terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sacrifício para alunos (as): Execução do Hino Nacional nas escolas do ensino fundamental passa ser obrigatória


Quando eu era piralho e estudava na Escola Joaquina Moura cantava sempre o hino nacional. Depois, quando entrei na segunda fase do ensino fundamental, a gente só cantava o hino nacional na semana da pátria (toda semena não é semana da pátria?). Muitos brasileiro não sabem cantar o hino completo. Vanusa Leão que o dia! Eu fico olhando algumas solenidades pela televisão e vejo muitos políticos e empresários que nem cantam a letra toda. É muito grande. Coitado dos estudantes que agora vão ser obrigados a cantar o hino toda semana.
A lei com a obrigação foi sancionada nesta segunda (21) pelo presidente em exercício, José Alencar, que recebeu alta médica no último sábado (19). A autoria da proposta é do deputado federal Lincoln Portela (PR-MG). Em 2009, a letra do hino, escrita por Joaquim Osório Duque Estrada, completou 100 anos.
Com todo respeito, mas bem que poderia ser feito outro hino com uma letra menor!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Terça-feira.
Acordei bem cedo hoje. Fui para academia, às 5:30h. Malhei. Suei. Despertei meu corpo. Me sinto disposto para o que o dia me reserva.
Tenho que fazer, junto com minha irmã, um artigo sobre uma drag queem e a Teoria Queer. A drag é o símbolo dos estudos Queer, que desestabiliza a visão essencialista da sexualidade. Gosto muito desta Teoria, ela debelou minhas inquietações sexuais. Depois vou postar algo sobre essa Teoria.
Terminei ontem dois outros artigos que vou apresentar em dois eventos. Um é sobre uma Igreja Gay que surgiu no Rio de Janeiro, a Cristã Contemporânea. Esse vou apresentar no dia 23 em Campina Grande. O outro eu falo sobre as benzedeiras de minha cidade. Esse apresentarei no mês que vem em João Pessoa junto com o da drag.
A noite vou ter que ir pra faculdade só para pegar um número de telefone.
Esperoquetudodêcerto.

domingo, 6 de setembro de 2009

Lembranças de um amor virtual


Ontem lembrei de você!
Eu lembro de você todos os dias.
Mas ontem lembrei de uma forma especial, no momento singular, ouvindo duas músicas linda.
Era fim de tarde.
O crepúsculo já no fim.
Eu estava sentado na varanda de minha casa provisória (já que a outra está sendo ampliada e reformada).
De repente começo a ouvir as músicas que estão no meu celular.
Duas delas levou meu pensamento a você.
Gosto de Limão com Mel. A própósito, um dia quando a gente teclava, eu falei pra você de uma música dessa banda, lembra? Era "Metade da Metade". Naquele tempo nosso amor existia.
Mas as duas músicas que estão no meu celular são: "Minha vida sem você" e "Não quero mais".
Olha as letras:

Minha vida sem você

Não quero o fim
Desse amor
Não suporto essa dor
Diz pra mim
Que não é o fim

Só você
Que eu amei
Meu amor te entreguei
Só você é tudo pra mim
Se eu te fiz
Chorar
Sem querer magoar
Te fiz sofrer
Não me deixe assim

Eu não dei valor a tudo
Que eu vivi com você
Fui um bobo te enganei
Só agora eu posso ver

Minha vida sem você
Já não tem sentido algum
Volta vem me traz a paz
Minha vida sem você
Não tem sentido algum

Não dá
Não vale a pena
Minha vida sem você


Pois é! Você me dava sentido. Você ocupava meus pensamentos quando eu ia pra escolar ensinar. Você me fez fazer planos, sonhar os sonhos mais loucos e ao mesmo tempo mais excitantes possíveis. Mas vou te mostra a outra letra.

Não quero mais


Eu não posso mais...
Eu não quero mais...
Viver sem ter você sem ter você
Volta vem me traz,traz a minha paz
Pra esse amor me faz viver
Eu não quero mais...
Eu não posso mais...
Viver sem ter você
Volta vem me traz
Traz a minha paz
Pra esse amor
Me faz viver
Não vou viver assim
Você longe de mim
Eu te amo
Te quero até o fim
Vou buscar esse amor
Sei que nada acabou
Então vem, eu juro sem você
Sofro tão só
Você é pra mim
Como um sonho em enfim
Você é meu sol, sempre a brilhar
Só você não vê
O nosso amor morrer
Abro o coração, vem me amar
Não vou viver assim...


