenso.
O pior é que a tendência é piorar. E pior ainda é que sou cupado por isso, além de toda a humanidade que vive hoje.
O que posso fazer para barrar ou minimizar o aquecimento global? Sei que minha ação isolada não vai fazer nenhum efeito, mas todos já ouviram falar da estória da andorinha que tava tentando apagar um incêndio com a água que conseguia levar no seu bico... Felizmente, muita gente tem se conscientizado sobre a questão. As discussões estão na mídia, conferências, congressos... Temos, contudo, que agir logo para que esse calor que estou sentindo, às 8: 52hs, não aumente ainda mais.
E estou morrendo de calor. Parece que são meio-dia e que estou no ar livre. Sobre meu corpo o suor escorre. Bate aquela sensação de sufocamento. O calor está imenso.
O pior é que a tendência é piorar. E pior ainda é que sou cupado por isso, além de toda a humanidade que vive hoje.
O que posso fazer para barrar ou minimizar o aquecimento global? Sei que minha ação isolada não vai fazer nenhum efeito, mas todos já ouviram falar da estória da andorinha que tava tentando apagar um incêndio com a água que conseguia levar no seu bico... Felizmente, muita gente tem se conscientizado sobre a questão. As discussões estão na mídia, conferências, congressos... Temos, contudo, que agir logo para que esse calor que estou sentindo, às 8: 52hs, não aumente ainda mais.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Essa semana foi extenuante pra mim.
Estive até hoje em Alagoa Grande, cidade próxima à minha, num treinamento do Brasil Alfabetizado, programa do governo para a educação de jovens e adultos.
Conheci pessoas maravilhosas. Me diverti bastante. Tive uma professora até quarta-feira que era tudo, mas ela foi embora. Na quinta, a que veio em seu lugar, era tudo e mais um pouco.
Aprendi muito. Bastante.
Amanhã eu posto o texto que fiz sobre minha vida na formação.
Sim, ia me esquecendo: até amanhã, sábado, estarei lá.
Estive até hoje em Alagoa Grande, cidade próxima à minha, num treinamento do Brasil Alfabetizado, programa do governo para a educação de jovens e adultos.
Conheci pessoas maravilhosas. Me diverti bastante. Tive uma professora até quarta-feira que era tudo, mas ela foi embora. Na quinta, a que veio em seu lugar, era tudo e mais um pouco.
Aprendi muito. Bastante.
Amanhã eu posto o texto que fiz sobre minha vida na formação.
Sim, ia me esquecendo: até amanhã, sábado, estarei lá.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007

São 23:11 hs.(no meu estado não tem horário de verão, portanto ainda é quarta-feira) Acabei de terminar de ler um texto sobre "A estrutura de poder na Paraíba". Até 22:30, estava assistindo o "Diálogo Brasil" na NBR (A TV do governo federal, como diz a propaganda), a primeria coisa que prestei atenção foi na falta de Florestan Fernandes Jr., quem tava apresentando era aquele cara da BAND. Será que Florestan foi demitido? Está de férias? O programa discutia a situação do PSDB após a convenção de quarta-feira da semana passada, com o presidente da legenda em SP e dois cientistas políticos. Nem sei porque estou falando nisso. É na verdade só pra deixar algo no meu blog escrito. Seria melhor falar dessa linda flôr. Achei quando digitei a palavra sei lá no Google imagens. É linda, não é? Me dá uma sensação de segurança, de esperança, de amor pela vida. A propósito, a natureza me faz amar mais a vida. Ela revela, segundo a bíblia, a grandeza divina, por isso, sempre fico extasiado quando estou em contato com ela. Não há espaço melhor pra se ter comunhão com o Criador do que a natureza, a fauna, a flora, os rios, o mar, o fogo, as pedras... Todos esses elementos louvam, do seu modo, a Deus. Mas, voltando a imagem acima: ela me faz sentir paz e vislumbrar um mundo melhor, razão pela qual continuo existindo.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
