sábado, 7 de junho de 2008

Estranho no cotidiano


Meu dia-a-dia é incerto.
É claro que na vida não temos certezas absolutas.
Um dia estou de bem com a vida.
Outro dia me sinto um estrangeiro que sofre xenofobia dela.
Sou estranho na minha casa, no meu trabalho, na minha igreja, na minha cidade, no mundo virtual.
Nesses dias me sinto como quem partiu ou morreu, como canta Chico Buarque.
Talvez a morte fosse o melhor remédio para essa sensação.
Mas se em passando por essa experiência eu me sentisse estranho na outra vida também?
Não, não quero a morte.
Agora não.
Ainda não me cansei da vida.
Já tive ressacas dela, mas passa.
Por que sinto estranheza no viver?
Será que não vivo?
Será que vegeto?
Não, eu vivo sim.
Posso não viver plenamente a existências pelos interditos morais, religiosos, mentais e culturais que tenho.
É claro que não vegeto!
Trabalho, estudo, sou filiado a um partido político, participo da vida comunitária.
Mesmo assim, me sinto como alguém que parte, que perde uma parte de si, que perde seu horizonte de sentidos.
Por quê?
Não sei dizer.
Se você souber, me ajude a me entender!

2 comentários:

  1. Todos nos sentimos como vc!

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  2. oieee,desculpa a xereteice,mas sem querer achei vc no google..ééé,procurava uma imagem de um homem solitário,dai apareceu a foto desse home ai..hohoh

    ia pegar emprestada,mas nem ia dar mto certo com o texto,dia resolvi passar e deixar um oi
    ;)


    belo texto,a proposito!

    ResponderExcluir

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