sábado, 27 de outubro de 2007

Pela Lei do Recall

Hoje fui à convenção do meu partido (PHS).
Não foi muito prestigiada porque a divulgação foi pouca, mesmo assim, um bom número de filiados, simpatizantes e de pessoas, sobretudo jovens, estiveram presentes. A realidade de minha cidade é gritante. Não faltam verbas para o município. Vem, e muita. O que falta é alguém capaz de administrar para o bem público, para a população, sobretudo a parcela mais carente, gerir a coisa pública como pertencente a todos e não a um grupo ínfimo que se apropria do que é do povo. Mas, felizmente, a situação começa a mudar. E a convenção feita demonstra isso.
Essa falta de interesse, por parte dos políticos, pela população, me fez lembrar da Lei do Recall, presente no Canadá, Suécia, e etc. e que seria ideal para o Brasil. Trata-se de um dispositivo que permite ao eleitor cassar o mandato do político corrupto, mentiroso, omisso, inepto ou indesejável, antes de concluir o mandato. Foi aplicado pela primeira vez na Califórnia. Segundo Teresa Cruvinel, para o povo vencer, a política tradicional tem de perder.
Em inglês, Recall significa chamar de novo, ou de volta, aplicado na indústria automobilística, quando uma montadora descobre uma falha no automóvel e decide chamar o proprietário de volta para fazer, gratuitamente, os reparos necessários.
Através de um plebiscito, portanto, a população decidiria se determinado político ficaria ou não no poder. Dessa forma, acredito, a corrupção seria diminuida, porque a população teria poder sobre o governante/legislador.
Seria ótimo poder cassar o mandato do prefeito que atrasasse salários, que não fizesse nenhuma obra, que deixasse a cidade feia, sem um atendimento básico de saúde e educação, que não comprovasse onde foram parar todas as verbas que vem para o município (tudo isso ocorre em minha cidade). Ou mesmo cassar o vereador/deputado/senador que nas votações olham primeiro para seus interesses em detrimento da população.
Há um movimento no país que luta para o Recall faça parte da nossa legislação. Sou, de corpo e alma, favorável. Precisamos mostrar a nossos governantes que eles estão no poder porque nós votamos e para nos representar e governar para o bem comum.

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