Volta vem me traz,traz a minha paz! É tudo o que eu mais quero. É o que me falta. Nas outras coisas estou bem. No trabalho, não obstante os problemas e não ser o que quero, vou bem. No curso, ah no curso, foi através da História que te vi, te conheci, lá em Salvador, naquele encontro de estudantes, mas só depois, pelo Orkut e Msn, é que nos falamos. Lembrei agora da foto que você mandou pro meu e-mail. Você estava com sua galera, e coincidência ou não, eu passo na hora e saio na foto. Mas como eu estava falando. No curso vou bem. Fim de ano termino. Quero que você esteja no meu baile de formatura. No aspecto religioso vou bem, e muito bem. Me encontrei na Igreja Católica. Hoje me sinto mais completo, mais pleno, mais preenchido em minhas inquietações espirituais. Se naquela época eu fosse católico, as coisas teriam, certamente, tido outro rumo. Com minha família também estou bem. Falta só você. Traz a minha paz, traz o amor que foi embora e nunca mais voltou.
Não sei como está a sua vida. Não sei se você tá namorando. Sei que esse amor se perdeu, restando a ele a lembrança e a saudades, pelo menos de minha parte, não sei se você sente o mesmo.
Lembrei, ao ouvir essas músicas, de nossas conversas malucas, quando a gente imaginva situações que pela distância não dava, naquele momento, para vivenciá-las. Lembrei das vezes que eu te jogava na areia do mar e beijava teu corpo por inteiro, sentindo tua respiração, com os nossos corpos se envolvendo de tal forma que não mais duas pessoas ali, mas uma.
Lembrei das vezes que te tinha em meu colo, por entre as minhas pernas, olhando lá longe o infinitude do mar.
Ah, que saudades de você!
Mas um dia a gente se encontra.
Sei que não vai rolar o que a gente desejava tão intensamente, porque o mundo girou muito e você, talvez, já tenha constituído família.
Mas uma cerveja, ou melhor, um vinho a gente toma juntos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O jogral de Nossa Senhora - Paulo Coelho



Conta uma lenda medieval que, com o Menino Jesus nos braços, Nossa Senhora resolveu descer à Terra e visitar um mosteiro.

Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um postava-se diante da Virgem, procurando homenagear a mãe e o filho. Um declamou belos poemas, outros mostraram suas iluminuras para a bíblia, um terceiro disse o nome de todos os santos. E assim por diante, monge após monge mostrou seu talento e sua dedicação aos dois.

No último lugar da fila havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca havia aprendido os sábios textos da época. Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.

Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.

Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmãos, ele tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo malabarismos – que era a única coisa que sabia fazer.

Foi só neste instante que o Menino Jesus sorriu, e começou a bater palmas no colo de Nossa Senhora. E foi para ele que a Virgem estendeu os braços, deixando que segurasse um pouco a criança.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Minha experiência na Igreja Universal do Reino de Deus


Eu estava no sítio de meus avôs. Era 1999. Naquela época eu sempre costumava passar os fins de semana no sítio. Os banhos de barragem, as subidas nos pés de siriguela, nos pés de manga, nas jaqueiras, nos cajuzeiros, o espaço livre para fazer o que bem entendesse, pra brincar com a cachorrada, pra ficar no chiqueiro dos bodes, eram tantas as coisas para ser fazer no sítio que a cidade, para mim, era de somenos em comparação com aquele espaço rural. Um de meus tios chega da cidade falando da inauguração de uma nova Igreja. Sempre fui, desde criança, interessado na religião dos crentes. Fico curioso e pergunto o nome da Igreja, quando soube que era a Universal fico doido para ir embora. Era domingo, e a inauguração seria a noite. À tarde fui para casa.

A Igreja Universal foi inaugurada no antigo cinema da cidade, bem próximo de minha casa. A propósito, uma grande parte dos templos da IURD é em antigos cinemas. Chego já na parte final da reunião. Estava lotado o local. Depois de uma música, o pastor entrega um envelope para na próxima reunião às pessoas levarem uma oferta de dez reais. Na reunião seguinte volto. Era a "Reunião dos Empresários" destinada a todos que queriam sair da miséria e virar um grande empresário, uma pessoa rica, próspera financeiramente.

Uma liturgia estranha para mim. Na infância eu sempre ia para a Assembléia de Deus, única Igreja evangélica na cidade. Lá o culto era movido a muitos hinos, pregações, aleluias, glórias, línguas estranhas. Na Universal era mais simples. Não havia teclado, violão ou bateria. O pastor cantava sozinho as músicas enquanto a gente acompanhava batendo palmas.