A Venezuela tem sido alvo de uma campanha sórdida perpetrada pela grande mídia. É lamentável. As idéias imperialistas, dominadoras, dos Estados Unidos, encontram bastante eco na imprensa nacional. Hugo Chávez, presidente democraticamento reeleito com um grande número de votos, numa eleição que teve observadores internacionais que não encontraram nada de errado nela, é sempre acusado de ser ditador. Acho que a compreensão do que seja uma ditadura não é clara pra esses jornalistas e para deputados do DEM, do PSDB e PPS. O DEM tem uma posição bem interessante. Foi o sustentáculo da ditadura militar, a ARENA. Mudou pra PDS. Mudou de novo pra PFL. E novamente muda agora pra DEM. Eles acusam Chávez de ser ditador, kkkkkkkkkk. Como são hipócritas! Toda a imprensa, a grande imprensa, a imprensa que defendeu a ditadura militar como as Organizações Globo, estão criticando o plebiscito que o povo venezuelano está preste a votar. Ora, como é que uma ditadura faz plebiscito, faz uma consulta popular? Aliás, esse não é o primeiro do governo chavista. O que fica patente é que todos os que criticam Chávez são pessoas ligadas à direita, sempre estiveram na elite, e tem, portanto, que fazer de tudo (como fazem) pra manter o status quo. O povo venezuelano é soberano, livre, está feliz com o governo atual, e tem o direito de ter o governo que achar ser melhor pra sua terra. Nós, em absoluto, temos o direito de intromissão nos destinos de outros países, do contrário, corremos o risco de sermos iguais aos EUA que tanto criticamos. Abaixo está um documento (que recebi por e-mail) de apoio ao povo venezuelano e que esclarece muita coisa melhor, sem dúvida, do que eu.
SOLIDARIEDADE AO POVO VENEZUELANO
A autodeterminação dos povos e o respeito à soberania nacional inspiram as organizações brasileiras abaixo assinadas a se solidarizarem com o plebiscito em curso na Venezuela, convocado com legitimidade pelas autoridades e instituições democraticamente constituídas pelo voto popular, a partir de um amplo processo de debate em todo o país, desde os bairros populares ao poder legislativo.
Repudiamos a notória campanha de propaganda articulada internacionalmente pelo grande capital contra a Venezuela, baseada na mentira e na manipulação, com o objetivo de desestabilizar seu governo e o processo de mudanças progressistas majoritariamente respaldado pelo seu povo. Esta torpe campanha coloca em relevo a necessidade de aprofundarmos a luta pela democratização dos meios de comunicação.
A classe dominante brasileira, através de seus partidos e da maioria dos órgãos de informação, que só veiculam o pensamento único neoliberal, participa ativamente desta campanha golpista contra o processo revolucionário venezuelano, pois sabe que, no plebiscito do próximo dia 2 de dezembro, trava-se importante batalha, em âmbito mundial, e em particular na América Latina, na luta contra o imperialismo e por um mundo igualitário, sem miséria nem exploração.
A vitória do SIM naquela legítima consulta popular assusta a todos aqueles que querem manter intactos os seus privilégios, à custa da miséria da maioria da população mundial.
Assim sendo, conclamamos o povo, o governo e as instituições brasileiras a se manifestarem pelo respeito à vontade majoritária dos nossos irmãos venezuelanos e à sua determinação de contribuir para a integração soberana da América Latina.
Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2007
PCB - Partido Comunista Brasileiro
PCdoB – Partido Comunista do Brasil
PCR – Partido Comunista Revolucionário
PDT – Partido Democrático Trabalhista
PH – Partido Humanista
PSB – Partido Socialista Brasileiro
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
PT – Partido dos Trabalhadores
Casa da América Latina
Centro Cultural Antonio Carlos de Carvalho
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino
Círculos Bolivarianos Leonel Brizola
Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes
Federação das Associações de Moradores do RJ
Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST)
SOLIDARIEDADE AO POVO VENEZUELANO
A autodeterminação dos povos e o respeito à soberania nacional inspiram as organizações brasileiras abaixo assinadas a se solidarizarem com o plebiscito em curso na Venezuela, convocado com legitimidade pelas autoridades e instituições democraticamente constituídas pelo voto popular, a partir de um amplo processo de debate em todo o país, desde os bairros populares ao poder legislativo.
Repudiamos a notória campanha de propaganda articulada internacionalmente pelo grande capital contra a Venezuela, baseada na mentira e na manipulação, com o objetivo de desestabilizar seu governo e o processo de mudanças progressistas majoritariamente respaldado pelo seu povo. Esta torpe campanha coloca em relevo a necessidade de aprofundarmos a luta pela democratização dos meios de comunicação.
