sábado, 19 de janeiro de 2008

Vida breve




A transitoriedade da vida é uma verdade inconteste.

Todos sabemos que em qualquer instante nosso corpo cheio de energia, beleza, alegria, pode transforma-se num copro inerte, podre, morto. Ou seja, eu sou agora, mas não sei se serei daqui a uma hora, um minuto, segundo. Não depende de mim. Aliás, depende e não depende. O descuidado com o corpo, com a alimentação, com a forma de dirigir o carro... pode nos levar ao campo santo. Mesmo assim, haviam pessoas que tomavam todos os cuidados possíveis, todavia, como um relâmpago, deixaram de existir.

Sempre penso na brevidade da minha existência. Tenho vinte anos. Na minha infância morria de medo de morrer. Tive hepatite, a mais fraca, quando criança. Quando ia ao posto médico, ficava no caminho, interrogando a minha mãe se eu ia morrer. Como a morte me assustava. Lembro dos meus primeiros anos de vida. Um colega que comigo corria os becos, a ladeira da rua onde morávamos, bricavámos muito, morreu. Muito cedo. Teria, se vivo hoje, acredito eu, a minha idade. Vinte anos. No velório, lembro que nem quis nem tive coragem de olhá-lo no caixão. Minha mãe me pegou nos braços e me levou. Fui esperneando e chorando. Nossa, até hoje não gosto de ver gente nova morta. Fico muito triste quando morre alguém que estava no começo da vida ou na sua juventude.

A vida é breve.

Acho que a gente deve fazer de tudo pra viver cada momento com afinco, amor, prazer. Aprovitar o máximo do tempo que Deus nos dá. Hoje estou vivo. Amanhã não sei. Hoje posto isso no meu blog. Amanhã algum familiar meu pode postar sobre a minha morte.

Sou consciente dos meus erros cometidos. Das pessoas que magoei. Das vezes que poderia ter feito o bem mas... Acredito que posso aprender com as minhas falhas. Não posso apagá-las, obviamente, mas fazê-las com elas sejam um despertador, o qual possa me alertar todas as vezes que eu estiver pra fazer algo mal.

Quero viver cada instante. Quero torná-los eternos em minha memória. Viver com paixão a vida que Deus renova a cada dia em mim. Tendo em mente que hoje sou mas amanhã, talvez, não seja mais.



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