Pouco a pouco fui me adaptando naquela Igreja. Sempre estava presente nas reuniões (lá eles não chamam cultos como nas outras Igrejas evangélicas). Quando dei por mim estava envolvido até o pescoço na Universal.

Eu não tinha dinheiro para dar. Mas o pouco que meu pai me dava eu ofertava na Igreja porque Deus tinha que me abençoar, afinal de contas assim dizia na Bíblia. Fui aprendendo que a fé era para ser demonstrada através do sacrifício. No passado, no tempo de Abraão, as pessoas sacrificavam a Deus com animais. No nosso tempo ninguém mata mais animais, o sacrifício hodierno deve ser feito com dinheiro, nosso bem mais precioso. Através da oferta, do dízimo e do sacrifício em dinheiro Deus nos abençoa, Deus está obrigado a abrir as janelas dos céus e derramar bênçãos sem medidas sobre os que a Ele são fiéis.

Era essa a Teologia que fui aprendendo e vivenciando na minha adolescência ainda precoce.

Os rituais para a purificação da casa, como jogar sal em toda a casa, colocar um galho de arruda consagrado em algum local, ungir com óleo os móveis, a carteira, as paredes, tudo isso para afastar os demônios do lar, me ajudavam.

Depois de um tempo me tornei colaborador da Igreja. Era um voluntário. Ajudava nas reuniões, na limpeza, no trabalho em geral da Igreja. Os primeiros calos de minhas mãos não foram por causa das masturbações, mas porque um dia tive, junto com outros colaboradores e obreiros, de fazer a limpeza no quintal do antigo cinema e cortar um pé enorme de acerola. Com o tempo me tornei obreiro. Era um voluntário mais avançado na Igreja. Eu já podia expulsar os demônios das pessoas e fazer outras coisas a mais.

Quando chegava o tempo da Fogueira Santa de Israel, o tempo do sacrifício maior na Igreja, eu já me envolvia para participar. Uma vez o pastor nos ajudou a fazer esse sacrifício. Comprou material para que a gente fizesse desinfetante e fosse vender para cumprir nosso voto-sacrifício para Deus nos abençoar. Sai pelas ruas da cidade, pelos sítios, até pra cidades vizinhas, vendendo desinfetante para a Fogueira Santa. Só para explicar: a Fogueira Santa de Israel não é uma fogueira feita para queimar dinheiro em algum monte na Terra Santa. Você faz um sacrifício, normalmente o menor é de um salário mínimo, escreve num papel que vem junto do envelope seus pedidos a Deus, e esse papel é levado para queimar em Israel. O dinheiro é revertido para ajudar a obra de Deus na terra. Os testemunhos na Rede Aleluia das pessoas pobres, falidas, sem sorte e que ficaram, após ter participado do Sacrifício, ricas, prósperas e cheias de carros, casas e empresas alimentavam a esperança no meu coração e no dos demais membros da Igreja. Deus faz, basta à gente sacrificar!

Depois de um tempo foi aberto um núcleo da Igreja em Canafístula, distrito de Alagoa Grande. No começo eu ia auxiliar outro obreiro nas reuniões de lá. Depois assumi as reuniões. Isso aconteceu com apensa quartoze anos de idade! Detalhe: a gente ia de bicicleta, a Igreja não bancava passagens para obreiros. Depois fomos a Cuitegi, uma cidade vizinha. A gente pegava carona. Uma vez, estava eu e outro obreiro, por volta das sete e tantas da noite, esperando carona na beira da rodovia em Cuitegi. Um senhor vem todo alegre nos socorrer. Durante o trajeto percebi que não se tratava de carona, mas um táxi; assim que chegamos à cidade descemos rápido, agradecemos à carona e nem olhamos para trás. Foi um dos maiores vexames que passei na minha vida.

