quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Minha Vida

Esse texto fez parte de uma dinâmica no treinamento do Brasil Alfabetizado em Alagoa Grande. A tarefa era fazer a sua biografia. Ai está a que fiz.

Em um belo dia de março, mais precisamente, 28, de 1987, quando o sol nasceu mais alegre, quando o canto dos pássaros estava mais harmônico, quando a natureza mais exuberante, o casal João Pereira Cavalcante e Maria do Carmo Martins estavam prestes a ter uma grande alegria: o meu nascimento.
Acho que dispensa comentar a maneira como fui forjado pelo amor. O lugar não sei. Eles não me disseram. Contudo, por volta das 4 horas da tarde, na cidade de Guarabira, eu vinha a esse mundo influenciar as pessoas e ser por elas influenciado.
Como o passar dos dias, semanas, meses e anos fui crescendo e me dando conta que vivo num mundo cheio de contrastes, desigualdades, injustiças. Que nesse mesmo mundo existe pessoas amigas tanto quanto inimigas.
Nunca na história da minha vida havia sequer sonhado sendo professor. Mas hoje sou. O desejo começou quando ingressei na Escola Normal de Alagoa Grande em 2003. Apesar de não ter concluído o curso, ele me ajudou a pensar sobre a educação. Em 2005, ingresso no curso de História da UEPB. Fui tendo mais contato com textos sobre educação e o desejo por ela foi aumentando.
Em 2007, na mesma Escola que eu havia estudado a segunda fase do ensino fundamental e o ensino médio, entrei como professor, para surpresa de muitos. Não fui um aluno daqueles que se pode dizer exemplar. Hoje vejo o quanto vi meus professores sofrer, e sinto na pele.
Hoje com 20 anos, neste local, tenho a oportunidade de me capacitar, para ajudar aqueles e aquelas, que foram no momento adequado excluídos e excluídas do processo educacional, o que muito me honra.
Espero com isso pode ajudar o nosso país a ser menos injusto, menos corrupto, menos excludente, até porque ser alfabetizado vai além do que simplesmente decodificar letras, saber escrever. Ser alfabetizado num país onde uma minoria domina é saber ler o Brasil e escrever uma nova história para os próximos anos.
Sou sonhador! Quem me conhece sabe disso. Já me compararam (e gostei da comparação) com o “fantástico mundo de Boby”. Mas, como disse um escritor, a vida sem sonhos é com uma noite sem estrelas.

Alagoa Grande, 03 de dezembro de 2007

Um comentário:

  1. Concordo Joel, nós temos que sonhar mesmo, pois sonhar é ter esperanças e como dizia Mário Lago: "Quando o homem perder a capacidade de ter esperança, pode apagar o arco-íris"

    Abraços!

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