A classe dominante brasileira, através de seus partidos e da maioria dos órgãos de informação, que só veiculam o pensamento único neoliberal, participa ativamente desta campanha golpista contra o processo revolucionário venezuelano, pois sabe que, no plebiscito do próximo dia 2 de dezembro, trava-se importante batalha, em âmbito mundial, e em particular na América Latina, na luta contra o imperialismo e por um mundo igualitário, sem miséria nem exploração.
A vitória do SIM naquela legítima consulta popular assusta a todos aqueles que querem manter intactos os seus privilégios, à custa da miséria da maioria da população mundial.
Assim sendo, conclamamos o povo, o governo e as instituições brasileiras a se manifestarem pelo respeito à vontade majoritária dos nossos irmãos venezuelanos e à sua determinação de contribuir para a integração soberana da América Latina.
Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2007
PCB - Partido Comunista Brasileiro
PCdoB – Partido Comunista do Brasil
PCR – Partido Comunista Revolucionário
PDT – Partido Democrático Trabalhista
PH – Partido Humanista
PSB – Partido Socialista Brasileiro
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
PT – Partido dos Trabalhadores
Casa da América Latina
Centro Cultural Antonio Carlos de Carvalho
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino
Círculos Bolivarianos Leonel Brizola
Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes
Federação das Associações de Moradores do RJ
Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST)
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
"Eu sei, mas não devia"
Vez por outra acesso o site de Ricardo Gondim. É ótimo. Sempre encontro mensagens, poesias maravilhosas, suas ou de autores que ele admira. Achei lindo esse poema de Marina Colasanti. Acostumar-se é foda!, como dizem os mais libertinos. Já imaginou como o mundo seria bem melhor se a gente não se acostumasse com a corrupção? Por exemplo, em nosso país, se fóssemos às ruas a cada escândalo, denúncia, caso de desvio, quebra de decoro... estaríamos do mesmo jeito? Acredito que não. Em absoluto. Mas, não só nos acostumamos, como também renovamos o mandato daqueles que deveriam nos defender, contudo, só defenderam seus interesses. É preciso (re)agir! Gritar! Não se calar! O "Por que não te calas", que o imbecil do Rei da Espanha disse a Chávez não deve, jamais, está presente em nossas vidas! Lá vai o poema:
"Eu sei, mas não devia"
EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma
"Eu sei, mas não devia"
EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma
domingo, 25 de novembro de 2007
Não tenho medo da morte. Falo da morte em si. Não. De jeito nenhum. Acho que a gente deveria comemorá-la como muitos povos fazem, com festas, banquetes, danças. Ela é única certeza que temos. Ateus, deístas, teístas... todos tem essa certeza. Não tenho medo da morte, mas de uma morte precoce tenho. Morrer jovem... Fico triste sempre que morre uma pessoa na sua juventude, não que as outras não tenham valor, é que os jovens estão no limiar da vida, cheios de sonhos, planos, desejos... Sexta-feira, peguei uma virose brava junto com uma crise de garganta. Pensei que ia morrer. Sério. Cheguei a chorar. Tenho tantos sonhos... Nem 1% chegei a realizar. Meu corpo ardia de febre. Minha garganta doia tanto que mal consegui comer... Meu sono foi uma lástima... Não sonhava coisa com coisa. Cheguei até a delirar, meu pai e minha mãe ouviram tudo... Mas, graças a Deus estou bem melhor. Pronto pra continuar a jornada e lutar por meus sonhos!
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Nossa!, minhas forças estão fracas. Minha energia sem força. Minha paixão sem desejo. Desde a semana passada que estive na Universidade - Campus III - fazendo campanha para o DCE. Conheci pessoas legais. Espero que a amizade permaneça depois de ter acabado a campanha. Falei nas classes, coisa que ainda não tinha feito. Disseram que meu discurso é bom, rsrsrrs. Talvez seja, talvez seja só um apoio dos amigos.
Ontem foi o zênite de tudo. Dia da eleição. Dia da decisão. Por conseguinte, último dia de campanha. Fiz de tudo que era possível fazer.
Mas a vida não é só de vitórias. O que seria delas se não hovesse as perdas? Não teria nenhum valor. Perdemos e eleição do DCE. Contudo,
o Movimento Levante vai continuar firme.
E no ano que vem tem eleição de novo!!!!!!!!!
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