2002. As eleições chegaram. A Igreja lançou o pastor Fausto Oliveira como candidato a deputado estadual. Para deputado federal a Igreja apoiou o pastor Philemon Rodrigues, que vinha de Minas Gerais já com três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, mas voltava a Paraíba. Foi que começou a minha desgraça na Universal. Eu sempre fui muito politiqueiro. Inclusive as pessoas já sabiam que eu poderia ser o candidato a vereador da Igreja quando chegasse à idade certa. Mas eu não ia muito com a cara do Philemon. Desde que vi uma reportagem sobre ele na TV Câmara, falando que durante um dia ele mudou de partido quatro vezes, passei a vê-lo como safado. Na mesma época outro pastor era candidato a deputado federal. Esse tinha uma rádio evangélica em João Pessoa e era muito estimado por vários ouvintes na Paraíba, inclusive por mim. Optei por ele. E olha que eu nem votava nessa época, mas já tinha uma posição política firme! O pastor não gostou. Numa tarde de domingo ele reuniu os obreiros, colaboradores e outros membros para que a gente fizesse campanha nas ruas da cidade. E fez questão de citar minha dissidência para Federal. Disse que se fosse para continuar assim era melhor eu sair da Igreja. Na mesma hora fingi que ia ao banheiro, mas mudei de destino e fui direto para casa, para nunca mais voltar. Da mesma forma que tinha entrado num domingo de 1999 naquela Igreja, foi num domingo de agosto de 2002 que sai de lá.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Biscoitos recheados - uma paixão que tenho!


Adoro biscoitos recheados. Essa paixão é desde minha tenra infância. Lembro-me de quando estudava a pré-escola. Na minha lancheira sempre tinha um biscoito recheado. Fui crescendo e o desejo aumentando.

Uma vez quebrei o braço. Eu estava conversando com a galera da vizinhança numa noite, sentado no meio-fio, quando fui me levantar cai sobre o meu braço. Tive que no dia seguinte ir ao Pronto Socorro de Fraturas de Guarabira para engessá-lo. Mas fiquei feliz quando meu pai passou, na volta para casa, em um mercadinho e comprou uns biscoitos recheados só para mim! Que alegria! Não teria que dividir com minhas irmãs os deliciosos biscoitos recheados de morango e de chocolate.

Até os meus dez anos eu morava numa ladeira distante do centro. Sempre que conseguia juntar umas moedinhas descia a ladeira para comprar biscoitos.

Outra vez, já morando no centro e próximo aos mercadinhos, comprei um biscoito recheado. Mas eu tinha a mania de comprar e ir para o meu quarto, escondê-lo e quando não tinha ninguém por perto, comia. Dessa vez não consegui fazer isso. Como solução, resolvi fazer uma caminhada até a Fazenda Experimental da Emepa, sob o sol do meio-dia, para poder comer meu delicioso objeto de desejo sozinho, sem ter que dividir com ninguém. Quando passava pela Rua do Cajá, um cara da Igreja que eu fazia parte (Universal do Reino de Deus) me perguntou, da porta da avó dele, para aonde eu ia naquela hora. Eu respondi que ia caminhar. Ele estranhou. Contudo, o que me deixou surpreso e triste foi sua decisão de ir comigo; eu teria que dividir meu precioso biscoito recheado de chocolate com ele!
Com o biscoito numa sacola plástico preta fomos caminhar. Na metade do caminho eu não agüentei ficar sem cumprir o propósito que me levou a caminhar naquele horário tão inconveniente. Tirei o biscoito da sacola, por educação ofereci um a ele, torcendo por sua recusa. O peste aceitou. Tive que caminhar comendo um biscoito de menos de um real, que deveria ser só meu, com esse cara. Que raiva!
Depois que o biscoito acabou eu disse a ele para voltarmos. Ele achou esquisito porque estávamos na metade do caminho. Foi quando eu falei pra ele que tinha ido caminhar para poder comer aquele biscoito. Ele riu. Voltamos.

Decidi declarar minha paixão por biscoitos recheados porque acabei de comer dois. Não tomei café hoje. Estou de regime. Mas de nove horas não suportei a fome e pedi a uma colega de trabalho para comprar um. Como ela trouxe dois, e depois de devorar o primeiro continuei com vontade de comer mais, o segundo teve o mesmo destino. Eu que não vou ficar sofrendo de fome para ficar mais magro. Acho que deve ser pecado fazer isso. Muita gente no mundo morre de fome por falta de dinheiro para comprar comida e eu com dinheiro fico morrendo de fome por vaidade? De jeito nenhum. É claro que depois vou olhar me olhar no espelho e tentar comparar meu corpo com o corpo dos caras das revistas, dos sites, da televisão e chorar porque não como eles.
Sou, entretanto, feito à imagem e semelhança de Deus, segundo a Bíblia, e isso me conforta.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Um mito quebrado: Lésbicas completam 70 anos de união na Flórida

