domingo, 20 de janeiro de 2008

Saudades, vazios...

Mas guardo no peito uma saudade de um tempo que nunca vivi; experiências que jamais recobrarei; carrego vazios que o tempo não conseguiu preencher – isso tem o nome de melancolia.

Essa frase copiei da crônica "Florentino Ariza e eu" de Ricardo Gondim, a propósito da adaptação para o cinema de "O amor nos Tempos do Cólera", obra de Gabriel Garcia Márquez. Quem quiser ler na íntegra acesse:
http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=66&sg=0&id=1473.

Achei ela interessante, sobretudo a primeira parte "... guardo no peito uma saudade de um tempo que nunca vivi" . Nossa, essa parte vivencio sempre. Quando escuto uma música, volto a um tempo que nunca experimentei, tenho lembranças de momentos que não ocorreram, sinto gosto do beijo que nunca dei, do abraço nunca abraçado, do sexo nunca feito, dos lugares nunca visitados.


"experiências que jamais recobrarei" Aff, como isso é péssimo. Sabe aqueles momentos que parecia que a gente tava no paraíso, numa outra dimensão, tamanha era a alegria, o prazer, a paz... Ai, que saudades. Quem me dera voltar no tempo e viver tudo de novo. Passar a senti as sensações do momento, a sorrir aquele sorriso inocente, a beijar aqueles lábios doces...

"carrego vazios que o tempo não conseguiu preencher" É imenso esse vazio. São faltas, carências, desejos que não foram saciados, sonhos que não foram realizados, projetos que morreram. Vazios que são simplesmente vazios. Carrego em mim. Vazios que pensei que seriam preenchidos e não foram...

"isso tem o nome de melancolia"





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