sábado, 4 de julho de 2009

Meu São Pedro em Belém - PB

Eu não saia de casa. Ou melhor, saia, mas sempre para lugares institucionais: igreja, faculdade, escola. Raramente ia à praia.
Pois então, neste ano, depois de uma guinada em minha existência no fim do ano passado, tenho saido sempre: vou sempre às festas, na minha cidade e na região.
Em Belém, uma cidade nem tão próxima nem tão distante de Alagoinha, a festa tradicional é a de São Pedro.
Uma amiga tinha me chamado a semana passada, mas disse que não iria. Quinta-feira, contudo, no primeiro dia da festa, um amigo me chamou. Ele insistiu tanto que terminei cedendo. Eu estava cansado pra caramba. Minha postagem anterior comprova isso.
Fiquei animado, apesar do fraqueza física.
Fomos.
No meio do caminho, quando estávamos perto de Pirpirituba, uma cidade anterior a Belém, a besta passa dentro de um buraco. Tivemos um susto. Mas, o motorista continou porque não tinha, aparentemente, acontecido nada com o veículo. Só aparentemente.
Mais a frente ele pára. Verifica a besta. A corrente que liga os pneus tinha torado.
Ficamos um bom tempo no meio da rodovia, bastante escura, debaixo da chuva, esperando algum milagre.
Como o milagre não apareceu, tivemos que empurrar a besta até o posto de gasolina adiante. Esperamos um bom tempo. Nada. Apareceu outra besta. Pegamos ela e fomos até Belém.
Assim que chegamos me perdi da turma. Vi um amigo da faculdade, enquanto falava com ele a galera se dispersou muito rápido. Fiqui sozinho. Fui me aproximando da multidão excitada devido o início do show de Saia Rodada. Pouco a pouco, com uma chuva sobre mim, fui chegando perto do palco. Pensei que lá encontraria minha turma, já que todos eram fãs da banda. Mas não vi ninguém.
Fiquei dançando um pouco. Bebi uma cerveja pra animar. De repente encontro um colega da faculdade. Fico próximo a ele. Conversamos. Paqueramos as pessoas que estavma na festa, mas nenhuma presente era de nosso agrado.
Depois saio. Vou procurar minha gente. Acho duas pessoas. Que alívio!
Passando um bom tempo, deu um aperto na bexiga. Fiquei doido pra urinar. Vou pra um local atrás de um ginásio, bem próximo da concentração. Fui assaltado. A primeira vez que fui assaltado em toda a minha vida. Roubaram uns trocados. Fiquei com medo, mas me deixaram em paz. Obrigado Senhor!
Volto pra festa. Já ia três e tanto da madruga. Estava só o caco em pé. Não encontramos um lugar para ficar mais à vontade.
Quatro e tanto da madruga: decidimos ir embora. Cadê transporte? Tivemos que esperar a festa acabar, de cinco e pouco da manhã. Pegamos um carro até Guarabira. De lá pegamos um carro até Alagoinha. No meio do caminho, o motorista liga no Acorda Paraíba, um programa que passa no Sistema Correio, logo cedo. O debate me excita. Ligo pro rádio. Expresso minha opinião. A galera no táxi agita. O locutor pensa que minha cidade está em festa.
Chego em casa. Tiro minha roupa. Deito na cama. Não dá pra durmir muito. De sete horas levanto pra ir trabalhar. Fico meio zonzo no trabalho. Volto de onze e meia. Almoço. Depois vou dormir. Desligo o celular. Não quero ser atrapalhado.
De seis e pouco da noite me levanto. Ainda um pouco cansado, mas já revigorado da noite anterior. Isso foi ontem.
Vou lembrar por um bom tempo esse São Pedro. Que pena que não fiquei com ninguém.

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