sexta-feira, 2 de novembro de 2007



Dia de finados. Dia dos mortos. O simplesmente dia de acender velas. Quando era criança adorava quando chegava esse dia. Às vezes, ia com uns colegas, mesmo sem precisar, vender velas só pelo prazer de andar nas ruas nesse dia. À noite, eu e minha família, íamos até ao cemitério acender velas pelos nossos que já estavam e estão no além. Como era bom poder pegar uma velinha, riscar um fósforo e acendê-la e depositar no recinto de quem durante a vida nesse planeta, chamado terra, havíamos amado. Parecia que eu ia pra uma festa, colocava uma das minhas melhores roupas, perfume, e ia pra o “Campo Santo”. Nossa!, todos que iam durante a noite estavam bem vestidos. Quando passava pelos vários caminhos que tinha e tem o Cemitério, o cheiro de velas exalava, a fumaça cobria o céu, e tudo aquilo me deixava feliz. Tinha que ter cuidado para quando passar por uma cova/catacumba não ter a calça queimada pelo fogo das velas que traziam luz a aquele espaço comumente associado às trevas. Depois me tornei evangélico e deixei tudo isso como lembrança de um passado, até certo ponto, feliz.

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