Um dos mitos que os homossexuais possuem é o da sua promiscuidade. Assim sendo, uma relação afetiva estável, como acontece com os heterossexuais, é impensável devido a fragilidade dos laços afetivos homossexuais, que tendem mais a uma vida de devassidão.
Esse mito não é real por dois motivos. O primeiro é referente aos relacionamentos heterossexuais. Não precisa ser estudioso do assunto para ver que o casamento, no século XXI, baseado na família nuclear, está falido. Todo mundo lembra o caso de amor eterno de Ronaldinho e Adriana Cicarelli. As emissoras de televisão só falavam nisso à época. Um certo dia, menos de três meses depois do luxuoso "casamento" em um castelo na cidade de Chantilly, nos arredores de Paris, antes de ir para faculdade vejo a notícia: Ronaldinho e Cicarelli se divorciam. Tomei um choque. Mas o fim do "amor eterno" dos dois não é um caso isolado. As pesquisas mostram o número exorbitante de casais que se divorciam pouco tempo depois de casados. Além disso, a traição, antes característica do homem, está cada vez disseminada na mulher. A internet possibilitou e muito encontros extra-conjugais de mulheres casadas com homens solteiros ou casados ou mesmo com outras mulheres solteiras ou casadas. Segundo o conceito da sociedade ocidental de casamento e fidelidade, isso não seria prostituição, devassidão? Acredito que sim.
O segundo motivo. Existem muitos homossexuais virgens! Encontrar homens e mulheres que fogem à heteronomartividade presente na sociedade que nunca tiveram uma relação sexual é muito comum. Nem todos homossexuais tem uma vida sexual ativa. Conheço uns que transaram menos de três vezes na vida ou que nunca transaram, apesar dos mais de 18 anos! Ademais, as relações homoafetivas são tão instáveis quanto as hetero. Toda e qualquer relação que envolva pessoa, seja profissional, religiosa, familiar, de amizade ou sexual está sujeita a situações de amor, prazer, ódio e fúria; pode durar três meses ou trinta anos.
Recentemente um casal na minha cidade, Alagoinha, completou cinquenta anos de matrimônio. Um caso raro em nossos dias. Mas essa é uma característica apenas dos hetero? Em absoluto. Um casal de lésbica na Flórida completou 70 anos de união! Até agora não tinha tomado conhecimento de nenhum relacionamento com essa duração. Veja a matéria abaixo.

Lésbicas completam 70 anos de união na Flórida


Caroline Leto e Venera Magazzu farão uma festa em agosto para celebrar o casamento

No próximo dia 17 de agosto, Caroline Leto, 96, e Venera Magazzu, 97, que moram na Flórida, Estados Unidos, completam 70 anos juntas. As informações são do site Pinknews.co.uk.

Em entrevista ao jornal “South Florida Sun-Sentinel”, o casal contou como manteve seu relacionamento secreto por muitos anos.

"Você simplesmente não podia contar a ninguém que éramos apaixonadas", disse Leto. "Dizíamos às pessoas que éramos amigas, e alguns pensavam que éramos irmãs".

O casal se conheceu em 1939 numa festa, e mudou-se um ano depois para Nova York, contando apenas aos familiares mais próximos e um punhado de amigos sobre seu relacionamento.

Elas se registraram numa parceria doméstica em Nova York em 1996, e posteriormente transferiram-se para a Flórida onde se sentiram aptas a participarem da comunidade LGBT.

Uma festa está sendo planejada na Sinagoga Etz Chaim na data do aniversário da união.

http://dykerama.uol.com.br/src/?mI=5&cID=23&iID=2624&nome=L%E9sbicas_completam_70_anos_de_uni%E3o_na_Fl%F3rida

O que dizer?!
Parabéns casal. Que muitos anos de relacionamento de vocês duas sejam comemorados pela frente!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Meu(s) dia(s)

Meus dias, ultimamente, são desesperadores.
Estou em outra casa. A minha está em reforma/ampliação e vai demorar um pouco para a conclusão.
Na minha casa eu já me sentia estranho. Na que estou agora me sinto um extraterrestre.
Estou preocupado com a minha monografia. Até hoje não terminei. Comecei a escrever mas parei. Tive que reler os livros, já que não tinha fichado os pontos relevantes para minha pesquisa.
Além disso, tou escrevendo dois textos para apresentá-los em dois colóquios sobre gênero e sexualidade. Adoro estudar essas coisas. Mechem comigo. Falam sobre mim. Hoje me entendo melhor depois de várias leituras a respeito.
Diferente da monografia, minhas pesquisas sobre sexualidade andam mais rápido. Mas, depois que eu terminar esses dois artigos, vou parar um pouco e me dedicar mais a minha monografia sobre rezas e benzeções.
Pois é. Quero dá um rumo a minha vida. Ela ainda está incompleta. Falta algo. Falta alguém. Talvez isso contribua, também, para meus dias de desespero.

sábado, 18 de julho de 2009

Evangelho alienante!

recebi por e-mail

Mônica Bergamo


bergamo@folhasp. com.br

PASTORA CAROLINE

"Deus deu dinheiro pro Real Madrid contratar o Kaká"

"Enquanto papai tá fazendo gol, a gente vai aqui pisar na cabeça do Diabo, né? Em nome de Jesus." Foi assim que a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em Cristo, recebeu no palco de um culto, nos Estados Unidos, o filho do craque Kaká, Luca, e a mulher do jogador, a "pastora Carol, de Milão".



Caroline Celico se tornou pastora da Renascer recentemente. E, no dia 21 de junho, na Flórida, deu seu testemunho a um grupo de jovens do PA (Projeto Amar) da igreja. Os vídeos da pregação estão no YouTube [www.youtube. com/watch? v=f-hCMe- lOmA].



No púlpito, microfone na mão, Carol explica a relação de Deus com a ida de Kaká para a Espanha. "Como pode no meio da crise alguém ter dinheiro? O dinheiro do mundo tem que tá em algum lugar. E Deus colocou esse dinheiro na mão de quem? Do Real Madrid, pra contratar o Kaká. Foi uma grande bênção."



Caroline assume que ainda se atrapalha com o vocabulário futebolístico e diz que o que motiva o casal "é que nós vamos estar podendo abrir uma igreja lá". "O Senhor estava nos querendo lá em Madri", diz Caroline.
Depois de quase quatro anos de casamento com Kaká, a nova pastora falou sobre a opção do casal por manter a virgindade antes da união. "Eu pensei: "Meu Deus, quando eu falar pra ele [que queria casar virgem], ele vai me largar, né?" Ele ficou emocionado e falou: "Esse é o sinal que eu tinha pedido pro Senhor. Eu pedi que, se você fosse a pessoa certa, você ia querer fazer essa aliança de se santificar, de esperar até o casamento"."



Com roupa discreta e maquiagem caprichada, Caroline explica ainda que, quando teve o seu "encontro com o Senhor", aos 15 anos, ficou impressionada com a beleza dos jovens da igreja. "Eu entrei na Lins [templo da Renascer na avenida Lins de Vasconcelos, em SP] e vi pela primeira vez jovens lindos numa igreja. Normalmente, não é assim. A gente é diferente mesmo. Vocês derrubam o inferno só com a beleza. Amém?"

"Enquanto papai tá fazendo gol, a gente vai aqui pisar na cabeça do Diabo, né?"
BISPA SÔNIA HERNANDES


"Eu entrei na Lins [templo da Renascer na avenida Lins de Vasconcelos, em SP] e vi pela primeira vez jovens lindos numa igreja. A gente é diferente mesmo. Vocês derrubam o inferno só com a beleza"
CAROLINE CELICO

terça-feira, 14 de julho de 2009

Chuva e sol

Chove. Faz sol. Chove faz sol. Os dias aqui estão se comportando desse jeito. Chove. Faz sol.
Lavei meu tênis domingo. Até hoje não secou. Chove. Faz sol.
Acho (não tenho certeza) que hoje deve fazer um solzinho, pra secar meu tênis e minhas roupas que estão penduradas no varal.
Agora o tempo parece que já está mudando. Ave Maria.
Mas é assim mesmo. Não tenho o poder sobre a natureza (de prejudicar tenho, mas esse não quero usar), ele é da esfera divina.
Aqui, em Alagoinha, as chuvas causaram uns desastres. Mas, pensando bem, não foi a chuva. A falta de infra-estrutura nas casas e na ruas que causaram o desastre. A chuva só fez trazer à luz o que estava oculto.
Mas eu gosto da chuva. Não gosto de trabalhar quando está caindo a chuva. Mas, quando estou em casa, ouvindo uma música ou assistindo um filme, a chuva ajuda a tornar o momento mais poético.
Gosto da chuva, também, quando estou apaixonado. Ah, como é bom imaginar um beijo molhado com a pessoa amada!
Enquanto escrevo, os pássaros cantam. Uma melodia sublime chega aos meus ouvidos. Sem nenhum outro ruído. É um momento raro onde trabalho. Raro e divino.

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